<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011</id><updated>2011-10-13T20:04:40.672-03:00</updated><category term='MinC'/><category term='Dicas'/><category term='solidão'/><category term='Ricardo Reis'/><category term='Amigo'/><category term='Pessoa'/><category term='Neil Gaiman'/><category term='ficção científica'/><category term='música'/><category term='Poesia'/><category term='Texto'/><category term='Terry Pratchett'/><category term='Machado de Assis'/><category term='fantasia'/><category term='Odes'/><category term='viagens'/><category term='bons filmes'/><category term='Kubrick'/><category term='Herman Hesse'/><category term='cinema'/><category term='Sandman'/><category term='Cecília Meireles'/><category term='id'/><category term='Fotografia'/><category term='Aldous Huxley'/><category term='Shakespeare'/><category term='filme'/><category term='extraterrestres'/><title type='text'>Arautos da má notícia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>JJ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16097619002792031632</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>125</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-6098346011432238980</id><published>2011-03-07T14:18:00.004-03:00</published><updated>2011-03-07T14:36:04.243-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MinC'/><title type='text'>MinC e secretaria da economia criativa</title><content type='html'>Pretendo reproduzir aqui neste espaço um texto que escrevi para um amigo por email.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que não é o espaço mais adequado, mas o assunto é urgente: o Ministério da Cultura passa por reformas no mínimo estranhas.. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministério da cultura não tem nada a ver comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ana está parecendo ser mais uma mafiosa. Músico famoso no brasil é quase tudo mafioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi criada a secretaria da economia criativa. Ela quer sistematizar e controlar um processo intrínseco ao capitalismo, mas que só foi reconhecido tardiamente na esfera cultural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo é aquele no qual o capitalismo transforma tudo em produto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, música, filme, quadro, foto, etc, depois de arte, viram produto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez identificado que arte vira produto, que é trocado por dinheiro, que entra na conta de receitas dos países, e de renda dos cidadãos, o MinC decidiu sistematizar, controlar, e potencializar esse processo na esfera da cultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado disso é que, provavelmente, o processo terá sua ordem invertida. E arte que virava produto tornar-se-à: produto a ser vendido como arte!... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos como aconteceu no cinema americano. Desde cedo, 1910, os americanos perceberam que podiam ganhar dinheiro com o filme. O cinema americano foi construído em cima de uma indústria com fins lucrativos, exatamente como outra qualquer, como a de automóveis, ou computadores. (Não é por acaso que os judeus estão desde o princípio por detrás do cinema americano)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os americanos são menos hipócritas que a máfia brasileira. Eles sempre colocaram um adjetivo nos filmes: filme de entretenimento, newsreel (atualidades), etc. Eles não vendiam o filme como arte, mesmo sabendo que o filme poderia ser uma arte, e que muitos que estavam envolvidos buscavam o lado artístico. etc.. Depois, mais recentemente as coisas mudaram, mas não nos interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, que diz ser o país do futuro, viu o futuro passar e nem percebeu. O futuro do Brasil são os anos 50 e 60, quando o país produziu o produto "da mais alta capacidade humana", como bem observou Tom Zé, a bossa nova. Depois ainda teve o cinema novo, e a tropicália...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá pra cá nós nos afundamos.. Mas pelo menos somos otimistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MinC vai afundar ainda mais o Brasil, porque nós só somos capazes de produzir cultura e alimento, mas pelo que se viu nos últimos anos, em breve só seremos capazes de produzir alimentos. Principalmente agora que o Minc entrou pro lado dos grandes estúdios fonográficos e tirou o suporte ao creative commons, ou seja, tirou o suporte à criatividade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a política da secretaria da economia criativa der certo, vamos ganhar muito dinheiro, não vai resolver a desigualdade, mas vai amenizar. Como no caso do cinema americano. Mas quem quiser ouvir boa música, por exemplo, não vai mais procurar as músicas brasileiras, como os cinéfilos se enjoam logo dos filmes dos grandes estúdios americanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem tudo pra dar errado, só que isso já é outra história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-6098346011432238980?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/6098346011432238980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=6098346011432238980&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6098346011432238980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6098346011432238980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/03/minc-e-secretaria-da-economia-criativa.html' title='MinC e secretaria da economia criativa'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8394182109530176249</id><published>2011-02-11T03:20:00.003-02:00</published><updated>2011-02-11T03:49:01.852-02:00</updated><title type='text'>Aqui estou, de novo...</title><content type='html'>Já que meus colegas resolveram voltar a dar as caras por aqui, resolvi também dar uma aparecida - depois de um longuíssimo tempo sem postar nada.&lt;br /&gt;Em 2010 tive a correria, que não foi pouca, como desculpa pelo sumiço. Não me lembro de ter escrito uma única crônica que prestasse. Poemas? Acho que lá uma meia dúzia, talvez. Mas tudo bem meia boca, para falar a verdade. &lt;br /&gt;Não que a inspiração tenha baixado agora, e eu tenha escrito alguma coisa brilhante. (NOT!) Não é esse o caso. Mas, enfim, para não enferrujar de vez (já que estou morrendo de medo de não conseguir escrever mais), vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produto Orgânico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu digo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à calma&lt;br /&gt;o bom do dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que não se preocupa&lt;br /&gt;por onde trombar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no trânsito&lt;br /&gt;de almas&lt;br /&gt;de tombos ao chão&lt;br /&gt;aspereza&lt;br /&gt;de rir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agre doce&lt;br /&gt;sorriso&lt;br /&gt;colhi&lt;br /&gt;pétalas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que me joga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do asfalto&lt;br /&gt;farto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de todo dia&lt;br /&gt;tropeçar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se deve&lt;br /&gt;ser&lt;br /&gt;mais rápido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;adiante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apressa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- trombar a perfeição&lt;br /&gt;inventada&lt;br /&gt;de pétala de naylon. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desiludir sintética&lt;br /&gt;a fibra esgarçada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a minha gargalhada&lt;br /&gt;(tenta)disfarçada,&lt;br /&gt;(chora) desgraçada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais adiante&lt;br /&gt;se cala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(acomodada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutro dia&lt;br /&gt;na calma se tropeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem sabe &lt;br /&gt;se não em flor inteira&lt;br /&gt;d'uma verdade&lt;br /&gt;que se arremessa&lt;br /&gt;em verde confessado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;descanso d'alma&lt;br /&gt;que verso abraça?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8394182109530176249?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8394182109530176249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8394182109530176249&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8394182109530176249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8394182109530176249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/02/aqui-estou-de-novo.html' title='Aqui estou, de novo...'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-4325480851980082844</id><published>2011-02-08T02:03:00.001-02:00</published><updated>2011-02-08T02:07:32.897-02:00</updated><title type='text'>Discordâncias</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;A beleza das palavras de amor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Não está no canto ou no silêncio dos olhares,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Mas no despertar da comunhão dos lábios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;O peso da nossa saudade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Não está precisamente na ausência,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Mas em nossas lembranças, tão vivas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;O encanto da relação que se resume nas palavras não ditas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Não está em não as dizer,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Mas na iminente possibilidade de dizê-las.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;A sabedoria do meu coração&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Não está no nexo dos meus sentimentos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Mas na incoerência própria dos corações humanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Então&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Eu quero um beijo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Eu quero a presença,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Eu quero dizer e ouvir dizer,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Eu quero a incoerência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Caso contrário, não quero!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-4325480851980082844?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/4325480851980082844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=4325480851980082844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4325480851980082844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4325480851980082844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/02/discordancias.html' title='Discordâncias'/><author><name>JJ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16097619002792031632</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-999364194386831979</id><published>2011-02-07T00:22:00.001-02:00</published><updated>2011-02-07T00:23:58.242-02:00</updated><title type='text'>O crime perfeito</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Cada amante ama à sua maneira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Cada amor é impressão digital.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Mas com a experiência de um ladrão velhaco,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Alguns amantes nos furtam o fôlego.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Levam-nos o coração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Roubam nossa alma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;E não deixam sua marca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Mas eu não quero um crime perfeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;Quero as tuas impressões em mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-999364194386831979?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/999364194386831979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=999364194386831979&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/999364194386831979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/999364194386831979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/02/o-crime-perfeito.html' title='O crime perfeito'/><author><name>JJ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16097619002792031632</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5345988434798097678</id><published>2011-02-06T21:21:00.002-02:00</published><updated>2011-02-06T21:23:28.178-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cecília Meireles'/><title type='text'>No meu devido lugar - V</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Timidez &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family: Arial;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta-me um pequeno gesto,&lt;br /&gt;feito de longe e de leve,&lt;br /&gt;para que venhas comigo&lt;br /&gt;e eu para sempre te leve...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- mas só esse eu não farei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma palavra caída&lt;br /&gt;das montanhas dos instantes&lt;br /&gt;desmancha todos os mares&lt;br /&gt;e une as terras mais distantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- palavra que não direi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que tu me adivinhes,&lt;br /&gt;entre os ventos taciturnos,&lt;br /&gt;apago meus pensamentos,&lt;br /&gt;ponho vestidos noturnos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- que amargamente inventei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto não me descobres,&lt;br /&gt;os mundos vão navegando&lt;br /&gt;nos ares certos do tempo,&lt;br /&gt;até não se sabe quando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e um dia me acabarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style:italic"&gt;[Cecília Meireles]&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5345988434798097678?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5345988434798097678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5345988434798097678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5345988434798097678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5345988434798097678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/02/no-meu-devido-lugar-v.html' title='No meu devido lugar - V'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-4886385819477651808</id><published>2011-02-06T20:21:00.001-02:00</published><updated>2011-02-06T21:23:56.919-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cecília Meireles'/><title type='text'>No meu devido lugar - IV</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;Meu Sonho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Parei as águas do meu sonho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;para teu rosto se mirar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Mas só a sombra dos meus olhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;ficou por cima, a procurar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Os pássaros da madrugada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;não têm coragem de cantar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;vendo o meu sonho interminável&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;e a esperança do meu olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Procurei-te em vão pela terra,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;perto do céu, por sobre o mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Se não chegas nem pelo sonho,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;por que insisto em te imaginar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quando vierem fechar meus olhos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;talvez não se deixem fechar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Talvez pensem que o tempo volta,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;e que vens, se o tempo voltar&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;[Cecília Meireles]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-4886385819477651808?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/4886385819477651808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=4886385819477651808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4886385819477651808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4886385819477651808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/02/no-meu-devido-lugar-iv.html' title='No meu devido lugar - IV'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2000980550167759124</id><published>2011-02-01T22:47:00.000-02:00</published><updated>2011-02-01T22:49:33.072-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>A física do amor não correspondido</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;O ponto A declara seu amor ao ponto B.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;Logo, do ponto A, a fonte primária,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;O amor segue sua trajetória linear rumo ao ponto B.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;Ao atingir a superfície de B, dois fenômenos acontecem:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;A reflexão, também conhecida como amor não correspondido;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;E a refração, que pode desviar o amor de seu objetivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;Nesse último caso, o amor pode parar no estômago,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;E então nasce a paixão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;Pode também parar mais abaixo, o que causará excitação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;Mas mesmo não correspondido, parte do amor deve estar em B.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2000980550167759124?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2000980550167759124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2000980550167759124&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2000980550167759124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2000980550167759124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/02/fisica-do-amor-nao-correspondido.html' title='A física do amor não correspondido'/><author><name>JJ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16097619002792031632</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-660692669774314808</id><published>2011-02-01T21:50:00.001-02:00</published><updated>2011-02-01T21:52:40.065-02:00</updated><title type='text'>No meu devido lugar - III</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;A Arte de Amar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A alma é que estraga o amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só em Deus ela pode encontrar satisfação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não noutra alma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só em Deus — ou fora do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As almas são incomunicáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque os corpos se entendem, mas as almas não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[Manuel Bandeira]&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-660692669774314808?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/660692669774314808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=660692669774314808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/660692669774314808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/660692669774314808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/02/no-meu-devido-lugar-iii.html' title='No meu devido lugar - III'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5388960430471271566</id><published>2011-02-01T00:29:00.003-02:00</published><updated>2011-02-01T00:30:31.419-02:00</updated><title type='text'>Sobre esperanças e verdades</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que nos resta quando nos tiram toda a esperança? O choque de realidade é o meu melhor palpite. O confronto com a impossibilidade e a inexistência de alternativa nos liberta. Dá alívio. Devemos admitir: a esperança é um fardo. É o próprio peso. Ou melhor: é a prisão de vidro, onde se tem noção da realidade do entorno, mas não se pode experimentá-la porque preso. Quando nos tiram toda a esperança, portanto, ganhamos a liberdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se aqueles que nos desesperançam também são aqueles que nos libertam, aqueles que nos dão esperança são também aqueles que nos trancafiam. De fato, não há presente mais amargo que a esperança. Lembro sempre dos pobres troianos. Ilhados. Como haveriam de ganhar a guerra? Pior do que o cavalo, os gregos deliberadamente deram a esperança. Foram deliberadamente cruéis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O presente mais doloroso, no entanto, vem daqueles que não querem presentear; daqueles que não querem dar esperança, mas que, agindo assim, enchem de flores os nossos pensamentos. É o trair-se ingenuamente doloroso. É a delação, em nome da amizade, do amigo de infância (para o seu bem; para o meu bem). É aquele “não” que nunca se pareceu com um “não”. O “não” com a cara do “sim”. Essa é a maior dor, que causa a oxidação da alma. A dor da esperança que aprisiona.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que me leva a crer que só teremos paz quando imperar a verdade. Especialmente a nossa verdade, capaz de derrubar as paredes de vidro. A verdade que sufoca a esperança. A verdade que é o antônimo da esperança.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5388960430471271566?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5388960430471271566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5388960430471271566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5388960430471271566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5388960430471271566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/02/sobre-esperancas-e-verdades.html' title='Sobre esperanças e verdades'/><author><name>JJ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16097619002792031632</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-4787456546186220952</id><published>2011-01-31T22:07:00.001-02:00</published><updated>2011-01-31T22:07:40.696-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pessoa'/><title type='text'>No meu devido lugar - II</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; color: black; "&gt;O Amor, Quando Se Revela &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; color: black; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;O amor, quando se revela,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Não se sabe revelar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Sabe bem olhar p'ra ela,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Mas não lhe sabe falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quem quer dizer o que sente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Não sabe o que há-de dizer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Fala: parece que mente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Cala: parece esquecer...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Ah, mas se ela adivinhasse,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Se pudesse ouvir o olhar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;E se um olhar lhe bastasse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Pra saber que a estão a amar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Mas quem sente muito, cala;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quem quer dizer quanto sente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Fica sem alma nem fala,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Fica só, inteiramente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Mas se isto puder contar-lhe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;O que não lhe ouso contar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Já não terei que falar-lhe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Porque lhe estou a falar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; color: black; "&gt;[Fernando Pessoa]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-4787456546186220952?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/4787456546186220952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=4787456546186220952&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4787456546186220952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4787456546186220952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/01/no-meu-devido-lugar-ii.html' title='No meu devido lugar - II'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-3123176153052773766</id><published>2011-01-31T21:58:00.003-02:00</published><updated>2011-01-31T22:10:00.461-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shakespeare'/><title type='text'>No meu devido lugar - I</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-weight: bold; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-weight: bold; "&gt;Sonnet XVII&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-weight: bold; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt; line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;Who will believe my verse in time to come,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;If it were fill’d with your most high deserts?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;Though yet, heaven knows, it is but as a tomb&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;Which hides your life and shows not half your parts.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;If I could write the beauty of your eyes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;And in fresh numbers number all your graces,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;The age to come would say, ‘This poet lies;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;Such heavenly touches ne’er touch’d earthly faces.’&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;So should my papers, yellow’d with their age,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;Be scorn’d, like old men of less truth than tongue,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;And your true rights be term’d a poet’s rage&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;And stretched metre of an antique song:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;But were some child of yours alive that time,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;You should live twice, in it and in my rime.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;[William Shakespeare]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-3123176153052773766?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/3123176153052773766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=3123176153052773766&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/3123176153052773766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/3123176153052773766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/01/no-meu-devido-lugar-i.html' title='No meu devido lugar - I'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1634170932089331017</id><published>2011-01-30T23:33:00.001-02:00</published><updated>2011-01-30T23:35:46.167-02:00</updated><title type='text'>Inúteis divagações sobre sacadas e esperanças</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ultimamente eu ando obcecado por sacadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A sacada não é casa. Também não faz bem e não parece mais segura que a parte de dentro. É o elo com o mundo de fora. É a forma que o apartamento tem de pedir desculpas pela clausura e a falta de perspectiva. E devo dizer que é um modo muito peculiar para se desculpar. Ao se projetar no vazio, expõe-me à sorte, denuncia-me. De novo: ela não tem pretensão alguma de se fazer casa ou de se fazer segura. Na verdade, ela mesma se oferece como plataforma para um último salto ornamental. Talvez o mais belo. Talvez a nota dez. O seu fascínio. A desculpa na forma de denúncia; da humilhante exposição ao mundo; do sussurro ao pé do ouvido: o convite ao livre arbítrio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Na sacada posso ver que a esperança é a mais sem graça das brincadeiras divinas. E por que na sacada? Porque, como disse em outros termos, ela é o elo entre o que somos e aquilo que parecemos ser. É o suporte entre dois mundos. E entre eles, existe o vácuo no qual vivemos a maior parte de nossas vidas. Quero dizer, vivemos pouco o que parecemos e muito menos o que somos. Vivemos no vácuo, sem saber muito bem aonde ir. Só que a sacada nos compreende. Ela nos suporta e nos coloca em xeque. Assim como um noivo à espera da resposta, ela aguarda nossa decisão. E aí surge a esperança, a mais sem graça das brincadeiras divinas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Assim, volto-me para minhas próprias e infinitas sacadas. São essas que surgem na alma; que rompem a clausura com alguns goles de pinot noir. São essas que me encantam. São essas que me projetam. São essas que me denunciam. Os elos com o mundo de fora. Pequenos espaços que não são casa. Nem transmitem segurança. Mas que devolvem a beleza da escolha; devolvem a capacidade de rir da esperança, aquela piada divina de mau gosto. Afinal, Deus escolheu nossas próprias sacadas para depositar o palhaço que pula da caixinha, a esperança. São essas as sacadas que aguardam minha decisão enquanto derivo no vácuo. São essas as sacadas que realmente me fascinam. E por essas é que ando obcecado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1634170932089331017?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1634170932089331017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1634170932089331017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1634170932089331017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1634170932089331017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/01/inuteis-divagacoes-sobre-sacadas-e.html' title='Inúteis divagações sobre sacadas e esperanças'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8978891211374580905</id><published>2011-01-24T23:30:00.000-02:00</published><updated>2011-01-24T23:32:28.219-02:00</updated><title type='text'>O olhar de Orfeu</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Então eu finjo que os seus olhos não me dizem nada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E você esquece as palpitações que sente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vamos também ignorar suas borboletas abdominais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E sua mudança de expressão quando me vê.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não quero saber o que não me disse,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas morre de vontade de dizer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Faça somente o que precisa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sem o beijo que quer dar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fuja da vertigem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas lembre-se: Orfeu sempre olha pra trás.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8978891211374580905?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8978891211374580905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8978891211374580905&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8978891211374580905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8978891211374580905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2011/01/o-olhar-de-orfeu.html' title='O olhar de Orfeu'/><author><name>JJ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16097619002792031632</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8425078896207972454</id><published>2009-11-08T18:26:00.003-02:00</published><updated>2009-11-08T18:34:15.298-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Psiquiatria</title><content type='html'>Alheios vão os próprios&lt;br /&gt;afetos&lt;br /&gt;correr dentre veias&lt;br /&gt;assustadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À imaginação se&lt;br /&gt;incorporam&lt;br /&gt;abraços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desprendidos de&lt;br /&gt;saudades onde não&lt;br /&gt;se pode buscar&lt;br /&gt;a negra calma&lt;br /&gt;dos comprimidos&lt;br /&gt;receitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abracei-te quando&lt;br /&gt;não estavas&lt;br /&gt;perto&lt;br /&gt;deste-me tua boca&lt;br /&gt;e ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como insônia&lt;br /&gt;eu o tomo&lt;br /&gt;ao meu próprio&lt;br /&gt;defeito&lt;br /&gt;medicações&lt;br /&gt;de solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando me fizer&lt;br /&gt;adormecer&lt;br /&gt;cansaço&lt;br /&gt;não me puder&lt;br /&gt;presentear&lt;br /&gt;com fuga&lt;br /&gt;meu torpor será&lt;br /&gt;teu apoio &lt;br /&gt;onde debruçarem&lt;br /&gt;no divã&lt;br /&gt;minhas as angústias&lt;br /&gt;de tantos devaneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor é&lt;br /&gt;ausência,&lt;br /&gt;tão logo minhas&lt;br /&gt;mãos nada me tocam&lt;br /&gt;à boca&lt;br /&gt;solidão de&lt;br /&gt;engolir negras&lt;br /&gt;as tarjas&lt;br /&gt;de exclamação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8425078896207972454?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8425078896207972454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8425078896207972454&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8425078896207972454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8425078896207972454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/11/psiquiatria.html' title='Psiquiatria'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8859994386627700813</id><published>2009-10-12T19:42:00.000-03:00</published><updated>2009-10-12T19:43:31.538-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Desculpas</title><content type='html'>Se fosse possível&lt;br /&gt;Ao mar, atirar-me&lt;br /&gt;E acariciar com vermelho&lt;br /&gt;O ego dos deuses,&lt;br /&gt;Então eu o faria,&lt;br /&gt;E guardaria em gaveta&lt;br /&gt;Toda a vergonha trancada&lt;br /&gt;Por cada não dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queimaria também os meus livros,&lt;br /&gt;Todos que tratam de amor,&lt;br /&gt;Em ritual simbólico&lt;br /&gt;De sacrifício humano,&lt;br /&gt;Eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocaria o doce dos rios&lt;br /&gt;Por mais um gole de saliva sua&lt;br /&gt;E todo sal dos oceanos&lt;br /&gt;Por mais um gole de suor seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renunciaria a suspiros,&lt;br /&gt;Amordaçando minha ânsia&lt;br /&gt;Ao despejar em diarréia&lt;br /&gt;O amarelo-covarde, a-&lt;br /&gt;-tormenta do medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Quanto eu faria, e muito mais,&lt;br /&gt;Se o condicional fosse um tempo,&lt;br /&gt;Apenas um tempo verbal,&lt;br /&gt;Que não dependesse, em tudo,&lt;br /&gt;De minha rarefeita vontade,&lt;br /&gt;Humana&lt;br /&gt;E acuada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8859994386627700813?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8859994386627700813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8859994386627700813&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8859994386627700813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8859994386627700813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/10/desculpas.html' title='Desculpas'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2626223303173345283</id><published>2009-09-26T20:56:00.003-03:00</published><updated>2009-09-26T21:02:34.969-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>PRECLUSÃO</title><content type='html'>Perco&lt;br /&gt;do tempo&lt;br /&gt;ilusão de voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem disseram-me:&lt;br /&gt;- Agora!&lt;br /&gt;antes percebesse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não me apunhalasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha-se porta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que será do feito&lt;br /&gt;que houve&lt;br /&gt;em tempestade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu lamento não basta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Imtempestivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou que me ilude&lt;br /&gt;angústia em processo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não tramita a vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não transita&lt;br /&gt;em exclamação&lt;br /&gt;julgado meu&lt;br /&gt;que não se fez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2626223303173345283?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2626223303173345283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2626223303173345283&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2626223303173345283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2626223303173345283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/09/preclusao.html' title='PRECLUSÃO'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-6144381423533718500</id><published>2009-09-12T17:12:00.000-03:00</published><updated>2009-09-12T17:13:08.982-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Deus</title><content type='html'>Não há relevo em frases&lt;br /&gt;De dentro dos parênteses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também ninguém se importa&lt;br /&gt;Com as notas de rodapé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reticências foram esquecidas há muito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tremas já extintos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo as vírgulas&lt;br /&gt;Não mais oxigenam a vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada vibra mais com a força original&lt;br /&gt;De um legítimo erre espanhol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exceto, talvez, para o escritor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-6144381423533718500?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/6144381423533718500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=6144381423533718500&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6144381423533718500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6144381423533718500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/09/deus.html' title='Deus'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-3652349675257424271</id><published>2009-09-10T18:25:00.002-03:00</published><updated>2009-09-10T19:41:45.965-03:00</updated><title type='text'>ALUCINANDO!</title><content type='html'>Com dezessete anos eu acreditava que um dia poderia, quem sabe, tocar Chopin com perfeição. Não que esse fantástico evento não possa hoje acontecer mas, vou ser realista, na hora de traçar a bagunça da minha vida, os deuses não tiveram a bondade de jogar um pouco mais de música nela.&lt;br /&gt;Tanto que naquela época, auge de várias das minhas ilusões (uma idade bastante propícia para isso, convenhamos), tive uma espécie de tendinite bastante bizarra. As pessoas geralmente tem problemas no pulsos, braços e antebraços, talvez. Pois que os deuses resolveram brincar comigo e travaram meus dois dedos... medianos. Sim, bastante sugestivo. &lt;br /&gt;Cheguei a imobilizar a desgraça do dedo do meio da mão direita (pois é, sou canhota!). Como eu não conseguia esticá-lo, foi enfaixado assim..., meio curvado - como um gancho. Dois amigos pentelhos logo notaram a semelhança. Não perderiam, claro, a ótima oportunidade de tirar uma com a minha cara - que da raiva ia a feições de choro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas você ainda pode tocar xilofone, Gancho!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a minha resposta a esse 'consolo' não era nem um pouco educada (já que é pouca toda a falta de educação necessária para dar pitacos nos bons amigos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o meu melodrama, a tragédia se desenhava como algo irreversível: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca mais o piano, nunca mais... - lágrimas e mais lágrimas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...e os deuses iam estreitando os caminhos cheios de notas em tons maiores.)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um ortopedista especializado em mãos, meio como a tia velha que lê a sorte, viu nas minhas que eu não poderia mesmo ser pianista. O nome do pirepaque veio como sentença: dedo em gatilho. (O gancho!) Em estágio pouquíssimo avançado (ainda que doesse horrores quando eu tentava estender... os dedos!). Não era caso cirúrgico. Mas - sabe como é, né? - melhor estudar menos piano, descansar mais as mãos e por que não fazer uma yôga, um pouco de alongamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortei os exercícios de técnica do Cortot(não foi grande sacrifício, eram mesmo chatíssimos!). Depois, escolhendo, para não estudar demais, entre ler uma peça de Vila Lobos e montar um acordezinhos chinfrins de quem está aprendendo a brincar com cifras, passei a visitar meu professor de música popular todas as semanas com a mesma cara de "sinto muito". &lt;br /&gt;A peça do Vila saiu - e é o melhor que ainda hoje consigo arrancar de um piano. Chegaram os tempos do vestibular, e a paranóia das horas ao lado dos livros de exatas. Aprendi a gostar até da física, que para mim estava no mesmo patamar que o demo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E meu professor de piano popular continuava olhando para mim como quem lamenta ver alguém perdendo tempo.&lt;br /&gt;Aí então constatei que seria assim: sem mais aulas de piano. E a tendinite tornou-se um perfeito bode expiatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tive a brilhante idéia de escrever um conto - que nunca terminei. Uma virtuose (que nunca fui) um dia acordava e, sem saber por que, não conseguia mais tocar. Audições mil marcadas, tanta tanta gente querendo ouvi-la levantar a alma pelas teclas... Os anos de estudo! As possibilidades - meu deus, que horror pensar nas possibilidades que então se tornavam impossíveis...&lt;br /&gt;E ela... simplesmente não entendia por que. Aí então aconteceria algo batante banal, coisa de pretensa escrivinhadora pouco criativa: a personagem passaria a tarde inteira meio que como bêbada, com sucessivas epifanias (todas sem grande sentido, ou não seriam epifanias). Precisa esclarecer as coisas dentro da sua própria cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então resolve ficar bêbada de verdade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquela coisa clichê do - estou sozinha, vou a um lugar esfumaçado à meia luz, sento ao lado de um balcão de granito escuro e converso com um garçom de TV americana vestindo um smoking chinfim...? Exatamente! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela chega e pede uma garrafa de vinho tinto. Seco. Por que tem que ser dos bons. &lt;br /&gt;Um copo só, sim? (E daí se vai beber a garrafa inteira sozinha?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, a taça, e um vinho très chique, que ela não sabe por que é chique, mas o que importa mesmo é os outros considerarem chique para invejá-la por seu status superior. Logo não teria mais um centavo mesmo, já que não poderia trabalhar mais. Aliás, não poderia mais se divertir (piano, o seu maior prazer, mais que qualquer outra coisa, qualquer outra coisa. Ponto!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era então um cadáver que segurava a taça e despejava o líquido escuro nela.&lt;br /&gt;Mas... que coisa! Um cadáver com os dedões voltados para fora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...Se um cara pode fazer sua personagem acordar como uma barata, por que é que a minha não pode acordar com as mãos trocadas?... É, é essa porcaria mesmo o que você leu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achou graça. Sempre confundira a direita com a esquerda (estou, neste momento, falando da personagem, ou de mim mesma, que, como eu disse, sou canhota?). O vinho era bom. Bom! Ela até conseguia conversar com os deuses e pensar nesse seu maravilhoso momento como uma ironia, castigo a um personagem chato que em uma série de TV americana - dessas em que aparecem barmans de smoking vagabundo - provoca risos no bando de telespectadores preguiçosos que desperdiçam seu tempo dando atenção a coisas estúpidas como uma série ruim de TV americana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preparem-se, agora o final dramático:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, ela não sonhou com nada, e nem acorda em um hospital psiquiátrico (calma, acho que ainda não estou tão sem imaginação assim). Levanta-se perfeitamente sã no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem lembrar-se de como voltou para casa (nesse momento lhe ocorre um certo flashback desagradável com o barman, mas prefere pensar que ele foi uma alucinação muito verdadeiramente forte, tanto que um papelzinho rasgado com o número de telefone dele surgiu no bolso traseiro esquerdo de sua calça jeans, que estava jogada do outro lado do quarto), mas sã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sã a ponto de achar um absurdo ter a certeza de que notara que suas mãos estavam trocadas (e de considerar a existência de qualquer incidente com o barmam de terno chinfim). Pois então os dedos estavam no lugar certo (sem as mãos trocadas ou a ridícula posição de gancho mediano à direita!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ao piano. Tentou tocar alguma coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juízo disse-lhe: vá ao médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi. E a sentença do guru dela foi bem mais benevolente que a do meu. Fadiga muscular, querida. Descanse por uma semana. Tragédia: com sem tocar, deixaria de ser a nº blá blá blá no ranquing de blá blá blá dos melhores dos melhores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca, porém, deixaria de tocar Chopin com perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu... Bom, nunca quis ser pianista por profissão, só por gosto. E por uma tendinite bizarra e vontade de fazer algo tão emocionante quanto estudar direito, deixei de estudar piano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebo de vez em quando e nunca vi as minhas mãos trocadas. Mas às vezes tenho a sensação que de fato alguma coisa está trocada em mim. Será que dentre os caminhos que os deuses me disponibilizaram fui teimar em escolher o errado (aquele das aulas mais soníferas, dos textos mais prolixos, da maior presença de distancionamento emocional da realidade... - tá peguei pesado: não vou dizer que é o curso que comporta o maior número de psicopatas homicidas suicidades, porque a minha grande realização é encontrar na Faculdade os amigos mais fantásticos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continuando)se alguma coisa está trocada, fui eu que escolhi trocar. Ao menos a minha personagem escolheu beber e alucinar uma aberração para divertir-se com a própria frustração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está aí: preciso alucinar alguma aberração. Depressa, porque quero tudo para ontem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ontem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém aí tem alguma sugestão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-3652349675257424271?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/3652349675257424271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=3652349675257424271&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/3652349675257424271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/3652349675257424271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/09/alucinando.html' title='ALUCINANDO!'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2340426934420265060</id><published>2009-08-29T11:25:00.002-03:00</published><updated>2009-08-29T15:53:02.083-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Resumo II</title><content type='html'>A baguete ainda quente&lt;br /&gt;A manteiga derretida&lt;br /&gt;O cheiro senil do café&lt;br /&gt;A tarde na sacada&lt;br /&gt;O décimo andar&lt;br /&gt;O olhar para baixo&lt;br /&gt;O domingo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um salto imaginário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um mundo de ânsias,&lt;br /&gt;Um copo de vinho&lt;br /&gt;E dois analgésicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2340426934420265060?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2340426934420265060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2340426934420265060&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2340426934420265060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2340426934420265060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/08/resumo-ii.html' title='Resumo II'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5156561395963190294</id><published>2009-08-22T18:45:00.008-03:00</published><updated>2009-08-24T08:17:43.566-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>Preguiça</title><content type='html'>Ontem fez frio. Quando, encerrando a jornada do dia para longe dos compromissos e obrigações, botei o pé para fora do ônibus, senti uma baforada de ar úmido que me fez bater os dentes. Enfiei as mãos nos bolsos já arreganhados da minha blusa de lã lilás e andei cinco penosos quarteirões de vento até chegar ao meu apartamento.&lt;br /&gt;Apesar de fria, ainda assim era uma sexta feira, e me questionei se não deveria providenciar para logo estar bem longe dali. Para dizer a verdade, e sem ter o menor medo de me passar por brega (ou melhor, enfrentando todo o meu medo de me passar por brega), seria deprimente outra sexta feira naquele apartamento que mais parece um recorte isolado de tudo. Naquele apartamento - em que eu já tanto fiquei sozinha, na época (nem tão distante assim) em que raramente fazia o esforço de recorrer ao telefone para que as pessoas se lembrassem de mim. Ficar só às vezes é uma questão de pura preguiça. Preguiça de sair de casa, que seja, preguiça de expor-se, e expor-se também ao erro - nesse aspecto a nudez do corpo seria o de menos.&lt;br /&gt;Enfim, fato é que ontem qualquer tentativa de fugir de mim parecia estar tão preguiçosa quanto eu mesma já fui, ou talvez ainda seja. Encontros entre amigos são sempre bons e esse foi o dia dos desencontros - cada um queria uma coisa, cada um no seu lugar. Por fim, conformei-me, pensei nas despesas de fim de mês e constatei que tinha também preguiça de passar dez dias na pindaíba para compensar a balada de sexta feira. &lt;br /&gt;Fiz o que, de costume, seria mais a minha cara. Enfiei-me nos cobertores. Antes tinha pensado em ver um filme. Pena que nenhum dos DVDs da pilha que tenho em casa não conseguiram me fazer sentir menos preguiçosa, ou pelo menos despertaram-me da vontade de assisti-los. A solução foi continuar a leitura de um livrico de bolso que comprei na semana passada.&lt;br /&gt;Eu, o livrico, os cobertores e a minha preguiça. Penso se faria alguma diferença, o que mudaria, se naquele minuto me acordasse de todo esse marasmo alguma voz de timbre morno e certa sensualidade, naquela tonalidade de andar de mãos dadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tonalidade de andar de mãos dadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha preguiça me impede de soltar um suspiro.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vou ciscando palavra aqui palavra ali no livro que está solto no meu colo. Não estou tão interessada nele assim, na verdade. Só mais uma história de casal. Uma história de um casal confuso. Estivessem os dois sob o meu cobertor, acho que continuariam tão preguiçosos quanto eu. A identidade de um não é a do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando apago meu abajour penso que talvez solidão não seja apenas uma questão de preguiça sentimental. Ou ainda que a preguiça sentimental não vive só no meu apartamento só, em uma gelada sexta feira a noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[PS: Para os curiosos, o livro é "A Identidade" - Milan Kundera...]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5156561395963190294?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5156561395963190294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5156561395963190294&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5156561395963190294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5156561395963190294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/08/preguica.html' title='Preguiça'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2126931895139083419</id><published>2009-08-15T21:16:00.001-03:00</published><updated>2009-08-29T15:53:42.525-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Resumo I</title><content type='html'>Há quem prefira flores artificiais&lt;br /&gt;Cujo viço é perene&lt;br /&gt;E a beleza não murcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem prefira café sem cafeína,&lt;br /&gt;Antiácidos de abacaxi&lt;br /&gt;E refrigerante sem açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem prefira o sexo virtual,&lt;br /&gt;O trabalho do parto&lt;br /&gt;E a música eletrônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no fim do dia,&lt;br /&gt;Para que serve um quarto&lt;br /&gt;Além de abrigo ao grito?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2126931895139083419?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2126931895139083419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2126931895139083419&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2126931895139083419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2126931895139083419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/08/resumo-i.html' title='Resumo I'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2355733335911907468</id><published>2009-08-10T15:17:00.004-03:00</published><updated>2009-08-10T15:48:19.269-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bons filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dicas'/><title type='text'>Férias, divagações, eu e Marjane</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SoBrLj8B-6I/AAAAAAAAAC0/eMwuq2gkJKw/s1600-h/persepolis.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SoBrLj8B-6I/AAAAAAAAAC0/eMwuq2gkJKw/s320/persepolis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368408602195393442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, eu estava esperando que me aparecesse alguma narrativa interessante para postar. Enquanto isso, fui procurar no meu arsenal de poemas algum que merecesse ser botado aqui. Descobri que ainda tenho muitos versos escondidos, e que prefiro que grande parte deles continue assim - só meus, até que eles se tornem tão distantes, tão passados, que já não estejam mais falando de mim.&lt;br /&gt;Só que, mais uma vez, não queria que esse blog ficasse parado. Então, pensei, vou escrever, mesmo que eu não tenha nenhum motivo especial para isso.&lt;br /&gt;E é geralmente assim que começam as minhas crônicas, quando não tenho nada para fazer, e resolvo juntar em um texto só um monte de pensamentos soltos que vão pousando em mim de vez em quando, ou de vez em sempre.&lt;br /&gt;Agora por exemplo, estou pensando em como essa é uma tarde calma, e como sutilmente está esfriando, e minhas mãos estão ficando geladas. O fim das férias prorrogadas pela suiníssima gripe invisível parece estar mesmo acabando. Uma semana a trás achei ótimo que tivesse tempo para ficar parada.&lt;br /&gt;Não que eu exatamente tenha ficado. A semana teve seu corre-corre nas indas e vindas do meu estágio - que teoricamente deveria me ocupar apenas um dia por semana. De qualquer forma, houve tempo para que eu comprasse um presente dobradinha para meu pai (dias dos pais + aniversário) e ainda me presenteasse com algo que queria ter há tempos.&lt;br /&gt;Não, não algo tão definitivo. Apenas mais uma narrativa para acumular entre pilhas de livros e filmes. Dessa vez um DVD: Persépolis.&lt;br /&gt;Versão nacional, claro, pois a importada não cabe no meu bolso. &lt;br /&gt;Foi um pouco decepcionante constatar que o energúmeno que escreveu a sinopse no verso da capa não assistiu o filme. Eu? ... já tinha assistido - numa dessas minhas idas ao cinema em dia de promoção, sozinha, no fim da tarde, em São Paulo. E também já tinha lido os quadrinhos.&lt;br /&gt;E adorei repetir a dose. A história da Marjane Satrapi se mistura com guerra, ideologia, desilusões amorosas e drogas (acho que essa última parte fica mais explícita na comic novel). Um história de um Iraniana de nariz em pé. Não é de se espantar que estejam usando o Persépoles para falar das loucuras de Irã de hoje (não mudou nada).&lt;br /&gt;Mas a história da Marjane não se resume a um conto político (o que por si só não deixa de ser digno de muita atenção). Diz sim respeito, eu acho, a um certo mal estar de juventude - bastante típico de quem costuma enxergar-se como um 'outsider'.&lt;br /&gt;Talvez por isso - e também pelas passagens que não ficam livres de um certo senso de humor e autoironia - eu tenha me identificado tanto com ela. &lt;br /&gt;Para quem estiver a fim, fica a dica!&lt;br /&gt;E agora... bem, acho que não estou propriamente pensando em mais nada (é possível que se consiga essa proeza: não pensar em nada???).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerro por aqui (e essa frase fica como se fosse aquela coisa primária de escrever "fim" ao terminar a redação da tia).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2355733335911907468?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2355733335911907468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2355733335911907468&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2355733335911907468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2355733335911907468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/08/ferias-divagacoes-eu-e-marjane.html' title='Férias, divagações, eu e Marjane'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SoBrLj8B-6I/AAAAAAAAAC0/eMwuq2gkJKw/s72-c/persepolis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-6686098127066908719</id><published>2009-07-20T20:39:00.004-03:00</published><updated>2009-07-20T20:46:48.778-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Sucesso em foto 3x4!?!?!?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aquela&lt;/span&gt; uma&lt;br /&gt;página marcada&lt;br /&gt;calendário&lt;br /&gt;3x4&lt;br /&gt;assuta-se&lt;br /&gt;um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nela forem&lt;br /&gt;abertas as&lt;br /&gt;recompensas&lt;br /&gt;de outra descoberta&lt;br /&gt;onde estarão&lt;br /&gt;os meus &lt;br /&gt;caminhos de flores&lt;br /&gt;teci distante&lt;br /&gt;do meu retrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero&lt;br /&gt;de passagem viro&lt;br /&gt;olhos para o que me&lt;br /&gt;derem&lt;br /&gt;do asfalto&lt;br /&gt;os caminhos&lt;br /&gt;que não escolhendo&lt;br /&gt;abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que me chamam&lt;br /&gt;as datas&lt;br /&gt;passadas fotografias&lt;br /&gt;em cara de susto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a mesma página&lt;br /&gt;do meu livro&lt;br /&gt;calendário&lt;br /&gt;imensas&lt;br /&gt;orelhas de reviradas&lt;br /&gt;folhas que&lt;br /&gt;não se revivem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apesar de amassadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-6686098127066908719?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/6686098127066908719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=6686098127066908719&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6686098127066908719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6686098127066908719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/07/sucesso-em-foto-3x4.html' title='Sucesso em foto 3x4!?!?!?'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8086126917504911673</id><published>2009-07-12T20:18:00.005-03:00</published><updated>2009-07-22T23:32:12.495-03:00</updated><title type='text'>Sobre as frases de efeito que nunca inventei.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://nga.gov.au/International/Catalogue/Images/LRG/148052.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 445px;" src="http://nga.gov.au/International/Catalogue/Images/LRG/148052.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recortei com a memória um pedaço de jornal, com uma notícia das mais bestas no meio de tanta coisa importante acontecendo por aí. Sobre uma cirurgia que põe na frente da íris uma película (?) de colorido diferente - azul ou verde, e castanho talvez para os desesperados. Aos albinos, uma forma de anonimato da sua diferença - dar a cor inexistente à membrana transparente. Mas vira coisa também para dondoca entediada, que invoca em esclarecer escuridão de olhar latino (e que ironia terem de ir ao Panamá para fazer isso!).&lt;br /&gt;E eu, que já fui - e ainda sou um pouco - tão cheia dos meus complexos, pensei no assunto por dois ou três minutos. Já quis ser mais magra, mais alta, ter cabelo mais liso, o nariz mais fino, a voz mais suave... Estranho: nunca me incomodou foi a cor do olhos! &lt;br /&gt;Em território mestiço, olhar claro faz diferença (!). E que diferença seria essa? Nunca me importou saber - tão mais simples ter olhos castanhos que a máscara que "mudasse" isso nunca me pareceu interessante. &lt;br /&gt;Ainda que eu tenha pintado o cabelo de cor diferente. Mudado esse, aquele corte, para dar-me por satisfeita só quando não parecesse igual. O mesmo cuidado, sem querer, nessa ou naquela troca de roupa. A máscara de todo dia de manhã, ao levantar da cama e escolher como apresentar-me ao mundo em códigos vestuários. Uma puta futilidade. Talvez.&lt;br /&gt;Pois puta futilidade, mesmo, acho que é querer esconder a cor do olhar. Esconder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também eu não me escondo no meu ritual de me disfarçar de mim mesma toda manhã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se meu pijama velho me levasse a passear todo dia, sem escovar os cabelos, será que um 'eu' mais genuíno, mas ainda assim diferente de mim, é que sairia andando por aí? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando nos índios que dormem e passam o dia todo do mesmo jeito, pelados que seja (nada a esconder!). Tempo de brincadeiras e de de plantar ('trabalho'), o mesmo tempo, e um jeito apenas de ser - sem que se afaste nada da visão. Há as vestes dos rituais, é verdade, mas não há que todo dia ser dia de se esconder.Não se vestem as horas entrecortadas entre este e aquele figurino, esta e aquela passeando pela mesma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há que se interpretar, então pra que mudar a cor dos olhos...? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as reticências me deixam isso: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qual a diferença entre eu que escondo minha roupa de dormir e a dondoca que esconde o colorido dos olhos? Não é tudo uma questão de disfarce?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma pergunta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ver não é não (vamos lá, quero fazer fé que não, não me vejo como dondoca - ou não quero me ver). Ela preferia ter a íris azul, talvez achando que veria tudo nessa cor. E eu, eu não minto a minha farsa, apenas represento-a - não escondo a minha mentira, que muito bem não deixa de ser verdade, já que é o genuíno exercício da profissão de mim mesma. Sou minha futilidade no meu teatro de todo, não escondo entre pijamas e badulaques a minha condição nudez de gente - comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será que não escondo mesmo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero me convencer de que existe uma diferença. Ainda não me parece que o meu teatro seja mais 'legítimo'. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa para questionamento interno silencioso...... ZzZzZz...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não estou conseguindo e encontro então um bom motivo para ser fujona. Encerro essa crônica, já que encontrei uma pergunta sem resposta, e mais um clichê para a minha infame lista das frases de efeito que nunca inventei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8086126917504911673?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8086126917504911673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8086126917504911673&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8086126917504911673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8086126917504911673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/07/sobre-as-frases-de-efeito-que-nunca.html' title='Sobre as frases de efeito que nunca inventei.'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1520731411064991495</id><published>2009-06-11T16:10:00.005-03:00</published><updated>2009-07-03T05:03:55.272-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>O dia de depois</title><content type='html'>Um dia novo que se amanhece,&lt;br /&gt;Um dia depois que a gente se conhece,&lt;br /&gt;Um vazio que toma o meu peito,&lt;br /&gt;O pensamento de nada ter feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, como seria bom se já soubesse&lt;br /&gt;qu'isso que me cala e me entristece &lt;br /&gt;é vazio dos meus lábios sem teus seios,&lt;br /&gt;é desejo que sei e o que não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem sente nunca fala,&lt;br /&gt;Pois sentimento tem só alma.&lt;br /&gt;Alma que fala em poesia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música, arte, toda a minha heresia.&lt;br /&gt;Escrevo porque me acalma &lt;br /&gt;Minh'alma que sem fala se cala.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1520731411064991495?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1520731411064991495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1520731411064991495&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1520731411064991495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1520731411064991495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/06/o-dia-de-depois.html' title='O dia de depois'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8584386101065776702</id><published>2009-06-11T15:43:00.007-03:00</published><updated>2009-06-12T14:53:52.397-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>XIII</title><content type='html'>Meus olhos maiúsculos não te vêem mais.&lt;br /&gt;É tempo de cólera no amor e na amizade.&lt;br /&gt;Meus ouvidos já não têm mais a sua voz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voz de cantiga sussurrada &lt;br /&gt;Que me deixava toda suada...&lt;br /&gt;Não existe paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de puro desalento,&lt;br /&gt;E o mundo gira muito mais lento.&lt;br /&gt;Todo o dia parece como noite.&lt;br /&gt;Toda noite soa infinita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Porque a gente nunca fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos há algumas quadras de distância,&lt;br /&gt;Mas nada mais tem relevância.&lt;br /&gt;"Sino el miedo", a tristeza abafada,&lt;br /&gt;O ressentimento e o orgulho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É uma amizade que não parece tão pesada,&lt;br /&gt;Mas merecia a pitada de um mergulho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mergulho no oceano da coragem &lt;br /&gt;Que ceifasse entre nós a dissonância,&lt;br /&gt;E quiçá estes fatos parnaseanos. &lt;br /&gt;Chega de tanta redundância! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo nunca muda;&lt;br /&gt;Os homens nunca mudaram; &lt;br /&gt;O mundo é sempre o mesmo.&lt;br /&gt;Contudo, tudo parece mudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora, que já não há mais nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, nós, nunca existimos. &lt;br /&gt;Jamais, juntos, desatamos os nós. &lt;br /&gt;E após meses nos descobrimos sós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É vazio e branco todo o nosso imo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, Fulano?&lt;br /&gt;O que fazer agora que o ponteiro&lt;br /&gt;do relógio já não marca mais a hora? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É doída Fulana? &lt;br /&gt;Como levar essa vida dorida e arrasada&lt;br /&gt;Se já não mais pode ser tão fingida? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que tudo que tem começo &lt;br /&gt;Um dia há de ter fim. &lt;br /&gt;Dizem também, que todo amor&lt;br /&gt;Deve ser vivido até o fim... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde está o começo disso em mim? &lt;br /&gt;Como pode ser assim, &lt;br /&gt;Se nunca houve amor além de muita dor? &lt;br /&gt;Se nunca houve dor além de muito gim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nunca houve nada,&lt;br /&gt;Há de haver um dia? &lt;br /&gt;Há de haver alegria?&lt;br /&gt;Ou serei sempre afastada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a pergunta que fica &lt;br /&gt;é "quem jogou tudo fora?" &lt;br /&gt;Mas agora não é hora&lt;br /&gt;pra metafísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Jamais se conhece um animal&lt;br /&gt;que vive fora de seu 'habitát'.&lt;br /&gt;E me desculpe se agi mal.&lt;br /&gt;Mas por favor, não me maltrate." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é assim mesmo: aleija.&lt;br /&gt;A boca que te sorri&lt;br /&gt;Nem sempre é a que te beija. &lt;br /&gt;Erro que cometi...(ou não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as estações não mudaram por isso.&lt;br /&gt;A primavera continua a dar flores.&lt;br /&gt;E outros amores virão. Abra um sorriso&lt;br /&gt;E caminhe. E onde quer que fores&lt;br /&gt;Não carregue o siso dos amores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"C'est la vie". &lt;br /&gt;Dura, sofrida, muda&lt;br /&gt;E imunda. &lt;br /&gt;Mas aprecie, &lt;br /&gt;Só temos uma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de que adianda um poema? &lt;br /&gt;E de que adianta uma canção? &lt;br /&gt;E de que adianta um amigo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra quê serve o dia ou a noite &lt;br /&gt;Se não podemos voar como o boita?&lt;br /&gt;E pra quê serviria voar? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ame, e tudo fará sentido. &lt;br /&gt;Goze, e não será fingido.&lt;br /&gt;Mas lembre-se que amores vem e vão&lt;br /&gt;E nestes voos, não perca o coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8584386101065776702?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8584386101065776702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8584386101065776702&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8584386101065776702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8584386101065776702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/06/xiii.html' title='XIII'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8426551518175044789</id><published>2009-06-04T20:49:00.004-03:00</published><updated>2009-08-29T15:54:14.756-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Canção do Exílio</title><content type='html'>Minha escrita é filha biológica da tristeza.&lt;br /&gt;Pensei em escrever. Precisei escrever. Vivo num Rio de Janeiro frio. Longe de minha terra e de meus amores. Exilado, pensei escrever. Precisei escrever. Mas já tudo estava escrito.&lt;br /&gt;Segue o silêncio obediente de admiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Canção do exílio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha terra tem palmeiras,&lt;br /&gt;Onde canta o Sabiá;&lt;br /&gt;As aves que aqui gorjeiam,&lt;br /&gt;Não gorjeiam como lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso céu tem mais estrelas,&lt;br /&gt;Nossas várzeas têm mais flores,&lt;br /&gt;Nossos bosques têm mais vida,&lt;br /&gt;Nossa vida mais amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cismar, sozinho, à noite,&lt;br /&gt;Mais prazer encontro eu lá;&lt;br /&gt;Minha terra tem palmeiras,&lt;br /&gt;Onde canta o Sabiá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha terra tem primores,&lt;br /&gt;Que tais não encontro eu cá;&lt;br /&gt;Em cismar - sozinho, à noite&lt;br /&gt;-Mais prazer encontro eu lá;&lt;br /&gt;Minha terra tem palmeiras,&lt;br /&gt;Onde canta o Sabiá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não permita Deus que eu morra,&lt;br /&gt;Sem que eu volte para lá;&lt;br /&gt;Sem que desfrute os primores&lt;br /&gt;Que não encontro por cá;&lt;br /&gt;Sem qu'inda aviste as palmeiras,&lt;br /&gt;Onde canta o Sabiá."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonçalves Dias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8426551518175044789?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8426551518175044789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8426551518175044789&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8426551518175044789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8426551518175044789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/06/cancao-do-exilio.html' title='Canção do Exílio'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8995254436970351979</id><published>2009-05-26T14:25:00.004-03:00</published><updated>2009-05-27T20:35:29.279-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Dando (e tirando) as caras e os tapas e as caras aos tapas!</title><content type='html'>Este blog ainda existe. Não é uma construção abandonada, ou um prédio antigo esquecido. Da minha parte (e aposto todas as minhas felizes figurinhas que o mesmo vale para os também desaparecidos Dom Diogo e Beteto), falta tempo, não vontade. A bem da verdade, falta tempo para mim mesma, porque não consigo mais fazer uma das coisas de que mais gosto: escrever! Gosto não é sinônimo e êxito, e é essa a razão do meu sumiço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falei da parafernalha política desse mundo de meu deus (e sabe-se lá que deus é esse!)em janeiro, disse que esse ano parecia começar pelo fim. Mal imaginava eu que seria assim também naquilo que dizia respeito a mim. Estamos prestes a pendurar as bandeirinhas coloridas de junho, e ainda estou com a ressaca do ano novo. E o pior é que a festa nem foi tão boa assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não interessa aqui que eu diga que muito do que se passou entre os números do calendário dos últimos meses foi o oposto ao que eu chamaria de festa. Resumo tudo em uma palavra que não me compromete demais: Amadurecimento. Capaz de despir todas as minhas auto ironias - todas, mas não totalmente, já que aqui é justamente o lugar dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, às vezes. Há momento para compartilhar alguns sentimentos que me parecem bonitos. (Poesia? - pelo menos tentada). Algo que não seja segredo meu e só meu. Afinal, não é porque muita gente repetiu Pessoa que não me posso atrever a repeti-lo também (bons versos sempre caem bem!):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Poeta é um fingidor"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... o resto vocês sabem, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se sou poeta, mas também gosto de fingir. Então, vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I (Sorrir....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me espera,&lt;br /&gt;não!&lt;br /&gt;lá me vou&lt;br /&gt;- três tanques de guerra&lt;br /&gt;o grito - &lt;br /&gt;eu peço:&lt;br /&gt;Não me espera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã&lt;br /&gt;flores de dou&lt;br /&gt;ao reu despertar&lt;br /&gt;queres sol?&lt;br /&gt;que não me estenda&lt;br /&gt;a tua janela&lt;br /&gt;entenda&lt;br /&gt;- que te dou abraço&lt;br /&gt;e me vou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não me esmpresta&lt;br /&gt;furados teus &lt;br /&gt;os sapatos que&lt;br /&gt;não!&lt;br /&gt;Não devolvo caminhos&lt;br /&gt;(como, se não os tenho?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te converso&lt;br /&gt;comigo somos&lt;br /&gt;concreto e sal&lt;br /&gt;afirmo em falta&lt;br /&gt;tão próximas as ladeiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não!&lt;br /&gt;Não me empurra!&lt;br /&gt;que esperar também...&lt;br /&gt;melhor não&lt;br /&gt;é soltar pipas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorme!&lt;br /&gt;E não me conta&lt;br /&gt;absurdo teu!&lt;br /&gt;- porque em outra&lt;br /&gt;linha sonho&lt;br /&gt;ainda com o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer-te &lt;br /&gt;pra mim&lt;br /&gt;egoísmo&lt;br /&gt;de abraço&lt;br /&gt;ter-te por todo&lt;br /&gt;enquanto eu&lt;br /&gt;fizer-me da&lt;br /&gt;tua ânsia&lt;br /&gt;parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçar-te&lt;br /&gt;antes&lt;br /&gt;que te vás&lt;br /&gt;já será&lt;br /&gt;tempo pequeno&lt;br /&gt;para ficares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permaneço&lt;br /&gt;em antecipar&lt;br /&gt;tua ausência logo&lt;br /&gt;que partindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu vi pássaros azuis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8995254436970351979?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8995254436970351979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8995254436970351979&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8995254436970351979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8995254436970351979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/05/dando-e-tirando-as-caras-e-os-tapas-e.html' title='Dando (e tirando) as caras e os tapas e as caras aos tapas!'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-7125827855008842628</id><published>2009-04-17T23:51:00.004-03:00</published><updated>2009-04-17T23:59:57.618-03:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SelA361OE6I/AAAAAAAAACs/9ZIYfQBNLGU/s1600-h/Vov%C3%B4.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SelA361OE6I/AAAAAAAAACs/9ZIYfQBNLGU/s320/Vov%C3%B4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325859363771782050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quente a tua mão&lt;br /&gt;na minha&lt;br /&gt;o teu tempo&lt;br /&gt;enlaçado ao meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividir dos mesmos&lt;br /&gt;olhos&lt;br /&gt;o mesmo sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, que vontade&lt;br /&gt;do abraço&lt;br /&gt;que não haverá&lt;br /&gt;mais&lt;br /&gt;ficarem cintilantes&lt;br /&gt;as recordações&lt;br /&gt;da voz o &lt;br /&gt;doce entornar&lt;br /&gt;das palavras assoprar&lt;br /&gt;otimismo&lt;br /&gt;escapa&lt;br /&gt;dos olhos&lt;br /&gt;lágrima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distante&lt;br /&gt;a tua mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da minha&lt;br /&gt;semelhança&lt;br /&gt;tocar o mundo&lt;br /&gt;com dedos que&lt;br /&gt;atentam aos tons&lt;br /&gt;verdes de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedos que não&lt;br /&gt;cabem&lt;br /&gt;à despedida&lt;br /&gt;ainda que&lt;br /&gt;se afeiçoem&lt;br /&gt;na tua ausência&lt;br /&gt;essas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O inevitável dá as caras de vez em quando. E a gente não tem como deixar de lamentar que seja assim - a humanidade pesa com o tempo. Ninguém descobriu ainda qual seria essa fuga que muita gente deseja desde sempre, e que eu desejaria ter agora (se ela fosse possível): Sendo assim, pois que se aceite assim. &lt;br /&gt;Tudo bem:&lt;br /&gt;Alguma coisa me diz que não é isso o que importa: o limite carnal do tempo não pode restringir a poesia que transcende pela alma."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para o meu avô, Fioravante Sarti, o 'Vô Fiore'. Quem teve a sorte de conhecê-lo sabe, um Iluminado: sempre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-7125827855008842628?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/7125827855008842628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=7125827855008842628&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7125827855008842628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7125827855008842628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/04/blog-post.html' title='...'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SelA361OE6I/AAAAAAAAACs/9ZIYfQBNLGU/s72-c/Vov%C3%B4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-4991854990823299117</id><published>2009-04-10T22:29:00.001-03:00</published><updated>2009-04-10T22:32:31.207-03:00</updated><title type='text'>Conversão</title><content type='html'>Dona Ana toma seu terceiro comprimido pela noite. Tira o pirex de cima do copo de requeijão em que repousa fresca água. Bebe três pausados goles. O líquido desce áspero, a traquéia protesta - três vezes dá dos seus trancos. &lt;br /&gt;Respira – Ah! - e enxuga dos olhos cheios de remela a última lágrima do dia.&lt;br /&gt;Tateia pelo controle remoto que está sobre o criado mudo. Toma cuidado para não derrubar o copo, o pirex e os tercinhos de madripérola que sua prima antipática trouxe de Fátima. Encontra-o, sentindo os dedos cansados grudarem na cola do velho durex colocado há meses para segurar as pilhas no seu devido lugar. &lt;br /&gt;Faz três vezes o sinal da cruz. &lt;br /&gt;- Que Nossa Senhora rogue por todos, e que Deus ilumine os pecadores. &lt;br /&gt;Amém. -&lt;br /&gt;Mais três vezes o sinal da cruz. &lt;br /&gt;E o seu corpo gordo roda de um lado para o outro na velha cama de casal, em que só ela se deitava já há tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será que alguém deu comida para o coitado do Fredi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica imaginando o pobre do viralata, com a carinha focinhuda sobre as patinhas encardidas, o bigodinho cheio de terra, e aqueles enormes olhos de gente sozinha. Ah, mas que absurdo chamar cachorro de gente! &lt;br /&gt;Estava bem magrinho, era verdade. Mas também não morreria de fome.&lt;br /&gt;E depois... Se fosse levantar para dar comida ao coitadinho, será que teria de rezar de novo? Isso nunca tinha acontecido. Imaginava só o que diria o seu confessor se soubesse que ela, uma senhora tão católica, tinha ido dormir sem fazer a oração. Nem percebe, mas faz novamente o sinal da cruz.&lt;br /&gt;Talvez devesse levantar-se, dar comida ao coitado do animal, e então rezar novamente. Se fosse alimentar o animal e rezasse de novo... Ah, isso seria porque sua primeira oração da noite não tivera muito de fé. &lt;br /&gt;(Ai, ela bem se lembrava de quando aquele padre charmoso do cabelo com rinsagem acaju fez um sermão digno de profeta, e disse claramente só os infiéis é que rezam sem fé.)&lt;br /&gt;Rolou de novo na cama. &lt;br /&gt;- Ai, como fazia calor!&lt;br /&gt;- Ai, coitadinho do Frédi!&lt;br /&gt;Mas, com ele, ela logo se entendia. Daria-lhe uns nacos de uma carne velha esquecida no refrigerador e pediria que a preguiçosa da empregada o levasse para passear. Com Deus é que ela não sabia como podia ser. Pois o cachorrinho, fosse como fosse, estava sempre ali, com seus grandes olhos, suas patas encardidas e o rabinho abanando, implorando por carinho, enquanto ela fazia pouco caso dele enquanto assistia aos chatíssimos programas de TV que se arrastavam por tarde intermináveis - Ai, como era difícil essa vida de viúva aposentada!&lt;br /&gt;Mas Deus...não tinha jeito de saber se Ele a ouvia: nunca tinha parado para pensar nisso. Muito provavelmente, ele teria mais o que fazer do que ouvir as baboseiras de uma velha chata e sozinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade que ela nem sempre fora assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma moça bonita - olhos verdes, pele morena, e uma cinturinha muito fina, que os rapazes gostavam de tocar enquanto ela fingia nem perceber. Adorava dançar: tinha sapatos de tiras lilases que giravam pelo salão enquanto um sorriso explodia pela face limpa de culpas ou afãs esquecidos. Era menina fazia o que desejava. Deixava-se levar pelos rapazes para trocar beijos a trás da Igreja e não escondia a maior das caras feias quando a mãe lhe torrava a paciência para que se arrumasse logo – já era hora da missa!&lt;br /&gt;Enquanto o padre partia a óstia no altar, trocava comentários venenosos com a amiga que sempre a acompanhava, e que fazia pouco caso das aventuras dela, não deixando, porém, de encontrar graça nos seus relatos. Era essa a amiga que lhe emprestava os romances que mamãe não a deixava ler, e que lhe relatou pela primeira vez como era bom beijar um moço bonito. Foi ela também que lhe fez cara feia quando logo lhe contou que pensava em se casar com aquele rapaz do sobrado em frente à praça.&lt;br /&gt;- Credo, Ana. Ele nem é tão bonito, e tem a cabeça do tamanho de um alfinete.&lt;br /&gt;E a Anoca respondeu que ele ganhava tanto e tanto, e que o pai tinha tal e tal fazenda assim e assado.&lt;br /&gt;- Credo, Ana. Mas é uma família mais carola que a sua.&lt;br /&gt;E a Anoca respondeu que dava um jeito no marido, e se jeito não tivesse, ela fazia de noite o que bem entendesse, e ele que de dia acreditasse dormir com uma tontinha.&lt;br /&gt;A amiga censurou-a ainda mais. Não houve o que tirasse de sua cabeça que deveria casar-se com aquele moço tão rico, mas tão vazio de si. &lt;br /&gt;Era da família dona da cidade, e lhe daria os  mais bonitos vestidos – para matar de inveja as maricotinhas que torciam o nariz para as costuras da mamãe.&lt;br /&gt;No dia do casamento, chorou de soluçar. Perguntaram-lhe se estava triste. Ela respondeu que era a alegria de ver seu sonho realizado – enquanto a traquéia três vezes protestou, traindo-a com tons de profeta.&lt;br /&gt;Dessa vez, mamãe é que pediu que não se apressa-se. Fez questão de ela mesma ajeitar a mantilha da bisavó sobre o rosto emocionado da filha. &lt;br /&gt;A Anoca mal teve coragem de beijar o marido fulano de tal ao fim da cerimônia. Forçou-se a não olhar para o namorado de poucos meses, que já então era antigo. Vestia sapatos de um branco puro - que amordaçavam seus pés, ainda tão cheios de vontade de dançar.&lt;br /&gt;Foi boa mulher. Lavou, passou, engomou e chorou. Deixava que o marido se deitasse sobre ela sempre que quisesse. Perdeu a coragem de sentir prazer no dia em que ele lhe perguntou porque ela gemera como uma vagabunda. A indiferença vestiu-se em asco. Os sapatos brancos passaram a massacrar seus joanetes.&lt;br /&gt;Um dia teve um amante. Não podia mais rodar nos salões com seus calçados de tiras lilases, mas não temia pintar a boca de carmim. Quando lhe perguntavam o porquê da nova cor, respondia que era a alegria de ser mãe. &lt;br /&gt;O marido não acreditou. Mas, também, pouco lhe importava. Só não pôde ficar quieto quando deu com o namorado da sua honrada esposa passando pela rua de sua casa. Disse duas palavras, talvez três, e o safado nunca mais apareceu. Ao entrar, presenteou a mulher com um tabefe, e pediu que ela mesma lhe esquentasse a janta.&lt;br /&gt;O tapa doeu – “como uma vagabunda” - Tanto que ela precisava contar a alguém. Mas não havia mais amigas de ouvidos livres para entende-la. Mamãe diria, talvez, que o marido estava certo. Pensou até em confessar-se. Ah, nunca se confessava mesmo. Será que se arrependia?&lt;br /&gt;- Então por que o tapa continuava a doer? (“vagabunda!”)&lt;br /&gt;- E se contasse – tudo – ela mesma para Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi mais fácil. Ele a ouvia em silêncio. Mais um pai nosso - e a ausência de palavras que a reconfortava. Depois ficou fácil dizer tudo aos sacerdotes, ao ‘falar’ servilmente com Quem Tudo Pode sentia-se pura, digna dos sapatos brancos que calçava. E, tão pura, não perdeu mais nenhuma missa. Viu os filhos crescerem sem que se esquecesse de lhes dizer que não se atrasassem para a Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Dona Ana rola e rola sua corpulência sobre uma cama de viúva. Como saber se Deus poderia escutá-la? Ah, melhor que ela não o contrariasse! O Fredi, ele vai ficar feliz com um pedaço de carne amanhã. Carne: ele não pede nada além disso! Ele nunca lhe deu um tapa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-4991854990823299117?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/4991854990823299117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=4991854990823299117&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4991854990823299117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4991854990823299117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/04/conversao.html' title='Conversão'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-7857255672822851856</id><published>2009-03-09T20:26:00.001-03:00</published><updated>2009-03-09T20:27:19.903-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Conflito da razão desmedida</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nós não podemos ser um.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se formos, nós não seremos mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se disse que nada disse,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mentiu:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nada você não disse!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Melhor, pois, não te dar ouvidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se desse, surdo ficaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E raios que o partam! (literalmente?)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-7857255672822851856?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/7857255672822851856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=7857255672822851856&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7857255672822851856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7857255672822851856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/03/conflito-da-razao-desmedida.html' title='Conflito da razão desmedida'/><author><name>JJ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16097619002792031632</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5460818322588992216</id><published>2009-03-08T02:10:00.002-03:00</published><updated>2009-03-08T02:16:43.653-03:00</updated><title type='text'>Tu não te suportas</title><content type='html'>Onde não foste&lt;div&gt;tão possível ires&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pistas de flores&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não bordaste &lt;/div&gt;&lt;div&gt;em teu quintal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tão logo te fizeste&lt;/div&gt;&lt;div&gt;da carne metal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tão logo não te farias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;margaridas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;desta tua alma estreita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Te fazes feliz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- pensa nas nuvens&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que não existem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nos céus que não podem &lt;/div&gt;&lt;div&gt;ser&lt;/div&gt;&lt;div&gt;já não mais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;partiste em rumo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-foi-se pedaço de ti.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ainda que vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;em pântano&lt;/div&gt;&lt;div&gt;choraria riso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;forçado de roseira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Mas a tua náusea&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ela o chama,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;provoca,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;chinga&lt;/span&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Boçal!)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5460818322588992216?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5460818322588992216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5460818322588992216&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5460818322588992216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5460818322588992216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/03/tu-nao-te-suportas.html' title='Tu não te suportas'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2447277202475713401</id><published>2009-02-05T07:05:00.008-02:00</published><updated>2009-02-09T10:12:20.791-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotografia'/><title type='text'>Minha Estrela</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SYqtSn14w5I/AAAAAAAABG4/U1GZ3L_BQh8/s1600-h/18.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 269px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SYqtSn14w5I/AAAAAAAABG4/U1GZ3L_BQh8/s400/18.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299238446999061394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Fotografia de Belém Neto - 05/2008.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="width:300px;"&gt;&lt;object width="300" height="110"&gt;&lt;param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/hyG3brJpWB/aus=false/"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://media.imeem.com/m/hyG3brJpWB/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="background-color:#E6E6E6;padding:1px;"&gt;&lt;div style="float:left;padding:4px 4px 0 0;"&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/"&gt;&lt;img src="http://www.imeem.com/embedsearch/E6E6E6/" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;form method="post" action="http://www.imeem.com/embedsearch/" style="margin:0;padding:0;"&gt;&lt;input type="text" name="EmbedSearchBox"&gt;&lt;input type="submit" value="Search" style="font-size:12px;"&gt;&lt;div style="padding-top:3px;"&gt;&lt;a href="http://ads.imeem.com/ads/banneradclick.ashx?ep=0&amp;amp;ek=hyG3brJpWB"&gt;&lt;img src="http://ads.imeem.com/ads/bannerad/152/10/" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://ads.imeem.com/ads/banneradclick.ashx?ep=1&amp;amp;ek=hyG3brJpWB"&gt;&lt;img src="http://ads.imeem.com/ads/bannerad/153/10/" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://ads.imeem.com/ads/banneradclick.ashx?ep=2&amp;amp;ek=hyG3brJpWB"&gt;&lt;img src="http://ads.imeem.com/ads/bannerad/154/10/" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://ads.imeem.com/ads/banneradclick.ashx?ep=3&amp;amp;ek=hyG3brJpWB"&gt;&lt;img src="http://ads.imeem.com/ads/bannerad/155/10/hyG3brJpWB/" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/form&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Música e letra por "Beteto &amp;amp; Diego Nyko"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2447277202475713401?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2447277202475713401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2447277202475713401&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2447277202475713401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2447277202475713401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/02/minha-estrela-beteto.html' title='Minha Estrela'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SYqtSn14w5I/AAAAAAAABG4/U1GZ3L_BQh8/s72-c/18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5735964738979710958</id><published>2009-01-29T18:22:00.001-02:00</published><updated>2009-01-29T18:24:19.023-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Quem eu não sou, feliz é</title><content type='html'>Quem eu não sou, feliz é. &lt;br /&gt;Quem tu és, jamais serei, &lt;br /&gt;Pois contenta-te com fé,&lt;br /&gt;Isto que eu jamais terei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se caminho só, alfim&lt;br /&gt;É porque não tenho calma.&lt;br /&gt;E a alma que tu vês em mim&lt;br /&gt;É mais uma que não me acalma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois sou nada do que sou,&lt;br /&gt;E tudo que em mim existe&lt;br /&gt;Não foi Ele quem me fadou,&lt;br /&gt;E ainda sim não vivo triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só consiste em viver só &lt;br /&gt;Do mundo de toda a gente.&lt;br /&gt;Onde quem sente tem dó&lt;br /&gt;Sentimento em mim ausente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou nada do que sinto,&lt;br /&gt;Pois nada sinto além disso:&lt;br /&gt;Que sou o que minto&lt;br /&gt;E minto o que pressinto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5735964738979710958?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5735964738979710958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5735964738979710958&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5735964738979710958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5735964738979710958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/01/quem-eu-nao-sou-feliz-e.html' title='Quem eu não sou, feliz é'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1614072333418499770</id><published>2009-01-28T22:56:00.006-02:00</published><updated>2009-01-30T12:09:55.989-02:00</updated><title type='text'>JANEIRO DE 2009</title><content type='html'>Este é um começo de ano que já começa turbulento, com cara de fim. Tenho pensado bastante nisso.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tanto que até escrevi algumas crônicas sobre as atrocidades da desumana estupidez impregnada no confronto 'Israel &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;versus &lt;/span&gt;Palestina'. Uma delas era até 'postável', se não estivesse agora perdida no meu pobre micro - que já amarga mais de vinte dias, esperando serem resolvidas pendengas do seguro residencial, para ser concertado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto bombas explodiam no oriente médio - quase em uníssono com fogos de artifício ocidentais desejosos por um 'feliz' ano novo - continuava a loucura (ainda maior!) dos mercados. Assim, como um 'presente' de dia de reis (e, aliás, quem governa essa balburdia?), milhares de sobrinhos do Uncle Sam levaram digníssimos pés na bunda, e foram para a fila do seguro desemprego (o que, aliás, está começando a acontecer por aqui: pois é, né, quem disse que o Brasil ia escapar dessa mesmo?).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, no meio desta tremenda bagunça, a 'América' DELES surpreende o mundo com a imagem, cheia de esperança, de seu primeiro presidente negro (?), e ainda por cima filho de um muçulmano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que esperar disso tudo? Gostaria muito de dizer 'o melhor'. Infelizmente, qualquer pessoa sã não diria essas palavras. A barbárie em Israel parece querer por fim a si mesma - mesmo com todas as aparentes 'tréguas' - apenas quando irmãos semitas, judeus e muçulmanos, estiverem cara a cara no dia do Juízo Final (e como tal evento ainda não tem data marcada, e sequer foi mesmo 'confirmado'.................). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A loucura (ainda maior) dos mercados parece estar apenas começando - e se esta já não fosse uma metáfora bem manjada, clichê mesmo, eu diria que a pobre Alice está apenas começando a perceber em que 'Maravilhoso' país foi se meter.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o Obama? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele me parece simpático. Falou em responsabilidade da América (DELES!), mas também não disse nada em deixar essa história de hegemonia pra lá (se bem que com toda essa confusão financeira, talvez nem precise...). Repetiu várias vezes que deseja que no seu país haja oportunidades iguais para todos - e mesmo sem grandes malabarismos de oratória, essa parte do seu discurso de posse me tocou. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao menos ele tomou providências para fechar a tão famosa prisão de Guantanamo, algo que era de se esperar para a mínima coerência de um antigo advogado de direitos humanos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma esperança?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem... Sensato ou não, idealista ou não, politiqueiro ou estadista, não vai fazer grande diferença. Mesmo que Obama seja tudo o que aparenta ser, ele apenas é uma pessoa - que, francamente, soube vender de maneira magistral uma imagem de mudança em tempos tão incertos para nossos hermanitos lá de cima... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas uma pessoa - enquanto toda a engrenagem, ainda que capenga, continua a funcionar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E assim vai terminando o primeiro mês de um ano que, muito provavelmente, ainda trará explosivas surpresas. Aguardemos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1614072333418499770?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1614072333418499770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1614072333418499770&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1614072333418499770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1614072333418499770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/01/janeiro-de-2009.html' title='JANEIRO DE 2009'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1740364391240013422</id><published>2009-01-20T19:45:00.007-02:00</published><updated>2009-01-20T20:21:08.031-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>Obama de barraca armada no Planlto Central!</title><content type='html'>Parece piada, mas Barack HUSSEIN Obama não vai ter que lidar com Saddam HUSSEIN graças ao Bush! Porém pode sobrar para ele e seu vice Joe Bi(nla)den resolver a questão do Obama.. ups! Do Osama! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pelo que ele demostra, fará igualzinho o Lula, vai tratar todo mundo como companheiro - como fez hoje com Bush em seu discurso de posse -  e a esperança vai vencer o medo, ou como ele mesmo disse: "nós escolhemos a esperança sobre o medo". Afinal, observem os discursos dele, não foi nem Hussein nem Laden quem o ensinou, Obama armou a barraca foi no Planalto Central! Aprendeu a discursar com o Lula! Ou alguém tem dúvida disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, ajeitem-se em suas poltronas, pois esse caminho nós brasileiros já conhecemos bem. Quem tem esperança, espera! C'est la vie! E viva Lula e Obama juntos no PC! Mas sem comunismo, apesar da foice...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1740364391240013422?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1740364391240013422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1740364391240013422&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1740364391240013422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1740364391240013422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/01/obama-de-barraca-armada-no-planlto.html' title='Obama de barraca armada no Planlto Central!'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5925945790280857814</id><published>2009-01-19T16:48:00.006-02:00</published><updated>2009-01-20T19:08:49.983-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Pouco seria se eu te beijasse inteira</title><content type='html'>Pouco seria se eu te beijasse inteira,&lt;br /&gt;Pouco seria se eu te amasse demais,&lt;br /&gt;Pois cada vento que sopra me cheira&lt;br /&gt;A eternidade só nossa e de ninguém mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cada vez que eu te vejo na beira&lt;br /&gt;Dessa estrada que deixamos pra trás,&lt;br /&gt;Nada penso de além que tu me queiras&lt;br /&gt;Como o homem dos teus sonhos e de ninguém mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, a minha volta encarna o teu desejo,&lt;br /&gt;Ilha sepulcra de tudo o que tenho feito,&lt;br /&gt;Medo onusto que entoa todo o meu latejo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfigura nossa alma por dentro do peito,&lt;br /&gt;Não só meu, mas também teu, quando não te vejo&lt;br /&gt;Lá, no enlaço dos meus braços em nosso leito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5925945790280857814?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5925945790280857814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5925945790280857814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5925945790280857814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5925945790280857814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/01/pouco-seria-se-eu-te-beijasse-inteira.html' title='Pouco seria se eu te beijasse inteira'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-876181156950854739</id><published>2009-01-08T20:55:00.003-02:00</published><updated>2009-01-12T20:18:02.444-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neil Gaiman'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sandman'/><title type='text'>Um pouco de sonhos...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;"Sandman: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu agradeço. Os reis do inferno são honrados. Me lembrarei disso&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcifer: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Honrados? Você zomba, claro? Olhe ao seu redor, Morpheus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os milhões de Senhores do Inferno o cercam. Diga-nos por que devemos deixá-lo partir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Com elmo ou não, você não tem poder aqui... que força tem os sonhos no inferno?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandman: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você diz que não tenho poder? Talvez fale a verdade... Mas... dizer que SONHOS não tem poder aqui? Me diga, Lúcifer... Perguntem todos vocês... Que poder teria o inferno se os que aqui aprisionados não fossem capazes de SONHAR com o PARAÍSO?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neil Gaiman &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in&lt;/span&gt; "Sandman: Prelúdios e Noturnos", Vol.1. Pixel Editora, 2008.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-876181156950854739?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/876181156950854739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=876181156950854739&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/876181156950854739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/876181156950854739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2009/01/um-pouco-de-sonhos.html' title='Um pouco de sonhos...'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1995961693256023123</id><published>2008-12-14T19:24:00.004-02:00</published><updated>2008-12-14T19:33:10.072-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amigo'/><title type='text'>Some English Gibrish</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;De Rômulo B. Victor, um grande amigo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang="en-US"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Garamond he chooses to write. Those letters really come out right. He wakes up in the middle of the night. She says "please lie down and turn off that light".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang="en-US"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Senseless words form a senseless man. The incredulous one still believes he can. And he keeps trying over and over again. And no one bets in the work of Old Stan.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang="en-US"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; He tries a poem and he tries a novel. The wife throws him the shovel. He finds all this disbelief absolutely awful. His wife only cares for the hovel.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang="en-US"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; He tries hellos and he tries goodbyes. He tries pineapples and apple pies. He tries croissants and marble ryes. Yet, all he gets from her is some "nice tries".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang="en-US"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Actually, senseless words form a dreaming man.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;" lang="en-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1995961693256023123?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1995961693256023123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1995961693256023123&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1995961693256023123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1995961693256023123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/12/some-english-gibrish.html' title='Some English Gibrish'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2072676620370866102</id><published>2008-12-02T19:06:00.003-02:00</published><updated>2008-12-02T19:11:21.012-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Brincando de odiar</title><content type='html'>Assim como o mar &lt;br /&gt;guarda em si tanto sal,&lt;br /&gt;guardarei dentro de mim&lt;br /&gt;todo o seu mal.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;..&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Mas nada do que sinto&lt;br /&gt;perdura ao absinto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2072676620370866102?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2072676620370866102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2072676620370866102&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2072676620370866102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2072676620370866102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/12/brincando-de-odiar.html' title='Brincando de odiar'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1662475057906629331</id><published>2008-10-29T19:08:00.010-02:00</published><updated>2008-12-06T13:04:05.913-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Herman Hesse'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aldous Huxley'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dicas'/><title type='text'>Sobre um tipo genuíno de libertação*</title><content type='html'>Sempre tive uma mistura de medo e aversão às críticas literárias. Detesto moralismos de escrita, ou regras sobre escrever 'bem' - como se fosse possível qualificar todas as espécies do sentir humano. Só que meu orgulho, às vezes, me faz ter vontade de vestir certas idéias com feições de argumentos de autoridade: porque em uma ou outra hora me cansa ser sozinha nas minhas opiniões. Inclusive naquelas sobre uma das coisas de que mais gosto: boa literatura!&lt;br /&gt;Às vezes sou leitora compulsiva. Se não tenho o que fazer, arranjo, e um bom romance já me dá muito o que imaginar. De vez em quando, repito algum que me tenha marcado - e é bom que se diga que nunca! é a mesma coisa.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No final do ano passado revisitei o Admirável Mundo Novo, de um tal Sir Huxley. Vi novamente um futuro em que pessoas são divididas em castas determinadas por genes de &lt;br /&gt;beleza, saúde, inteligência, ou de uma inferioridade sem vigor ou brilhantismos de raciocínio. Dos alfa aos ipsilones, uma coisa permanece a mesma: o pensamento se confina a uma série de frases em gravações repetidas durante um sono sem ambições. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Querer mais que isso!? Que Ford perdoe os hereges!&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SQt4pepDZdI/AAAAAAAAABw/bA3jjT1XDV0/s1600-h/brave_new_world_cover_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 196px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SQt4pepDZdI/AAAAAAAAABw/bA3jjT1XDV0/s200/brave_new_world_cover_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263433243507779026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E entre essas frases prontas, seres sem identidade respiram coerção - rumo à promiscuidade, literalmente... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, coerção, porque aquele incapaz de ser promíscuo, em tão 'admirável' lugar, é o imoral (algo bastante parecido com certos ransos de machismo tupiniquim, não?).&lt;br /&gt;Impossível percorrer a história sem sentir a crítica de Huxley a esse mundo de promiscuidades. Seria então, ele mesmo!, puritano? A biografia do autor responde claramente: não! (e haja cocaína para enfatizar essa negação!).&lt;br /&gt;Se essa resposta é uma negativa, qual seria, portanto, a explicação para tal crítica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se Huxley leu Hesse. Mas eu li, e achei a respota. Não uma resposta correta, mas a minha resposta! - em uma edição de O Lobo da Estepe (que me caiu perfeitamente depois de reler a utopia às avessas de um tal lorde).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Harry Haller sentia-se meio burguês, doméstica, moral, intelectual e comodamente burguês, meio Lobo da Estepe: animal solitário, furtivo, desconfiado, inimigo declarado de tudo o que mais amava a sua outra parte acomodada. E a solução para alguém encurralado entre ser uma coisa, e ao mesmo tempo o seu perfeito oposto, nada mais poderia ser que entender que, se o ser humano pudesse ser dividido entre suas muitas partes, certamente o número de seus pedaços seria algo muito maior - e muito mais fantasticamente complexo - do que... dois!&lt;br /&gt;E porque se precisava dar voz ao que têm de mais sincero em si, foi bom que o Lobo saísse de sua posição de recato e se apresentasse a si mesmo como alguém capaz, promiscuamente capaz, de rir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Pode muito bem parecer existir toda discordância entre Huxley e Hesse. Crítica em um se lança á promiscuidade, em outro, ao puritanismo. A questão, porém, não está no que é melhor, mas no que não é sincero.&lt;br /&gt;Em Admirável momento, tinham o oposto da adimiração os que se apaixonassem, assim como também os que questionassem, que se mostrassem inquietos, que tivessem vontade de gritar todo o descontentamento: que não poderia ser calado por um grama de soma. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o Lobo acreditava ter de se amordaçar manso, amordaçado em silêncio - ou cruelmente ácido, mesmo quando se admirasse sua vista com a delicadeza sem propósito de um vazo de pinheiros ao pé de uma porta simples.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SQt5agNSmQI/AAAAAAAAACA/KaIwn6UGOxc/s1600-h/olobodasestepes.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 197px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SQt5agNSmQI/AAAAAAAAACA/KaIwn6UGOxc/s320/olobodasestepes.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263434085741795586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Que o superficial não engane. Hesse e Huxley conversam em suaves vibrações de entrelinhas, que depois de percebidas se traduzem em uma agradável melodia. Limitar-se ao puritanismo de dividir a alma em duas, ou negá-la, fazendo da identidade um conjunto de crenças que são apenas frases repetidas inconscientemente é prisão! Moralismo que acorrenta o ser que por dentro quer sentir-se liberto. Devassidão que não respeita a vontade de um nostálgico suspiro...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E chego à conclusão de que bem, muito bem, encontro entre animais furtivos e mundos nem tão novos assim um pouco do meu próprio ver e sentir isso que costumam chamar 'moralidade':&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imoral é o que nos impõe outros - burgueses ou lobos, ou gramas de uma droga que finge tragar tudo o que for tristeza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não entendo o que pode haver de imoralidade no que for traço sincero de alma em expressão: simples exercício de um viver autêntico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de apresentar aos carolas a maravilha de um Grande Teatro, cheio de magia libertadora - em que cada um faz de si a sua própria vontade. E gostaria também de esfregar às fuças dos libertinos o sentimento de vazio que tantas vezes paira na Admirável solidão de tantos corpos juntos - sem que haja tempo para serem apresentadas umas às outras as almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu seja mesmo gente de alma autoritária, ao menos com quem, também autoritariamente, relata os feitos alheios com vozes de censura. Mas para fazer impor esse meu horizonte de uma liberdade autêntica (a sinceridade de agir conforme o próprio sentir), eu cairia em contradição - o que não posso fazer: já assumi o compromisso de ser sincera comigo mesma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;*Depois de reler este texto (algumas vezes), percebi que certos pontos dele me cansavam. Não pelo que expresso em idéias, mas porque talvez a linguagem estivesse ela mesma muito presa para fazer juz ao que eu queria dizer. Só por essa coisa minha de querer também neste ponto ter alguma autenticidade, resolvi mecher aqui e ali - e não escrever como se fizesse uma tese pseudo-acadêmica (merda de praga, que costuma pegar muito bem em pretensos - e pretenciosos! - estudantes de direito!).  Assim, a última versão (essa que você acabou de ter a paciência de ler), foi (re)editada em 05 de dezembro de 2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1662475057906629331?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1662475057906629331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1662475057906629331&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1662475057906629331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1662475057906629331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/10/sobre-um-tipo-genuno-de-libertao.html' title='Sobre um tipo genuíno de libertação*'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SQt4pepDZdI/AAAAAAAAABw/bA3jjT1XDV0/s72-c/brave_new_world_cover_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2254363255878472932</id><published>2008-10-06T21:29:00.007-03:00</published><updated>2008-11-01T09:25:53.181-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fantasia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terry Pratchett'/><title type='text'>Luz Fantástica</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"No Discworld, Morte era um tradicionalista que se orgulhava de seu trabalho e passava a maior parte do tempo em depressão, por não ser valorizado. Ele chamava atenção para o fato de ninguém temer a própria morte – mas a dor, a separação e o esquecimento – e dizia que não era justo atacar alguém apenas porque tinha órbitas vazias e um prazer secreto em realizar seu serviço. Também argumentava que ainda usava a foice, enquanto mortes de outros mundos já haviam investido em máquinas de ceifar".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A LUZ FANTÁSTICA, (pág. 103)&lt;br /&gt;Terry Pratchett&lt;br /&gt;Conrad Editora&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';font-size:12;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2254363255878472932?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2254363255878472932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2254363255878472932&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2254363255878472932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2254363255878472932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/10/cor-da-magia.html' title='Luz Fantástica'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-7546858196432068866</id><published>2008-10-04T11:03:00.002-03:00</published><updated>2008-10-04T11:07:42.859-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Considerações sobre a cidade ad hoc</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O sotaque vazio&lt;br /&gt;É o maior dos milhões&lt;br /&gt;Baldios transeuntes:&lt;br /&gt;Os terrenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beleza não há,&lt;br /&gt;Nem orgulho pra ter&lt;br /&gt;De viver monossílabo,&lt;br /&gt;Todos pretos ou brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o rio falecido deixou&lt;br /&gt;A chuva viúva que segue&lt;br /&gt;Chorando sobre muitos&lt;br /&gt;Noés sem arcas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As artérias caóticas,&lt;br /&gt;No muito, entupidas,&lt;br /&gt;Convulsivamente&lt;br /&gt;Enfartam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em dias de abundantes&lt;br /&gt;Horas de menos&lt;br /&gt;É impossível ser feliz&lt;br /&gt;Sob um céu sem estrelas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-7546858196432068866?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/7546858196432068866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=7546858196432068866&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7546858196432068866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7546858196432068866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/10/cidade-ad-hoc.html' title='Considerações sobre a cidade ad hoc'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-7671050047053270190</id><published>2008-09-21T23:16:00.009-03:00</published><updated>2008-09-29T22:51:32.069-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bons filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dicas'/><title type='text'>Divagando um pouco...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SOGGGqxwMAI/AAAAAAAAABo/3pZdEDmwMts/s1600-h/intothewild_01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SOGGGqxwMAI/AAAAAAAAABo/3pZdEDmwMts/s320/intothewild_01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251626089611014146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De vez em quando é bom sorrir uma música. &lt;/span&gt;Como dizer uma frase sem sentido e sonhar que é poesia.&lt;br /&gt;Ás &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;vezes é &lt;/span&gt;bom comer um pouco de sonho.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Dizem&lt;/span&gt; por aí que é indigesto. Sinto informar, tenho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ótimo&lt;/span&gt; estômago. E mãos grandes.&lt;br /&gt;Gosto de sorrir melodias. Melodias não são apenas sons largados. São sons conversando entre si, em uma variável que envolve tempo: ritmo!&lt;br /&gt;A intensidade. Aí, já uma questão de capacidade. Quem seria capaz de chorar quando o tom for menor? Maior é fácil que eu dê a minha gargalhada.&lt;br /&gt;Estou sonhando em fazer poesia, apenas para perder um pouco de tempo. Tempo!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Bom ter algum &lt;span style="font-size:180%;"&gt;tempo de solidão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, para digerir uma boa música, que em sonho bons &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;estômagos&lt;/span&gt; serão capazes de sorrir. Mas esse tempo não pode ser infinito: ou quem poderá ver o sorriso da música sentida quando se estava só?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugestão: Assistam &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na Natureza Selvagem ("&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Into&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Wild&lt;/span&gt;")&lt;/span&gt;. Detesto quando dizem que se tem que gostar de alguma coisa - ainda mais quando essa alguma coisa pende a intelectual. Então, não vou dizer "adorem Na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Natureza&lt;/span&gt; Selvagem", mas apenas assistam, isso não me custa pedir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes para mim música, mesmo sendo triste, é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;sinônimo&lt;/span&gt; de felicidade! E &lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;happyness&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;only&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;makes&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;sense&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;when&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;it&lt;/span&gt;'s &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;shared&lt;/span&gt;",&lt;/span&gt; ou a mesma coisa em palavras um pouco diferentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-7671050047053270190?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/7671050047053270190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=7671050047053270190&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7671050047053270190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7671050047053270190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/09/divagando-um-pouco.html' title='Divagando um pouco...'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SOGGGqxwMAI/AAAAAAAAABo/3pZdEDmwMts/s72-c/intothewild_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8223419925743127967</id><published>2008-09-17T10:19:00.003-03:00</published><updated>2008-09-17T10:32:20.636-03:00</updated><title type='text'>Os diários de Orwell</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei algo bem interessante e desconhecido por mim até então. Trata-se dos diários de George Orwell, disponibilizados em um blog pelo Instituto Britânico Orwell Prize. Pelo pouco que li, quase não reconheci o Orwell que me fez repugnante em "A revolução dos bichos". Depois dessa, sinto uma identificação (qual presunção a minha!) ainda maior entre os Arautos e este novo senhor (que ainda conserva um PH bem menor que 7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O link: http://orwelldiaries.wordpress.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8223419925743127967?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8223419925743127967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8223419925743127967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8223419925743127967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8223419925743127967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/09/os-dirios-de-orwell.html' title='Os diários de Orwell'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8025595860046218421</id><published>2008-09-07T01:53:00.003-03:00</published><updated>2008-09-07T02:12:40.534-03:00</updated><title type='text'>Poema XXIV do meu Segundo Caderno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SMNitGLe3VI/AAAAAAAAABY/e03RNBnnTZs/s1600-h/img.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SMNitGLe3VI/AAAAAAAAABY/e03RNBnnTZs/s320/img.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243142918081797458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me sustenta,&lt;br /&gt;leve que tanto&lt;br /&gt;não sinto,&lt;br /&gt;me tocar a fuga&lt;br /&gt;onde não fui a&lt;br /&gt;pretensão de ser&lt;br /&gt;só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não se pode ser&lt;br /&gt;na ausência de sentir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;tão leve o peito&lt;br /&gt;pesa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;quase tanto&lt;br /&gt;um abraço,&lt;br /&gt;que escrevemos&lt;br /&gt;nossa espiral&lt;br /&gt;de nos voltarmos à surpresa de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tem de&lt;br /&gt;ser:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;a suíte dos acasos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- me canta a tua&lt;br /&gt;melodia -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nosso&lt;span style="font-size:130%;"&gt; tema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;tempo&lt;br /&gt;se modifica,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e apagamos&lt;br /&gt;a lâmpada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do abajour:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a borboleta voa,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;insustentável leveza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de sermos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Só espero não ofender o romance com este poema: mas morri de vontade de escrever quando terminei de ler. Precisava, e não sei porque preciso mostrar esse monte de versos agora. Simplesmente me deu vontade: vou em frente!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8025595860046218421?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8025595860046218421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8025595860046218421&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8025595860046218421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8025595860046218421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/09/poema-xxiv-do-meu-segundo-caderno.html' title='Poema XXIV do meu Segundo Caderno'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SMNitGLe3VI/AAAAAAAAABY/e03RNBnnTZs/s72-c/img.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1565496292104044854</id><published>2008-08-23T00:46:00.006-03:00</published><updated>2008-08-23T15:43:43.245-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='extraterrestres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='id'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kubrick'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><title type='text'>Apologia ao Cinema Sentimental</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/martian-child.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/martian-child.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vou fugir um pouco do costume dos Arautos, e me dou agora ao divertimento da folga dos meus eus-poemáticos. Se existe mesmo separação entre autor e personagem, esta crônica é interpretada pela personagem da própria autora. Se é que eu mereço me chamar de autora de qualquer coisa........... (aqui várias reticências são necessárias!)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui a uma locadora de filmes. Queria encontrar "De Olhos bem Fechados". Só porque já assisti algumas coisas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Kubrick&lt;/span&gt;, e não conseguia imaginar como seria qualquer outra feita por ele que não fosse ficção científica.&lt;br /&gt;Encontrei o que queria. E algo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como patética &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;incorrigível&lt;/span&gt; que sou (e indecisa também!), não consigo sair desses estabelecimentos com menos do que dois ou três &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;DVDs&lt;/span&gt;, ou não levo nenhum. E entre as minhas escolhas é claro que não faltaria algo de cheiro água com açúcar - isso eu não escondo.&lt;br /&gt;Mas no meu caso até mesmo o que é tão meloso pode ter suas especificidades.&lt;br /&gt;Por exemplo... Eu poderia ter escolhido alguma coisa que soasse como "O Amor de Nossas Vidas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;blá&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;blá&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;blá&lt;/span&gt;", o que não deixa de ter um pouco a ver comigo, pena já ser nota muito destacada nessa melodia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;semi&lt;/span&gt; pobre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;holywoodiana&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;Escolhi um filme que originalmente se chama &lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Martian&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Child&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;. Por que?&lt;br /&gt;A minha queda por ficção científica? Este não é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;exatamente&lt;/span&gt; um filme de ficção científica. E, sinceramente, também não sou nenhuma fanática. Na verdade, acho que não sou fanática por nada, nem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;aficionada&lt;/span&gt; - não sou do tipo que faz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;coleções&lt;/span&gt; ou conhece até o mais obscuro ruído orgânico da vida de um ídolo. Apenas me interesso. Por muitas coisas. Algumas aparentemente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;imisíveis&lt;/span&gt;, como seres do espaço e bossa nova.&lt;br /&gt;Pois que deixemos a bossa para outro momento (com todo o perdão dos conectivos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;inadequadamente&lt;/span&gt; utilizados!), e voltemos aos seres do espaço. Só porque hoje eu me sinto quase espacial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.newline.com/properties/martianchild.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra extra-terrestre se auto define. Aquilo que é extra, que vai além. Pois imagine só a história de uma criança que vai tão além - a ponto de achar-se a si mesma algo extra-este-mundo.&lt;br /&gt;Creio que, em verdade, vez ou outra qualquer um que tenha seu mínimo de sensível pense em si mesmo como extra. E extraterrestre, ainda, se sentirmos a vida como aquela monotonia aparentemente sem sentido. Talvez eu  mesma aja como o  garoto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;marte&lt;/span&gt; quando, sem vontade de pensar na loucura de  todo dia, me dedico à minha própria. Nem sempre consigo dar a ela os contornos e formas dos personagens que quero.  Talvez eu ainda não  tenha apreendido a fantástica "técnica" de sentir o gosto das cores. Mas bater incansavelmente fotografias surpresas de qualquer coisa pode ser um hábito que eu e esse curioso protagonista tenhamos em comum.&lt;br /&gt;O engraçado é que eu não sou como ele, mas ainda assim sei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;exatamente&lt;/span&gt; como é ser como ele. E isso me lembra uma melodia rock derrotada cantando "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;In&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Love&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;With&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Alien&lt;/span&gt;", que já foi trilha sonora de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;crônica&lt;/span&gt; do meu antigo blog.&lt;br /&gt;Seja lá o que esse mito do alienígena signifique, e que essa capacidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;alien&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;de ir&lt;/span&gt; tão além da Terra a ponto de se estar sempre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;trombar&lt;/span&gt; com ela em uma surpresa meio que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;libidinosa&lt;/span&gt; possa ter a ver com uma fuga do "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;id&lt;/span&gt;" em relação às mesquinharias do "super ego"...&lt;br /&gt;Eu digo que... vale. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vale sim a pena dar-se de presente ver um filme que não seja um enredo de brutalidades (ainda que muitas vezes necessárias) desse cinema inteligente assustador.&lt;/span&gt; Vale até alugar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;DVD&lt;/span&gt; cujo título em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;abrasilharado&lt;/span&gt; é "Aprendendo a Viver" (concordo, péssimo mesmo!). Porque o seu original, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Martian&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Child&lt;/span&gt;, baseado no livro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;homônimo&lt;/span&gt; de alguém como um roteirista de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Startrack&lt;/span&gt;, é extra. Extra emocionalmente bonito. Tem suas cenas dispensáveis, claro (John Cusack vai bem como pai adotivo e escritor esquisito simpático, qualquer coisa galã... melhor deixar para lá...), mas fica no Imprescindível uma história "real", que faz até parecer adequado recorrer ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;clichê&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"a arte imita a vida". -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só porque sem vida, não há que haver sentimento, e eu não vejo arte, por mais inteligente que seja, sem a fantástica-marciana-extra-capacidade de sentir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1565496292104044854?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1565496292104044854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1565496292104044854&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1565496292104044854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1565496292104044854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/08/apologia-ao-cinema-sentimental.html' title='Apologia ao Cinema Sentimental'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2203237423251760235</id><published>2008-08-11T23:01:00.002-03:00</published><updated>2008-08-11T23:05:03.883-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odes'/><title type='text'>Odes à mãe ausente</title><content type='html'>Estas são as últimas. Prometo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a língua de Camões a mais bonita,&lt;br /&gt;Mas não por ser a língua de Camões,&lt;br /&gt;Nem por ter sido amante de Pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por seu sangue latino escarlate,&lt;br /&gt;Por seu passado de glórias marítimas,&lt;br /&gt;Suas conquistas e suas tragédias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por tantos amores impossíveis&lt;br /&gt;Ou por tantos amores desgraçados&lt;br /&gt;Que digo ser a mais bela entre todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não a amo, no entanto, por ser tão bela.&lt;br /&gt;Com ela é que posso sentir saudade&lt;br /&gt;E só com ela, por isto bela, amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda partida no porto&lt;br /&gt;Aquele que segue e aquele que fica&lt;br /&gt;– Sempre aos pares são os que partem –&lt;br /&gt;Na despedida, a dor, com sal expurgam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chores, minha amada mãe,&lt;br /&gt;Por teu filho que fica, mas que parte.&lt;br /&gt;Não temas pelo cais do porto&lt;br /&gt;Pois em todo adeus, Deus está presente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2203237423251760235?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2203237423251760235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2203237423251760235&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2203237423251760235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2203237423251760235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/08/odes-me-ausente.html' title='Odes à mãe ausente'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-7602310010690162122</id><published>2008-08-11T22:49:00.004-03:00</published><updated>2008-08-11T22:57:48.461-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Machado de Assis'/><title type='text'>Machado</title><content type='html'>Os sites abaixo trazem coisas bem interessantes sobre o sempre foda Machado de Assis.&lt;br /&gt;Para quem não conhece, o "Domínio Público" disponibiliza gratuitamente as obras do mestre. Já o site produzido pela Unesp traz algumas curiosidades e links que valem a pena. Espero que apreciem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp"&gt;http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.machadodeassis.unesp.br/"&gt;http://www.machadodeassis.unesp.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-7602310010690162122?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/7602310010690162122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=7602310010690162122&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7602310010690162122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7602310010690162122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/08/machado.html' title='Machado'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-7999787433295540249</id><published>2008-08-01T14:39:00.001-03:00</published><updated>2008-08-01T14:56:21.996-03:00</updated><title type='text'>PELE</title><content type='html'>Jantar de domingo.&lt;br /&gt;As sobras do almoço expostas sobre a mesa em vitrines de plástico transparente, santificadas tupewares. Em um canto uma garrafa aberta de vinho, e dentro dela pouco sobrando do líquido quase vermelho quase roxo. A toalha branca lacônica aceita em sua simplicidade áspera as manchas vermelhas do molho do macarrão derramado. E sobre os pratos de vidro azul, muito azul, anil reciclado, os talheres cruzados, como uma espécie de lápide da refeição encerrada.&lt;br /&gt;É o momento da conversa cansada.&lt;br /&gt;Geralmente trivialidades. O time de futebol que perdeu, o novo namorado de fulana, aquela notícia de jornal...&lt;br /&gt;Há também dias outros em que se ri muito. Aquela piada que contaram, como era mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E o cachorro olhando do lado de fora da porta, ele uiva implorando por um pedaço de qualquer coisa suculenta que podem ser que lhe dêem, pode ser que lhe neguem.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia a conversa não era uma trivialidade alegre, mas uma espécie incômoda de discussão de família, daquelas que vai chegando como uma espécie de invasor alienígena e logo faz a abdução das risadas de costume. Quando será que vai devolvê-las?&lt;br /&gt;Ah, nesses momentos só Deus, deuses ou as forças sobrenaturais é que sabem. Como sempre, há quem abocanhe, tal qual se morde um suculento filé, os mais ferrenhos argumentos, e vai querer discutir até levar um belo tombo emboscado na falta de bom senso. Que é para onde se costuma ir, nessas situações.&lt;br /&gt;Há quem sadicamente veja graça em tudo. E há, felizmente, quem se aborreça: amém, ainda resta alguma sensatez!&lt;br /&gt;Existem os aborrecidos que se metem a por panos quentes. A esses eu retiro a qualidade dos sensatos. A dor de cada um é a dor de cada um, mesmo que seja uma dor burra ou mesmo imaginária.&lt;br /&gt;E existem também os aborrecidos que preferem se calar. Omissão? Talvez, mas é muitas vezes melhor do que intromissão. E se não é por mal, que por bem se omita aquela opinião que nunca será ouvida, ainda que dê socos de boxeador no orgulho alheio: Se pedirem uma opinião, diplomacia...&lt;br /&gt;Ou fuga!&lt;br /&gt;Pois os aborrecidos calados, muito freqüentemente, costumam fugir. Um finge que vai ao banheiro. Outro se lembra de que esqueceu algo de que se lembrava, mas de que não se lembra mais. Outro conta as rachaduras de um teto. E conheço até o caso de um que resolveu tentar a telepatia com uma lagartixa, pobre réptil inocente, estirada na parede laconicamente tão branca quanto a toalha.&lt;br /&gt;(Sem deixar de citar, claro, a possibilidade de ir consolar o pobre cão esquecido para as deliciosas sobras dominicais – porque deve mesmo ser muito ruim comer ração enquanto todos devoram lasanha!)&lt;br /&gt;Naquele dia houve outro exemplo muito bonito de fuga.&lt;br /&gt;Trata-se da divagação filosófica sublime, sublimemente superior em sua... superioridade, só para poupar mais adjetivos. Fingir a própria intelectualidade é algo muito divertido, ainda mais quando se pensa que excesso de intelectualidade às vezes é algo bem besta, bem forçado, bem antipático e bem ridículo. No caso, são pensamentos silenciosos, que não ultrapassam a fronteira barulhenta das cordas vocais.&lt;br /&gt;Então o ridículo é aquele que existiria no julgamento de outras pessoas, se pudessem ouvir ou ver esse devaneio íntimo.&lt;br /&gt;Devaneio em que se constroem imagens cotidianamente surreais. Como em um filme de Fellini, talvez. Ah, a tragédia do bom humor. Realmente, percebe-se que o vinho escolhido não era dos melhores: muito ácido!&lt;br /&gt;Aliás, o vinho! Quanto de imaginação ele não rende. Taças seguradas por braços entrelaçados, e lábios libidinosos a roçá-las. Vinho não é inocência, e se Eva fosse mais atrevida teria oferecido um cálice a Adão, e não uma simples maçã. Mas não é nossa função aqui reescrever a Gênese. Porque não queremos dar origem a nada e, francamente, quem é que tem paciência para discutir religião, ein? – Aliás, essa seria uma boa péssima pauta para um conversa de fim de jantar dominical. - &lt;br /&gt;Não, não haveria paciência para esse assunto nem nessa ocasião – mas é óbvio que os ânimos iriam se exaltar, não?&lt;br /&gt;Não!? Ah, também isso eu não quero discutir! Estava falando de filosofações e vinho. Vinho dos erotismos. Vinho dos glutões.&lt;br /&gt;É claro que hoje falar em glutonice parece coisa muito antiga. Havia os glutões medievais, hoje temos o estereotípico do gordinho branquelo norte-amarericano que devora potes de cinco litros de sorvete vendo vídeos de ginástica, como aparece em filmes clichê e vai ver é bem assim pelas bandas de lá, e pelas de cá também (por que não?).&lt;br /&gt;Mas se penso em vinho e me vem à cabeça a glutonice, então associo uma coisa com a outra, porque tenho que dar vazão à sinceridade no que escrevo, ou não vale muito a pena escrever. E como já acho que não tem muita valia isto aqui, ponho a glutonice no meio da história e pronto!&lt;br /&gt;Pois bem... olha só que acontece que ela vem bem a calhar:&lt;br /&gt;Em um dos pratos estão restos de pele de frangos. Pele de frango desprezada - super gordurosa! Daquela gordura que não se esconde, mostra a cara grudenta sem o medo do desprezo. O dourado sujo da pele assada, frita, mais do que morta. Mostra a sua textura viscosa, espécie de verniz que não pode indicar qualidade de tintura cor de nojo!&lt;br /&gt;Tem quem goste. Tem, aliás, de tudo no mundo. Mas olhar para a pele do frango, olhar para um verdadeiro ultraje escandaloso à saúde vascular de qualquer cristão (por que os crentes de outras fés ou os não crentes não tem problemas circulatórios ou por que glutonice medieval remete às culturas cristãs?). O prazer da mastigação, o martírio de um infarto: como é dura essa emboscada, esse dilema humano, demasiado humano!&lt;br /&gt;A garrafa de vinho ao menos é bonita. A pele de frango quando esfria é inegavelmente nauseante até para os que, quente, adoram destroçá-la ainda mais entre os dentes.&lt;br /&gt;E então é que eu, no meio áspero da discussão, ouvindo... ouvindo, tendo vontade de falar para logo depois ela se transformar na estóica preguiça de quem sabe que emitir opiniões muitas vezes é jogar lenha a fogueira que já está bastante alta, me entrego a esse devaneio. Dou razão a x, e y que me perdoe – digo isso de passagem, só para cometer uma omissãozinha de quem não quer ver cabeças rolarem, mas também não está a fim de brincar de país das maravilhas colocando panos quentes, ou melhor, panos mornos (porque ao menos o quente escolheu qual lada guiaria os seus juízos!).&lt;br /&gt;E para não deixar o que penso ultrapassar a minha garganta, já que não consigo a temperatura do sentimento ameno, olho para o vinho e para a pele suja das galinhas mortas.&lt;br /&gt;Quando criança gostava bastante da pele depenada e depois frita delas, especialmente a das asinhas que eu comia segurando com a mão para depois lamber os dedinhos. Foi que ganhando idade eu criei amor pelas minhas artérias, e numa espécie de chantagem emocional saudável as gorduras saturadas passaram a ser minhas eternas inimigas. Meu estômago comprou a briga, e passou a revolver-se todo com a aproximação de tais tecidos agressivamente gordurosos e engordurados. Sem dúvida, uma revolução em minha vida.&lt;br /&gt;Revolução essa capaz de causar certo... nojo, ué! Basta pensar naqueles frangos sujos de “televisão de cachorro” que ficam girando, girando, girando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que até uns meses eu não sabia era que os mendigos, pessoas, também eles ficam esperançosos com as avezinhas mortas giratórias. Assim como talvez o meu próprio animalzinho de estimação fica à porta implorando com os olhos que lhe dêem alguma coisa – qualquer coisa! – para comer naquele momento.&lt;br /&gt;Eu amo o meu bichinho. Será que poderia vir a amar um mendigo?&lt;br /&gt;Uma vez dei umas moedas a um deles, enquanto guardava na carteira umas duas notas de cinqüenta reais (cinqüenta reais!). Ele sorriu bem aberto, e eu fiquei com uma felicidade hipócrita de pessoa caridosa. Fiquei feliz mesmo.&lt;br /&gt;E...&lt;br /&gt;...me ocorreu que ele poderia ser um bêbado!&lt;br /&gt;Pronto, dei dinheiro para a cachaça, alimentei um vício, eu que queria tanto ser uma alma caridosa!&lt;br /&gt;Pensei bem em quem era eu para julgá-lo. Pobre coitado: ele ou eu?&lt;br /&gt;Sem resposta, resolvi aliviar ainda um pouco mais a consciência (será que não deveria deixá-la mais pesada, não?). E o que ele iria comprar quando juntasse algum dinheirinho?&lt;br /&gt;Pão.&lt;br /&gt;Pão francês.&lt;br /&gt;Por que com um pãozinho barato, ele iria a algum restaurante barato, esperaria o último frango barato da televisãozinha de cachorro ser vendido. Então o atendente do estabelecimento lhe daria as sobras de pele que caíssem durante o processo giratório – o espetáculo dos cães sem endereço. E, então eu sabia, também dos homens sem endereço!&lt;br /&gt;Ah, e fugindo da discussão de fim de jantar de domingo, eu me lembrei do sorriso simpático – sim, simpático - do mendigo. Então pensei que ele ficaria feliz com os restos largados sobre o prato azul. E a glutonice (se ele soubesse o significado dessa palavra, ou se o ligasse a ela) a que me remetia o vinho, para ele seria na verdade o luxo!&lt;br /&gt;... Aquele luxo inalcançável, tanto quanto o consenso em uma guerra oral - ao fim de um jantar de domingo...&lt;br /&gt;Para o bem de minha consciência, da qual aqui já falei demais, seria bom que eu não tirasse conclusões desse fato, ou dessa triste associação que fiz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerro por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-7999787433295540249?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/7999787433295540249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=7999787433295540249&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7999787433295540249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7999787433295540249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/08/pele.html' title='PELE'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-6494784587923948432</id><published>2008-06-30T20:57:00.002-03:00</published><updated>2008-06-30T21:06:26.972-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odes'/><title type='text'>Odes à mãe ausente</title><content type='html'>V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão inoportuno o meu pensar no após,&lt;br /&gt;Ser onírico sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a morte inquieto-me e não com a vida&lt;br /&gt;Que segue e por mim passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre assim é: quando estou cá, não mais estou.&lt;br /&gt;E se estou, não sou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o perfume sinto das folhas que caem&lt;br /&gt;Vislumbro a primavera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim que floresce a primeira rosa nossa&lt;br /&gt;Vermelha, vejo-a murcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há chuva, quero um sol brilhante bem acima&lt;br /&gt;Só pra ver o arco-íris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o vejo, contudo, não o vejo mais&lt;br /&gt;Pois pelo seu fim temo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que, como eu, no amanhã sempre vive,&lt;br /&gt;Certo não viverá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que para os deuses não há sujeito oculto.&lt;br /&gt;Só há sujeito omisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos esquecer de que queimam&lt;br /&gt;Tanto o frio quanto o calor,&lt;br /&gt;De que cegamos quando há escuridão&lt;br /&gt;Ou para o sol olhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos reter na memória o choro&lt;br /&gt;De alegria e tristeza&lt;br /&gt;E lembrar que as árvores perdem folhas&lt;br /&gt;Mas voltam a florir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dor, portanto, na vida e na morte,&lt;br /&gt;E dela não há fuga.&lt;br /&gt;Feito as árvores somente sejamos&lt;br /&gt;E a florescer voltemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-6494784587923948432?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/6494784587923948432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=6494784587923948432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6494784587923948432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6494784587923948432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/06/odes-me-ausente.html' title='Odes à mãe ausente'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5815217924249794560</id><published>2008-06-23T20:04:00.003-03:00</published><updated>2008-12-09T03:05:36.362-02:00</updated><title type='text'>Dalí que vem História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SGA1hz_V7ZI/AAAAAAAAAAc/zNVQqirzg4g/s1600-h/Dali.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SGA1hz_V7ZI/AAAAAAAAAAc/zNVQqirzg4g/s320/Dali.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215227223502876050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre disse a tia, tome cuidado: história é História; estória, outra coisa. E nas provinhas de redação todo mundo ficava pensando o que se queria dizer, se era da relevância de um "H" atemporal, ou coisa besta de um "e", tão pessoal.&lt;br /&gt;Depois já de adolescente, um professor, muito amigo meu, disse que essa hi/estória não tinha nada a ver, e que eu escrevesse como bem entendesse. Se o texto fosse bom, digno de começar com consoante, não seria uma vogalzinha ali, perdida, que ia fazer o leitor perder o interesse.&lt;br /&gt;Dessa discussão de primário, veio-me uma reflexão, meio confusa, eu acho, mas que ficou. É que sempre tive a mania de descrever, para mim mesma, na minha cabeça, as imagens e os pensamentos que iam tecendo o meu cotidiano - como se me contasse o que acontecia comigo. Coisa de gente bem besta, é verdade, e que me rendeu a fantástica mania de, antes mais freqüentemente, agora um pouco mais raro, me esquecer falando sozinha, até em lugares públicos.&lt;br /&gt;Acho que é daí que vem a minha mania de sempre me refletir em um agrupados de palavras, à maneira de (sentir de) um certo Pessoa, botando as minhas dores e alegrias reais em dores e alegrias mentirosas. E a partir daí, a minha grande mentira de futuro, o meu "sonho", por assim dizer, passou a ser fazer das minhas estórias algo de História.&lt;br /&gt;Um pouco de pretensão, é verdade. Mas é como aquela coisa do garotinho raquítico que quer ser astronauta, do perna de pau que quer ser Pelé, da adulta que  quer ser bailarina sem nunca ter dançado balé.&lt;br /&gt;Os meus textos são raquíticos, e de tamanho para um livro lhes falta pouco mais que volume. Sou perna de pau das letras, do tipo que até se vira em um ou outro drible, mas tropeça ao correr a trás da bola - e um gol bonito de se fazer, fica só na vontade. Posso até dançar a rumba, o mambo, sapateado, a tarantella! e os sete véus, até... Só que na hora de despir a linguagem, falta um pulo, um salto, um arabesque que me faça a prima bailarina de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"pa-deu-deux"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Se eu ouvisse, ainda, a tia da escola, ia estar fazendo outra coisa, agora, agora mesmo. Quem sabe estudar os protocolos do que é Direito, o que é direto, o que todo mundo faz. Não ia pensar que um "his" cabe onde passeiam os tantos "es"s das minhas indecisões diárias.&lt;br /&gt;Eu, no entanto, mando a tia à mer**. Ela me escandiu o primeiro versinho, e se esqueceu de me contar o que era lá a ousadia, que a gente tenta, só porque tem vontade.&lt;br /&gt;Querer vitória*, no fim das contas, tanto me fez quanto não me faz. Porque, como me disse o meu professor amigo, se no meu palavreado algo de maior importância houver, não faz diferença como vão chamá-lo. Se não houver, ninguém vai se lembrar dele - só eu, que nele fui astronauta, fui Pelé, fui bailarina.&lt;br /&gt;E penso que assim deve ser, não só com a minha estória: a História é tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*("Olha lá quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Imagem: Dali - só porque eu gosto de surrealistas, tudo bem a que relação com o texto não é "muito" direta: sejam criativos!]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5815217924249794560?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5815217924249794560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5815217924249794560&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5815217924249794560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5815217924249794560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/06/dal-que-vem-histria.html' title='Dalí que vem História'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/SGA1hz_V7ZI/AAAAAAAAAAc/zNVQqirzg4g/s72-c/Dali.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2862672693554519538</id><published>2008-06-13T00:40:00.004-03:00</published><updated>2008-06-13T01:03:07.886-03:00</updated><title type='text'>Quem era o herói</title><content type='html'>Era,&lt;br /&gt;qual peito erguido&lt;br /&gt;quem do céu pudesse chamar&lt;br /&gt;realidade.&lt;br /&gt;Qual o sonho&lt;br /&gt;cortas as nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Gargalhada&lt;br /&gt;Primordial?,&lt;br /&gt;ela nunca foi dada&lt;br /&gt;- antes da beleza&lt;br /&gt;quebrou-se o espaço&lt;br /&gt;na fixação de...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estilhaços.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://surrealismodoacaso.files.wordpress.com/2008/02/magritte-the-son-of-a-man.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 250px; height: 333px;" src="http://surrealismodoacaso.files.wordpress.com/2008/02/magritte-the-son-of-a-man.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem era o herói?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ladrões de humanidade&lt;br /&gt;me perguntam,&lt;br /&gt;quem tinha a tecnologia&lt;br /&gt;de tudo&lt;br /&gt;fazer-se tão pouco&lt;br /&gt;em&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a antítese de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem herói,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem não&lt;br /&gt;foi,&lt;br /&gt;nas passagens&lt;br /&gt;humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem de impulsos&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;elétricos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;pensados na&lt;br /&gt;carne&lt;br /&gt;ou fora dela&lt;br /&gt;criados,&lt;br /&gt;esqueceu&lt;br /&gt;ao chão&lt;br /&gt;pisada e apodrecida&lt;br /&gt;tão bela a polpa&lt;br /&gt;de uma tal fruta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;proibida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(nada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[imagem: René Magritte]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2862672693554519538?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2862672693554519538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2862672693554519538&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2862672693554519538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2862672693554519538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/06/quem-era-o-heri.html' title='Quem era o herói'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1654564585688928058</id><published>2008-06-04T18:18:00.002-03:00</published><updated>2008-06-04T21:04:23.377-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Viver e amar</title><content type='html'>Deus, a quem sofreu&lt;br /&gt;a vida deu.&lt;br /&gt;Deus, a quem não amou&lt;br /&gt;a vida tirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque todo amor&lt;br /&gt;termina sempre em adeus?&lt;br /&gt;E porque toda dor &lt;br /&gt;parece sempre infinita? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que tudo passa...&lt;br /&gt;Não fiques aflita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1654564585688928058?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1654564585688928058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1654564585688928058&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1654564585688928058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1654564585688928058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/06/viver-e-amar.html' title='Viver e amar'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-4157491814805398413</id><published>2008-05-30T12:32:00.003-03:00</published><updated>2008-05-30T12:59:55.674-03:00</updated><title type='text'>Desabafos Climáticos - O fim da Viagem?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vento de maio &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Rainha de raio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Estrela cadente &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Chegou de repente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; O fim da viagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Agora já não dá mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Pra voltar atrás &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Rainha de maio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Valeu o teu pique&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Apenas para chover&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; No meu piquenique&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Assim meu sapato &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Coberto de barro &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Apenas pra não parar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Nem voltar atrás&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Chegou de repente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; O fim da viagem &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Agora já não dá mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Vento de raio &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Rainha de maio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Estrela cadente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Chegou de repente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; O fim da viagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Agora já não dá mais &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Pra voltar atrás &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Rainha de maio &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Valeu o teu pique&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Apenas para chover&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; No meu piquenique&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Assim meu sapato &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Coberto de barro &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Apenas pra não parar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Nem voltar atrás &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Rainha de maio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Valeu o teu pique &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Apenas para chover&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E se eu escuto no rádio do carro &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A nossa canção Sol, girassol E meus olhos abertos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Pra outra emoção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E quase que eu me esqueci &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Que o tempo não pára&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Nem vai esperar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Vento de maio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Rainha dos raios de sol &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Vá no teu pique Estrela cadente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E até nunca mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Não te maltrates &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Nem tente voltar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; O que não tem mais vez &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Nem lembro o teu nome &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Nem sei Estrela qualquer &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Lá no fundo do mar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Vento de maio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Rainha dos raios de sol"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;            &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;(Telo e Márcio Borges - vale a pena ouvir as gravações da Pimentinha cantando essa música)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Despedem-se os Ventos de Maio. Ainda que possa haver Vento de Maio em qualquer mês com notas de outono.&lt;br /&gt;Mal há outono no Brasil. Ventos secos na Metrópole Paulistana, a umidade que vos fala é da alma.&lt;br /&gt;A Alma de Maio não se despede. O reinado dos raios sem chuvas permanece, muralhas de pedras cobertas por margaridas. Bucolismo intrinseco das almas cibernéticas das grandes cidades.&lt;br /&gt;Acidente que se chegue  junho. Que se faça quase o inverno dos Trópicos a ilusão de frio que as almas alheias ao gelo sentem.&lt;br /&gt;Alheias ao gelo, fisicamente falando. Talvez em Alma, de qualquer tempo, saibam o que é gelo. As almas de Maio: convivência do gelo imaginado, da umidade de sentimentos, e talvez de um congelamente em estagnação que convida a querer ir além.&lt;br /&gt;Espero que fiquem o Ventos de Maio. De qualquer modo, tenho de dar as boas vindas às Frentes Frias de Junho, com cachecóis, gorros e esperanças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-4157491814805398413?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/4157491814805398413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=4157491814805398413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4157491814805398413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4157491814805398413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/05/desabafos-climticos-o-fim-da-viagem.html' title='Desabafos Climáticos - O fim da Viagem?'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5621667673143071777</id><published>2008-05-19T21:20:00.006-03:00</published><updated>2008-05-27T23:43:45.464-03:00</updated><title type='text'>Da Paulista com a Consolação - lembrança da borboleta Azul.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(versão dois - por favor, peço perdão pela primeira, ainda maaais amadora!)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada, esperando o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ônibus&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Cruzamento&lt;/span&gt; da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. Estou fisicamente cansada, e ainda é segunda-feira.&lt;br /&gt;Acabei de ler uma frase interessante em uma modesta &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;losinha&lt;/span&gt;, exposta na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;vitrine&lt;/span&gt; da venda subterrânea de livros que aflora nessa esquina. Alguma coisa meio assim "às vezes não se deve sacrificar o erro para não se sacrificar a verdade" - Goethe.&lt;br /&gt;Gostei!&lt;br /&gt;Nunca li um livro dele. Mas acho que se lesse, também gostaira, e por isso ele bem vale um citação - só porque me cativou essa frase. Só porque eu, querendo sono, querendo cama, não aguentava mais o barulho paulistano e vieram umas palavrinhas: uma bonita combinação de notas, uma melodia de São Paulo.&lt;br /&gt;Penso que gostaria então de estar em casa. Não para os travesseiros, mas para o teclado do meu computador. Gostaria, para falar do Goethe que eu não conheço. Talvez me divertir um pouco fingindo a intelectualidade que não tenho.&lt;br /&gt;Gostaria, também, porque olhando no nada nada os carros iluminados cortando o asfalto escuro, me lembro de uma cena: recente, delicada, bonita.. E azul - boa também para o tal teclado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final de semana. Enfim, descanso, praia! Banho de sal não era perspectiva das mais animadoras, o tempo ainda não tinha se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;decidido&lt;/span&gt; entre quente e frio. Vento, sim, só que com o céu bem limpo, bem limpo...&lt;br /&gt;Andava de chilenos, cabelo desarrumado, camiseta velha. Na beira da estrada que vai paralela à linha do mar. Queria comprar um jornal numa dessas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;vendinhas&lt;/span&gt;, ler sentada na areia, e poder olhar pra água e ouvir mais alto o barulho dela indo e vindo quando me enchesse de pensar nas desgraças que se comunicam diariamente.&lt;br /&gt;Ia olhando aquele monte de bonitas plantas nativas. Exuberantes?, não é a verdade do presente -  dá pena pensar no que já se foi delas - mas a paisagem ainda não deixou de ser agradável.&lt;br /&gt;Sei lá porque, olho para as minhas havaianas e para os dedos feios dos meus pés. E perto ali, vem uma surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de borboletas. Em especial de uma azul. Um azul &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;roial&lt;/span&gt;, meio furta cor, que tem um brilho meio verde, e parece meio claro e meio escuro ao mesmo tempo. E me aparece esse tom em asas bem ali, na frente do meu feio chinelo de borracha.&lt;br /&gt;O que eu não sabia é que essa mesma borboleta, essa espécie de borboletas, quando fecha as asas é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;marrom&lt;/span&gt;, de parecer casca de árvore ou folha seca &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;caída&lt;/span&gt;. Bonita de qualquer jeito, mas é a parte em cor viva que mais atrai (&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;metáfora&lt;/span&gt; besta: mostramos o comum, e o que há de mais bonito surge na liberdade do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;vôo&lt;/span&gt; - perdoem a pieguice!).&lt;br /&gt;Fiquei feliz em vê-la. Como se aquilo fosse um sinal dos deuses, uma dica do tipo "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;tranqüilize&lt;/span&gt;-se, aparecem borboletas azuis inesperadas" (porque eu sempre vejo as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;amarelinhas&lt;/span&gt; miudinhas, ou aquelas laranjinhas simpáticas, que vão cumprimentando as flores também laranjinhas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;matinhos&lt;/span&gt;, cultivando uma delicadeza de diminutiovos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a borboleta parecia machucada! Até os bicho bonitos se machucam! Isso me lembra que a dureza de todo dia arde até  nas borboletas. Que são lindas mesmo sendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;insetos&lt;/span&gt;, mesmo se já foram suculentas lagartas (que para muitos são uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;seresinhos&lt;/span&gt; nojentos!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, borboleta, lagarta? O que há de nojo, o que há de belo (há qualquer coisa dos dois?)! Agrada-me de pensar nisso - foi assunto de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;crônica&lt;/span&gt; ruim, e ainda assim melhor que esta, que escrevi com quinze anos, e de que gosto muito. .&lt;br /&gt;Assim como gostei de ler a frase do Goethe - podia ser de qualquer desconhecido aí, aliás, vale porque é uma boa frase. Ponto final.&lt;br /&gt;Foi frase borboleta. E azul!, ainda que em ares litorâneos muito mais se faça azul. Aqui, São Paulo, pó, correria e barulho que não é música.&lt;br /&gt;Mas tem vida que é música. Tem palavra que é música no cruzamento da Paulista com a Consolação. Tem memória de borboleta de cor viva que do outro lado é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;marrom&lt;/span&gt;, que é linda, e que se machuca.&lt;br /&gt;Tem loucura e falta de senso crítico meus, suficientes para colocar isso em escrita. E assim se possibilita desejar boa noite ao mundo, concretizada a ainda presente vontade do ponto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;ônibus&lt;/span&gt;. Posso enfim dar meu sorridente "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;oi&lt;/span&gt;" aos travesseiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5621667673143071777?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5621667673143071777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5621667673143071777&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5621667673143071777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5621667673143071777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/05/parada-esperando-o-nibus.html' title='Da Paulista com a Consolação - lembrança da borboleta Azul.'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-7421298573741758931</id><published>2008-05-17T08:17:00.002-03:00</published><updated>2008-06-30T21:07:27.191-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odes'/><title type='text'>Odes à mãe ausente</title><content type='html'>Seguem mais duas Odes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão curta a passagem deste dia&lt;br /&gt;Que ao nascer já sabemos o poente&lt;br /&gt;Mas não da noite os mistérios&lt;br /&gt;Que guarda na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra noite de quem nada sabemos,&lt;br /&gt;Inexorável vai nosso destino&lt;br /&gt;Esperando o alvorecer&lt;br /&gt;Na manhã de muitas cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não há nada que fazer, portanto,&lt;br /&gt;Já que todos nascemos no esplendor&lt;br /&gt;Da tragédia assinalada,&lt;br /&gt;Lindos de morrer. Assim,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta para os que sob o sol caminham&lt;br /&gt;Venerar do crepúsculo a beleza&lt;br /&gt;Que só há pela manhã&lt;br /&gt;E também no entardecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero tanto achar-me&lt;br /&gt;Que pela vida erro em busca de mim,&lt;br /&gt;Tão longe de sim e de não, vou sendo&lt;br /&gt;Este andarilho sem teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto o que somos&lt;br /&gt;E seremos todos, quer queira ou não,&lt;br /&gt;De nosso abrigo materno, uterino,&lt;br /&gt;Pela força, despejados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças não são&lt;br /&gt;Nem nunca serão aquelas janelas&lt;br /&gt;Ou mesmo o pátio ou a porta enguiçada&lt;br /&gt;Nem os cheiros saborosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será possível,&lt;br /&gt;No futuro, do passado eu viver.&lt;br /&gt;Daquela construção nada sobrou&lt;br /&gt;Que não as sólidas vigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco ou nada sei&lt;br /&gt;Se um dia, pra morada, voltarei,&lt;br /&gt;Mas a casa que uma vez me abrigou&lt;br /&gt;Em mim, sempre habitará.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-7421298573741758931?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/7421298573741758931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=7421298573741758931&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7421298573741758931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7421298573741758931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/05/odes-me-ausente_17.html' title='Odes à mãe ausente'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5382100569480767547</id><published>2008-05-11T11:54:00.003-03:00</published><updated>2008-06-30T21:08:59.314-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odes'/><title type='text'>Odes à mãe ausente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Seguem duas Odes de uma série que fiz já faz algum tempo. Peço desculpas pelo sentimentalismo do momento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em breve, mais Odes estarão desponíveis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sei, digo que sei de ouvir dizer&lt;br /&gt;Teu monólogo aos ventos. Eu, criança,&lt;br /&gt;Que aprendi cantigas de teu ninar,&lt;br /&gt;Que disse as palavras que tu disseste.&lt;br /&gt;Mas aquela, tantas vezes,&lt;br /&gt;Aos prantos meus, exaltada,&lt;br /&gt;Primeira entre todas: mãe,&lt;br /&gt;Não é mais pronunciada&lt;br /&gt;Pelos lábios inseguros&lt;br /&gt;De um homem que agora canta&lt;br /&gt;As lembranças musicais,&lt;br /&gt;Ninando-te eternamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confundir não deves, amada mãe,&lt;br /&gt;O silêncio, próprio de quem se cala,&lt;br /&gt;Com tua ausência de sons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sabes que não há pior silêncio&lt;br /&gt;Do que aquele que, calando, diz nada.&lt;br /&gt;Muito disseste, não lembras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o meu rosto tua mão tocava&lt;br /&gt;E nada! Nada era ouvido – lembraste?&lt;br /&gt;Tu me dizias o mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu dizer no passado ficou&lt;br /&gt;Feito estrela que emudece, contudo,&lt;br /&gt;No presente ainda brilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua voz uma vez dita e não mais,&lt;br /&gt;Segue reverberando em mim, então&lt;br /&gt;Ouça bem: de ti, sou eco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5382100569480767547?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5382100569480767547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5382100569480767547&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5382100569480767547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5382100569480767547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/05/odes-me-ausente.html' title='Odes à mãe ausente'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-7266756499239292826</id><published>2008-05-06T22:49:00.003-03:00</published><updated>2008-05-06T23:09:52.178-03:00</updated><title type='text'>Romantismo Original</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://imagens.kboing.com.br/papeldeparede/7331maca.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://imagens.kboing.com.br/papeldeparede/7331maca.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Meus &lt;span style="font-size:180%;"&gt;três mil&lt;/span&gt; pensamentos&lt;br /&gt;estão equilibrados;&lt;br /&gt;sobre nem tão firme&lt;br /&gt;pedra,&lt;br /&gt;acimentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas tantas&lt;br /&gt;visitas noturnas&lt;br /&gt;a eles me oferecem&lt;br /&gt;maçãs,&lt;br /&gt;revolucionárias&lt;br /&gt;guerrilheiras de cada vontade&lt;br /&gt;de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cada vantagem&lt;br /&gt;que ganho&lt;br /&gt;em não morder&lt;br /&gt;da fruta fresca a sincera&lt;br /&gt;polpa&lt;br /&gt;significa me afastar&lt;br /&gt;dos versos do Éden&lt;br /&gt;- que se vivi,&lt;br /&gt;em outra vida&lt;br /&gt;foi que os escrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezo, porém,&lt;br /&gt;da noite o refletir confuso&lt;br /&gt;que chama ao sono,&lt;br /&gt;que das minhas mãos vazias&lt;br /&gt;de outras mãos&lt;br /&gt;queria eu me fazer&lt;br /&gt;sentir plena&lt;br /&gt;- tendo nelas&lt;br /&gt;recipiente calmo&lt;br /&gt;em que coubessem&lt;br /&gt;as &lt;span style="font-size:180%;"&gt;três mil&lt;/span&gt; cabeças&lt;br /&gt;que me pensam&lt;br /&gt;três mil devaneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa fosse&lt;br /&gt;a face tua&lt;br /&gt;que se me oculta,&lt;br /&gt;desconhecido futuro,&lt;br /&gt;da efetivação do rito&lt;br /&gt;de crenças imemoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando em ti&lt;br /&gt;eu possuir a quem&lt;br /&gt;dar-te&lt;br /&gt;aquele vermelho&lt;br /&gt;maçã doce&lt;br /&gt;prazer!,&lt;br /&gt;só para ti&lt;br /&gt;ei de cantar&lt;br /&gt;as &lt;span style="font-size:180%;"&gt;três mil&lt;/span&gt; viagens&lt;br /&gt;que não pude sonhar só&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- São &lt;span style="font-size:180%;"&gt;três mil&lt;/span&gt; segredos,&lt;br /&gt;que não sei a quem contar,&lt;br /&gt;não fosse a ti,&lt;br /&gt;incógnita,&lt;br /&gt;que no sem razão&lt;br /&gt;de gênese&lt;br /&gt;talvez um dia&lt;br /&gt;te farás revelar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-7266756499239292826?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/7266756499239292826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=7266756499239292826&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7266756499239292826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7266756499239292826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/05/romantismo-original.html' title='Romantismo Original'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-4883073460730838007</id><published>2008-04-25T16:41:00.002-03:00</published><updated>2008-04-27T14:53:03.837-03:00</updated><title type='text'>Vermelho Para Bem ou Para Mal</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bem diria a sabedoria popular: as aparências enganam! Dos sentidos, o mais aguçado, a visão. Vai ver que por isso mesmo ela se deu de metida, a se achar com a superioridade besta de pregar peças, nem tão boas assim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Athos é um exemplo disso. Quem agora o vê, cabeça baixa, todo encolhido, nunca há de acreditar que a sua força física foi-lhe motivo para as mais louváveis e amedrontadoras atribuições de bravura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Verdade que para isso nem só a visão ajudou. Fizeram seu juízo os olhos, e mais a boca tratou de levar aos ouvidos desconhecidos a inverdade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E a culpa, coitado, não poderia mesmo ser dele. Primeiramente, porque parece que as divindades que cuidam da concepção e as que tratam dos mecanismos de construção da personalidade resolvem pregar peças ao senso comum. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ora, se todo mundo pensa que grande número de músculos é motivo de coragem, então vão as duas planejar um robusto ser cheio de seus medos. Ou um franzino valente, que não impõe reverência a ninguém. Mas da genética de Athos, falaremos depois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quero agora é tratar da construção de sua frágil persona. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nosso amigo não teve a oportunidade dos poetas. Nunca foi dado às letras, antes aos bifes de carne suculenta e macia. Mas tivesse a oportunidade de saborear outra suculência, a de um sangüíneo poema, esgarçaria algo como Álvarez de Azevedo entre os dentes, com toda a fúria. Nacos de ultra-romantismo, que iam colorir de vermelho a sua insuportável existência medíocre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não é difícil que se entenda essa triste situação. Pois imagine só a vida restrita, toda ela, a pouco mais de vinte metros quadrados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vez ou outra, seres esguios e de voz engraçada, o levam a um mundo além. Lugar em que se pode ver um azul de céu mais intenso, e uma variedade de vida verde inimaginável em sua prisão ao ar livre. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Também nesse estranho e fantástico mundo há algo de perigo... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A velocidade de umas coisas grandes e barulhentas, que soltam luzes em alguns pontos, e às vezes um pouco de fumaça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Que estranho, serem todas tão iguais entre si, cada uma, porém, com sua diferença de formato. Tivesse visão tão traiçoreira quanto a nossa, entenderia ele que também as cores dessas aberrações se faziam em amplo leque, na maior das vezes, de tons escuros. Porém, de tonalidade, ele nada sabe. Só entende de claridade e escuridão e sabe que as chamam de carros, ou, bem de vez em quando, automóveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Algumas reluzem quando batia-lhes atrevidamente o sol. O claro ainda mais revelado! Outras, tão opacas, são as que mais costumavam vomitar aquela fumaça, escura!, enquanto seu ronco fosse mais profundo ainda! Aí então ele gritava, nas esperança de que elas o ouvissem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E olha que não é raro que Athos grite. Especialmente quando chega a noite, e o pequeno espaço em que ele vive, por mais conhecido que fosse, começa a se tornar mistério. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como preso, raptado não soubesse onde, surpreendido em cela de repente aumentada, e ao mesmo tempo tão menor do que o seu sentir, costuma por entre os dentes algo de choro e de ódio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Grande coisa! Ninguém ouviria, ninguém nunca ouve!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E se ouvisse, qual seria a diferença? Dificilmente o tiram dali. Permaneceria ele em seu dolorido mistério de solidão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Houvesse pedaços de carne, fibras se desfazendo como sentia desfazer-se ele próprio, e talvez conseguisse ficar quase calmo, quase feliz:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nesses momentos não havia carne! Não havia nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E era então que a sua robustez se fazia inútil! Ah, quantos já ao entrarem no pequeno espaço de vida de Athos não fugiram ao vê-lo? E não perguntaram, meio entre dentes: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Não é perigoso?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Perigoso!?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;(...) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O perigo da vida chama-se sofrimento. E disso ele não entendia demais? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Qual sofrimento maior que não haver boa alma para se por no seu lugar, morno caos de todos os dias? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E que mal havia que lhe dessem sempre carne? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por que aquelas bolinhas insossas naquela estúpida tigela? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Porque ter de fazer a cara caber ali naquela coisa redonda, bater na linha dos olhos, em um incômodo de não poder chacoalhar a cabeça de satisfação (ainda que reles, com aquela comidinha terrível!)? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E isso ainda nem era o pior!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ruim mesmo era quando o mistério da noite escondia até mesmo aqueles pontos azuis no céu preto, que ele sabia que costumavam chamar de estrelas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Athos gosta das estrelas, e por isso mesmo tem todo o medo delas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E quando elas se apagam, e algo estranho faz do negro um fundo de tons purpúreos, e alguma coisa de ronco que não era aquele das coisas estranhas que via durante o dia e nem o da sua voz...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E logo depois, não é incomum que um risco luminoso cortasse horizontes perdidos...!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Ah, não, as estrelas caindo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E se uma delas o ferisse?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sabe que com isso vem, logo depois, pingos gordos de água a baterem-lhe na cabeça. Não gosta, mas disso poder se livrar, desde que se enfie naquele espaço ainda menor, costumavam chamar de “casinha”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E se o mundo acabasse todo como as estrelas caídas, e ele nunca pudesse conhecer o que não fosse a sua permanente solidão?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Desespero!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Músculos: ajam! Hajam:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;músculos!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O amplo tórax tem que ser útil. As pernas tem que dar um bom pulo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Existe um lugar maior, bem ali, além da parede. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lugar em que não há estrelas, mas há luz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lugar em que não cai água, há teto, mas é bem maior do que a casinha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lugar que ele sabia ser de onde vem os amados suculentos bifes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lugar de onde vem as criaturas esguias que o levam para passear.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Que passam a mão em sua cabeça, quase que com libido: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Onde já se viu, um garoto tão bonzinho!” (Vozes afetadamente infantis!)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um garoto tão bonzinho, lamentável! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na compra do filhote, imaginaram um cão de guarda, uma fera destroçadora de desconhecidos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pronto, eis que agora faz sentido falar da compleição genética de nosso triste amigo – a que se julga pertencer aos mais ferozes guardiões do homem, a ostentação de força, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;virilidade, destruição em quatro patas -&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;um Pit Bull! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E Athos, a bem da verdade que viriam a saber depois, um pobre coitado!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não lhe dessem força as suas pernas, não estaria agora ele ali, preso nas grades da janela, colocadas para que não pudesse ele mesmo entrar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em seu grande ato de bravura, justamente a covardia de fugir ao próprio medo. Só poderia ter a frustração!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele é um nada: resta-lhe gritar e gritar e gritar: uivar! Latir fininho e alto (quem sabe poderia bater em alguma estrela ainda viva, escondidinha?).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por que achar que ele fosse super herói, corajoso? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pit bobo, cachorro babão, um tonto carente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Que não quer mais nada, além de outros horizontes do passeio matinal (que raramente era feito!), de um afago descompromissado na ampla cabeça (e se pudessem caprichar ao passar as mãos por trás da orelha, tanto melhor, até chacoalhava o pontudo rabo de felicidade!), de um bife para afogar suas angústias carnívoras (afinal, arroz e feijão ao menos tem companhia variada no prato de todo dia!).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele era menino bobo, um Pit babão! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Preso nas grades da janela, depois de seu pulo frustrado, rumo a entrar na casa de verdade (não na casinha):&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“ Athos, saia daí.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não tem jeito. Entalado, faz de novo uso de sua força, agora para sair, pular de volta para fora. É mais difícil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para fora, sempre!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ódio, a força apenas serviu para que o reconhecessem como covarde. Não a tivesse, não teriam o que esperar dele! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não conseguiria alcançar os ferros que puseram para que ele mesmo ficasse sozinho, no quintal escuro, na noite sem estrelas, na solidão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;... (uivo ainda mais agudo.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cai desajeitado no chão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Levanta-se. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Põe a patinha no piso áspero do cimento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma pontada das mais agudas. Machucou-a. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sangra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assim é. Não o sangue dos filés, o sangue dele próprio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ao menos aprendeu com as gentes a ser egoísta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Já que tudo, para bem ou para mal, tem de terminar nesse vermelho tão vida que sempre escorre e escorre e dói, então que ele, como sempre, se ponha para fora, mas na vingança de seu latido uivado... de dor, claro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Quase como um poema, Athos irrita os ouvidos alheios. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas não tem os tuberculosos créditos de Álvarez, porque não o permite o maldito senso comum que apenas vê (maldita visão) o físico viril de fera perigosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Engano imbecil: se olhassem em seus olhos cor de mel, veriam a tamanha doçura da sua vontade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vontade de amor, de passeios, de afagos, de carne...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pff! Mas que nada:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Cala a boca, Pit Bull, alguém precisa dormir nessa casa, seu cagão!” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Casa! :&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não é essa a palavra final a ser colocada aqui, é descrédito. Injusto descrédito!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-4883073460730838007?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/4883073460730838007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=4883073460730838007&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4883073460730838007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4883073460730838007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/04/vermelho-para-bem-ou-para-mal.html' title='Vermelho Para Bem ou Para Mal'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1091108105073934309</id><published>2008-04-20T09:40:00.003-03:00</published><updated>2008-04-20T09:54:17.761-03:00</updated><title type='text'>Depois da festa (com a cunhada)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:60%;"&gt;A Nelson Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mercedes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu és a água da minha vida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Insípida!&lt;br /&gt;– Inodora!&lt;br /&gt;– Incolor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mata minha sede&lt;br /&gt;E eu não posso viver sem!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1091108105073934309?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1091108105073934309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1091108105073934309&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1091108105073934309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1091108105073934309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/04/depois-da-festa-com-cunhada.html' title='Depois da festa (com a cunhada)'/><author><name>JJ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16097619002792031632</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2421042940845715106</id><published>2008-04-06T23:20:00.004-03:00</published><updated>2008-12-09T03:05:36.600-02:00</updated><title type='text'>Da Botânica da Alma (Decoração de Poesia Doméstica)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/R_mMvuKogeI/AAAAAAAAAAU/TZPrD_NW-wI/s1600-h/faz+de+conta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/R_mMvuKogeI/AAAAAAAAAAU/TZPrD_NW-wI/s400/faz+de+conta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186331197368205794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Tenho&lt;/span&gt; lírios abertos&lt;br /&gt;sobre a minha mesa&lt;br /&gt;alegre.&lt;br /&gt;São surpresas&lt;br /&gt;breves de &lt;span style="font-size:180%;"&gt;dias desconhecidos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Um&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;segundo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;seguem-se dores&lt;br /&gt;mundanas&lt;br /&gt;- mendicância na minha &lt;span style="font-size:180%;"&gt;alma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;mansa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Nesse &lt;/span&gt;segundo&lt;br /&gt;me chamo o limite&lt;br /&gt;ao &lt;span style="font-size:180%;"&gt;inonimável&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Janelas&lt;/span&gt; abertas&lt;br /&gt;juntam-se cortinas,&lt;br /&gt;corta-se o vento&lt;br /&gt;na violência &lt;span style="font-size:180%;"&gt;do banal&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E &lt;/span&gt;eu me compro&lt;br /&gt;em lírios brancos:&lt;br /&gt;abordagem branda&lt;br /&gt;de &lt;span style="font-size:180%;"&gt;mentiras capitais&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Fossem&lt;/span&gt; as dores&lt;br /&gt;do mundo&lt;br /&gt;as dores das pétalas dele&lt;br /&gt;pedaços meus&lt;br /&gt;não partiriam&lt;br /&gt;quando de mim&lt;br /&gt;pétala desvio&lt;br /&gt;o &lt;span style="font-size:180%;"&gt;olhar de brancura&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Resta-me&lt;/span&gt; janela&lt;br /&gt;ruidos de urbanidade,&lt;br /&gt;calçadas sujas&lt;br /&gt;- outras almas que&lt;br /&gt;se sussurram na vida&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;a inércia da surra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;dos dias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt; resta-me&lt;br /&gt;a mim,&lt;br /&gt;que me prefiro dormir&lt;br /&gt;longe de mim,&lt;br /&gt;Alma que almeja&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;afrescos de irrealidade&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Alma&lt;/span&gt; que põe,&lt;br /&gt;lírios brancos sobre a mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Inexpressão de liberdade&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;                  &lt;span style="font-size:180%;"&gt;  !&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10/02/2008]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2421042940845715106?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2421042940845715106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2421042940845715106&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2421042940845715106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2421042940845715106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/04/da-botnica-da-alma-decorao-de-poesia.html' title='Da Botânica da Alma (Decoração de Poesia Doméstica)'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/R_mMvuKogeI/AAAAAAAAAAU/TZPrD_NW-wI/s72-c/faz+de+conta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-905742096748672332</id><published>2008-03-29T08:47:00.003-03:00</published><updated>2008-04-05T11:49:58.713-03:00</updated><title type='text'>Links</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;de hoje talvez seja o meu melhor. Ele vem para consertar uma falha terrível que nos perseguia. Acontece que criamos, ali ao lado, bem à sua direita, um pequeno espaço para divulgar o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; de alguns amigos de letras. Iniciei, pois, com dois &lt;em&gt;blogs&lt;/em&gt; de poetisas fantásticas (a Priscila, do "Cinco Espinhos", e a Cecília, do "Jazz e Suco de Limão"). Só espero que vocês (se houver alguém) continuem a nos visitar depois de conhecê-las.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Boa viagem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-905742096748672332?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/905742096748672332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=905742096748672332&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/905742096748672332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/905742096748672332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/03/links.html' title='Links'/><author><name>JJ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16097619002792031632</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-6181280272791481265</id><published>2008-03-16T03:45:00.006-03:00</published><updated>2008-03-29T00:35:47.064-03:00</updated><title type='text'>Fumegante para quem espera o trem - das propriedades "somáticas" do café*</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;[Sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;escrivinhação&lt;/span&gt; abaixo:&lt;br /&gt;Acabei de voltar do Roda viva**. Comecei a escrever esta "peça" aqui há quase um mês. Depois, como de costume, larguei. Mas ter ouvido em uma mesa de bar juntas algumas músicas me fizeram ter vontade de enfrentá-la de novo.&lt;br /&gt;Na verdade, não está pronta. Está postada aqui, para que eu possa declarar a minha felicidade quando receber &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;pitacos&lt;/span&gt; dos adoráveis desocupados que (amo vocês, seres desconhecidos!) visitam o sítio dos Arautos.]&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Personalidades sem vícios são desinteressantes...&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Com os muitos rodeios que se seguem, explico:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Começo por uma descrição aparentemente sem sentido. Uma vida qualquer, às vezes morna, quase sempre cansativa. Não digo que seja uma vida infeliz, apenas comum.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Genérica!, essa é a palavra.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Daquelas que bate cartão às oito da manhã. E isso só porque acordou às seis, corajosamente disse não aos travesseiros, e se entregou à chatice irritante do despertador. Poderia ser, talvez, uma vida de Pedro Pedreiro, com seus sonhos em uma máquina de ferro – que pela probabilidade, está mais para sim que não venha mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Ou pode ser daquelas que não sai às seis. Pode ser que acorde antes, e vá acordar o seu homem. Ela o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sacode&lt;/span&gt;, para que andem suas pernas rumo a labuta do mundo de fora. Mas e o mundo de dentro, como fica? Uma casa por arrumar? Serviços domésticos são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;estafantemente&lt;/span&gt; chatos! E quem se sente gente só de viver deles?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Besteiras, contra argumentariam uns, e acredito que em maior parte, umas. Ela &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;discorda porque sente a realidade dos filhos. Do bebê que em um mês dá os contornos de seus primeiros sorrisos. Da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;menininha&lt;/span&gt; nova que adora babados cor de rosa. É verdade. Mas mesmo essa mulher há de ter suas angústias. Elas vêm na forma imaginária do trem em que ela mesma poderia ter ido viajar, mas não foi, porque se fosse, antes, os filhos não teriam sido.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Agora deixemos para lá esse lado doméstico, que não mais é opção única de conduta. Os que fazem samba e amor até mais tarde. Noites quentes de cantoria, calor humano de corpos, e o chacoalhar da música, que esse, havendo qualquer coisa sensibilidade, esquenta a qualquer um. Vida boa a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;boemia&lt;/span&gt;, não deve ser? Mas junto dela vem a solidão dos acordes silenciados quando a festa se fez passado. Vem o vazio de despertar debaixo de um cobertor só. A preguiça de quem talvez vá olhar a um futuro e dele só possa dizer a presente frase “tenho muito sono de manhã”. E quem é que nunca se sentiu assim?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;E há também os que desse vazio concluam que não possam viver só. Vão é cantar em voz chorosa que falta um pedaço. Em uma canção, talvez como uma lua minguando. Em outra, talvez, como quem vê parte&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;de si arrancada, como verdadeiro ultraje a própria natureza mística do seu sentir. Afinal, saudades às vezes é tortura doce, como arrumar o quarto&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;de um filho que já morreu.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;E tantos outros retratos aqui poderiam ser postos! Que me angustia pensar em quão poucos deles estou “enumerando”,&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;como se relatar os termos de uma canção fosse um simples ato de fazer citações. De fato, muitas outras melodias embalariam o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;cotidiano&lt;/span&gt; nessas notas. E muitas tantas outras talvez trouxessem alguma coisa de felicidade. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Verdade é que nem todo o mundo canta sambas. E nem todo o mundo vive da boa música. Entretanto, o que há de melhor para falar de todo mundo que essa Música?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;E ela nos canta, baixinho ou aos berros, que todos, mesmo disfarçados em pedra, esperamos. Sonhamos. Um tanto de realidade que esperamos é questão de conjugação, é realizar. Só que, para isso, é preciso força. Dói ser forte!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;E mesmo que essa dor não existisse. Quem controla tudo o que há? Vai a Marisa cantar com o universo ao seu redor. E pode ser assim. Por um segundo, uma hora, ou mesmo por toda uma vida! (Contradição!?) &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Essa toda uma vida, porém, há de ter suas interrupções. Como os instantes que decorrem para que o toca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;cd&lt;/span&gt; repita novamente a faixa desejada. Quebra-se o encanto?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Besteira! Quem só se encanta com viver de cores alegres ou é depressivo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;crônico&lt;/span&gt;, ou idiota. Nós, pessoas “normais” &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;apenas desejamos, meio que não desejando, esse tipo de idiotice. Imagine só, nunca ter de cansar a vista com cores quentes. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Vininha&lt;/span&gt; estava certo, viver assim, é não viver.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Logo, reafirmo, viver dói. E ninguém passa imune à vontade de fugir à dor. Pronto, o vício é a fuga!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Há os que descarreguem ansiedade em cigarro. Tristeza em álcool. Cansaço em coca-cola e pílulas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;guaraná&lt;/span&gt;. Solidão em literatura. Vazio em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;paraquedismo&lt;/span&gt;.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Tédio em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;tricot&lt;/span&gt;. Carência em televisão. Displicência em mentiras.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Dos vícios, os odiosos, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;poemáticos&lt;/span&gt;, os que rendem sambas, os que consomem... E vão me dizer que talvez eles, os viciados!, &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;sejam aquele apelo doido de quem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;cutuca&lt;/span&gt; o tecido morto sobre a pele a cicatrizar-se por mera falta do que fazer. Vai demorar a fechar o buraco. Mas a vida assim, de gente entrelaçadas, ela não é orgânica – ainda que pulse no batuque de um samba, sangre nas cadências de um piano.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Ela é,porque assim é &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;plena! Nós?, só estamos sendo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Sendo o processo das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;notinhas&lt;/span&gt; inseguras que vão dançando em um harmonia desconhecida.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;E quem não quer saber como vai terminar a música?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Se não quiser, é porque realmente não gosta de viver, simplesmente vive. Vive como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;osmose&lt;/span&gt; insossa e perfeita, do organismo que não falha.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Se não acreditar que tudo é falha, ao menos há de lembrar-se das falhas consigo mesmo.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;E pode querer sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;overdose&lt;/span&gt; de poesia, de filmes do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Kubrick&lt;/span&gt;, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;vinis&lt;/span&gt; riscados do Sidney &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Magal&lt;/span&gt; (boa música explica muito; a duvidosa, ao menos distrai!) &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;que todo mundo esqueceu, e ácidos passeando por agulhas que estupram veias, de meias coloridas, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;coleções&lt;/span&gt; de garrafas de cerveja, de seriados que de tão fantásticos fazem da vida um eterno normal....................&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Que começa às seis da manhã. Enquanto uns dormem até mais tarde. Outros visitam amores que nunca foram no descanso do corpo sob os lençóis. Outros preparam o café. E outros bebem desse café.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Bebem do início da manhã: descendo quente - às vezes queimando, quase sempre despertando!!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;Pois bem: o café é um vício. De quem reclama do cansaço do mesmo de todo dia, que precisa de algo negro para despertar. E agora explico minha tese, com argumento bastante científico – que é o meu próprio achar; e pronto!. Não me interesso por pessoas que não sejam capazes de reclamar, e que, aliás, não sejam capazes de se interessar por nada. Porque eu mesma me interesso pela vinda do trem. Consigo imaginar – e que bom, tenho café bem adoçado em mãos, para depois me beijar a língua com todo o gosto. Mera manifestação do vício de ser – porcaria nenhuma, talvez, mas sendo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;______________________________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;* Quando escrevi o título pensei em Sir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Huxley&lt;/span&gt;... Não sei se tem muito o que haver com este texto. Talvez tenha, e isso seja óbvio até. Só que ando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;desconfiando&lt;/span&gt; que até mesmo o óbvio exige alguma coisa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;pulinhos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;elétricos&lt;/span&gt; de algumas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;celulazinhas&lt;/span&gt; cinzas da cabeça.&lt;br /&gt;** É um bom lugar para se freqüentar em Sampacity... consultem o guia da Folha!&lt;br /&gt;*** Só para constar, não gosto de notas de rodapé. Então não vou, por preguiça mesmo, revelar a identidade delas - das músicas de que falei no primeiro "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;asterístico&lt;/span&gt;". Não das notas... de rodapé, oras! E tenho certeza de que eu nem precisaria fazer isso, não? ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-6181280272791481265?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/6181280272791481265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=6181280272791481265&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6181280272791481265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6181280272791481265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/03/fumegante-para-quem-espera-o-trem-das.html' title='Fumegante para quem espera o trem - das propriedades &quot;somáticas&quot; do café*'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2717889490437146762</id><published>2008-03-03T22:46:00.004-03:00</published><updated>2008-12-09T03:05:36.771-02:00</updated><title type='text'>Casa, silêncio, cigarros inexistentes e espera...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/R8y8ABciAhI/AAAAAAAAAAM/AqN2B7Jc9Tw/s1600-h/gato-preto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/R8y8ABciAhI/AAAAAAAAAAM/AqN2B7Jc9Tw/s200/gato-preto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173716780515983890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;...&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;A casa, silenciosa. Paredes conspiram: seriam cúmplices da &lt;span style="font-size:180%;"&gt;solidão&lt;/span&gt;? Desde quando já parara o relógio de girar em sua &lt;span style="font-size:180%;"&gt;rotina&lt;/span&gt;? Não havia tarefas a cumprir, e tampouco havia resquícios do sol da tarde que nunca fora... a &lt;span style="font-size:130%;"&gt;ausência&lt;/span&gt; de vozes dá medo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;O pequeno &lt;span style="font-size:130%;"&gt;garoto&lt;/span&gt; imagina poder olhar para os pés que aparecem sob a manta xadrez de lã. Encara resoluto as ranhuras da unha do dedão esquerdo que não pode ver. Estaria suja, provavelmente mal cheirosa como o banheiro mantido &lt;span style="font-size:180%;"&gt;fechado para que os gatos não entrassem durante a noite.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Seriam seis ou sete? Não importa, não conseguiria lembrar-se de todos os seus nomes – e talvez isso porque nunca tivesse parado para ouvi-los.&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Nunca conversara com gatos! &lt;/span&gt;Mesmo assim, vez ou outra, atrevia-se a enfiar suas frágeis mãos nos&lt;span style="font-size:180%;"&gt; pêlos&lt;/span&gt; daqueles furtivos animais. Não sabia porque o fazia, se ele mesmo não gostava de gatos, se nem ao menos os queria ter por perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Nada disso importava... Bastava saber que, durante a madrugada, os&lt;span style="font-size:130%;"&gt; tamancos dela&lt;/span&gt; agrediriam os azulejos do corredor. Aquele salto pontiagudo marcaria o &lt;span style="font-size:180%;"&gt;compasso neurótico&lt;/span&gt; de quem apenas vem porque tem de vir, sem em nada querer ficar. Talvez ela, como fazia o garoto com os gatos, afagasse sua cabeça, e ele ronronaria em pensamentos de prazer. Depois, se esquivaria, indiferente de tocá-lo, e olharia pela janela distraída, vendo riscarem o asfalto e o silêncio os carros a passar. Para onde iriam? Para casa, depois das diversões da noite? E quantas diversões não estariam a acontecer enquanto ela &lt;span style="font-size:180%;"&gt;perdesse o foco do olhar&lt;/span&gt;, e mirasse em ponto algum os minutos que passavam sem que nada para animar-lhe a alma acontecesse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Fosse outra situação, imaginava o menino, ela talvez acendesse &lt;span style="font-size:130%;"&gt;um cigarro&lt;/span&gt;... fosse outra situação, ele gentilmente lhe ofereceria isqueiro, conversa, beijos... Mas para que pensar no impossível? &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Não ofereceria o que não tivesse para dar&lt;/span&gt;: não fumava, não teria um isqueiro, e nem se atreveria a querer tocá-la. Porque era apenas um pequeno garoto. &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Tivera mil anos e seria apenas um pequeno garoto, dada a circunstância da ausência de sol entre as paredes.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Qual seria sua &lt;span style="font-size:180%;"&gt;secreta idade&lt;/span&gt;? &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tão velha quanto as melodias cinzentas de dias nublados, ou seria a juventude prematura de um copo de vinho que se esvai antes de chegar a meia noite?&lt;/span&gt; Antes de chegar a meia noite... havia nas horas um perfume – e não era o da ausência...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Silêncio..........&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Os &lt;span style="font-size:130%;"&gt;gatos&lt;/span&gt; estão voltando. Vieram, mesmo estando trancadas as portas do sujo banheiro. Não parecem contentes, &lt;span style="font-size:180%;"&gt;sua chegada não pode ser bom sinal.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Não há velas na pequena &lt;span style="font-size:180%;"&gt;capela&lt;/span&gt;. Quem sairá em procissão? Ela, nada sabe. Entra com a costumeira bandeja na mão, sobre ela &lt;span style="font-size:130%;"&gt;uma seringa e duas ampolas... &lt;/span&gt;Sobre &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ela&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;angústia de quem vê algo finito esgotar-se – vida!&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;Põe as mãos brancas sobre os &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;cachos castanhos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;do&lt;/span&gt; rapaz&lt;/span&gt;. Murmura baixinho uma música triste que nem sabe de onde vem. Olha para os aparelhos ao lado da cama, depois fixa-se na visão da manta xadrez de lã...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Dói!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Uma reta marca o fim.&lt;/span&gt; Hora de chamar os doutores, nada mais a fazer. Seringas inúteis, inútil amor por um corpo morto. Logo, porém, nem pensaria mais nisso. Quantas pessoas não morrem em um hospital? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os gatos gritam festa sobre o telhado, também imundo.&lt;/span&gt; Ronronam sua&lt;span style="font-size:180%;"&gt; boêmia&lt;/span&gt; e cantam mais uma canção de missão cumprida. Da janela, um &lt;span style="font-size:180%;"&gt;menino-homem, então vertido em luz&lt;/span&gt;, vê uma moça afagar o rosto inanimado que já lhe pertencera. Acabou-se o silêncio, voltam os ponteiros a girar. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Finda uma história, triste, como a saudade antecipada das últimas páginas, feliz pelo próprio término.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt; - Isso foi escrito há mais ou menos um ano, e sofreu algumas modificações durante esse tempo. Fosse hoje, tenho certeza de que seria completamente diferente. Talvez muito mais drama do que mistério mal explicado - e mal construído, aliás. Mas desse texto mesmo assim!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt; Essa tentativa de suspense, meio suspensa entre o simbólico e o irreal (valham-me deuses, daqui a pouco falo como crítica literária!), alivia um pouco os pensamentos - meus. Parece distante - tanto quanto o coitado que entravado numa cama de hospital desde menino, apesar da maturidade do próprio corpo (a jovem que o vê sente compaixão ou atração, ou os dois?), nunca se pôde fazer homem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;Enfim, é o relato de uma vida não plena. Então, peço licença, e agradeço por ser ainda um pouco "poliana". Mesmo com o clichê de todo dia, sou mais a plenitude!, mesmo que ela também seja fim! -&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2717889490437146762?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2717889490437146762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2717889490437146762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2717889490437146762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2717889490437146762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/03/casa-silncio-cigarros-inexistentes-e.html' title='Casa, silêncio, cigarros inexistentes e espera...'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_18Ex8G41u2o/R8y8ABciAhI/AAAAAAAAAAM/AqN2B7Jc9Tw/s72-c/gato-preto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5729877597994494192</id><published>2008-02-27T18:32:00.001-03:00</published><updated>2008-02-27T18:32:55.735-03:00</updated><title type='text'>Aos vencedores</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As canções cantarei todas&lt;br /&gt;Se elas cantarem a ti.&lt;br /&gt;Canto o teu nome se vences&lt;br /&gt;Pois para aqueles que perdem&lt;br /&gt;Canções seus nomes não têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inebriar-me-ei sempre&lt;br /&gt;Com hidromel das vitórias&lt;br /&gt;Sobre os que perdem, tão minhas,&lt;br /&gt;Se com hidromel se faz&lt;br /&gt;Um verdadeiro poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E amanhã, quando a ressaca&lt;br /&gt;Conosco não estiver,&lt;br /&gt;Lembra-te que os louros de ontem&lt;br /&gt;Desta coroa secaram.&lt;br /&gt;E caso não venças hoje&lt;br /&gt;O teu nome não será&lt;br /&gt;Por qualquer canção lembrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eterno assim seguirá,&lt;br /&gt;Contudo, aquele que vence&lt;br /&gt;Sem ter derrotado alguém&lt;br /&gt;Que não somente a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquece-te da injustiça;&lt;br /&gt;O problema é da memória&lt;br /&gt;Que de nossa morte esquece:&lt;br /&gt;É tanto aquele que vence&lt;br /&gt;Quanto aquele que é vencido,&lt;br /&gt;No fim das contas, pois, findos&lt;br /&gt;São ambos e muito pouco&lt;br /&gt;Resta, senão tal fascínio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pelas eternas batatas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5729877597994494192?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5729877597994494192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5729877597994494192&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5729877597994494192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5729877597994494192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/02/aos-vencedores.html' title='Aos vencedores'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-933679816245338092</id><published>2008-02-16T11:12:00.002-02:00</published><updated>2008-02-16T11:17:35.060-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Sentes o que sinto?</title><content type='html'>Essa vontade sem fim&lt;br /&gt;De abraçar-te enternamente...&lt;br /&gt;Como se eu fosse, assim,&lt;br /&gt;Viver só.. na tua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que olhes para mim&lt;br /&gt;Como quem ama e não mente,&lt;br /&gt;E me tire um beijo, enfim...&lt;br /&gt;Mesmo que mil vezes tente!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morda minha boca e nuca,&lt;br /&gt;Minh'alma e corpo, vem!&lt;br /&gt;Me devore toda e nua,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mostre-me o amor que tens.&lt;br /&gt;E quando eu for toda tua,&lt;br /&gt;Serei louca também!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-933679816245338092?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/933679816245338092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=933679816245338092&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/933679816245338092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/933679816245338092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/02/sentes-o-que-sinto.html' title='Sentes o que sinto?'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5817555531194591089</id><published>2008-02-11T02:37:00.001-02:00</published><updated>2008-02-11T03:04:34.270-02:00</updated><title type='text'>Pacote de um Janeiro Chuvoso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cadaumdaoquetem.blogger.com.br/Chuva.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.cadaumdaoquetem.blogger.com.br/Chuva.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero,&lt;br /&gt;não quero&lt;br /&gt;e posso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aguenta&lt;br /&gt;mente cançada,&lt;br /&gt;alma enlouquecida&lt;br /&gt;mais e mais&lt;br /&gt;de lições de vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha lição&lt;br /&gt;o silêncio,&lt;br /&gt;-logo eu,&lt;br /&gt;que sempre&lt;br /&gt;mastiguei&lt;br /&gt;a boa música!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(15/ 01/ 08)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Um pedido de desculpas...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última borboleta&lt;br /&gt;pousou em meu ombro&lt;br /&gt;só.&lt;br /&gt;Se foi ela,&lt;br /&gt;me fiquei silêncio,&lt;br /&gt;chegou o grito (&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só meu da&lt;br /&gt;borboleta que&lt;br /&gt;se foi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera eu&lt;br /&gt;houvesse&lt;br /&gt;só sol,&lt;br /&gt;e colorido&lt;br /&gt;esfumaçado&lt;br /&gt;para ouvir&lt;br /&gt;pulo estridente&lt;br /&gt;do meu chorar&lt;br /&gt;amordaçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das dores&lt;br /&gt;que não tive&lt;br /&gt;fiz maré,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das que tive:&lt;br /&gt;já disse, Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se foi em bater&lt;br /&gt;de asas&lt;br /&gt;minha voz,&lt;br /&gt;a última nota&lt;br /&gt;ouvido inocente&lt;br /&gt;afogou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora&lt;br /&gt;que me volto&lt;br /&gt;a mim,&lt;br /&gt;outro amarelo&lt;br /&gt;voar vejo&lt;br /&gt;a mim chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpas rasgadas,&lt;br /&gt;quase nova canção,&lt;br /&gt;e vi de sol&lt;br /&gt;e impensada&lt;br /&gt;impossível essa canção&lt;br /&gt;que concreto&lt;br /&gt;se fez o colorido&lt;br /&gt;esfumaçado,&lt;br /&gt;sorriso enfim&lt;br /&gt;encontrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(10/ 01/ 08)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei,&lt;br /&gt;qualquer coisa&lt;br /&gt;sentir,&lt;br /&gt;qualquer vôo&lt;br /&gt;me esconder,&lt;br /&gt;qualquer abrigo&lt;br /&gt;me acalmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu minto&lt;br /&gt;resignação,&lt;br /&gt;eu minto&lt;br /&gt;que por mim&lt;br /&gt;mesma me basto&lt;br /&gt;a noite acomodada&lt;br /&gt;à mercê de paixões&lt;br /&gt;que se passam&lt;br /&gt;em risos&lt;br /&gt;de um gole amargo&lt;br /&gt;de cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei&lt;br /&gt;se do que digo&lt;br /&gt;entendo&lt;br /&gt;a cor,&lt;br /&gt;se do que mendigo&lt;br /&gt;recebo mais&lt;br /&gt;que pés&lt;br /&gt;quebrados&lt;br /&gt;de pássaros&lt;br /&gt;embriagados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me guardo a mim&lt;br /&gt;as saudades&lt;br /&gt;que não atenderei,&lt;br /&gt;me guardo a mim&lt;br /&gt;a falta,&lt;br /&gt;a fuga (involuntária?)&lt;br /&gt;do me chamei céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(19/ 01/ 08)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-weight: bold;"&gt;[Alguém (e alguém lê isso, fora talvez um ou outro amigo de colégio, que também tenha a mania de transpirar versinhos a cada "sopro de vida"?) teve a pachorra de contar os "me"s e "mim"s?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-weight: bold;"&gt;Não deveria sentir vergonha, mas acho que seria bem mais útil que falasse menos de mim mesma. (Podem contar o último também!]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5817555531194591089?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5817555531194591089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5817555531194591089&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5817555531194591089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5817555531194591089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/02/pacote-de-um-janeiro-chuvoso.html' title='Pacote de um Janeiro Chuvoso'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-6766941546016227594</id><published>2008-02-03T20:44:00.002-02:00</published><updated>2008-02-26T09:33:31.045-03:00</updated><title type='text'>Não só aos Românticos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://terratemperamental.blogspirit.com/images/medium_pagu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://terratemperamental.blogspirit.com/images/medium_pagu.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Dos Românticos&lt;br /&gt;aos românticos&lt;br /&gt;dou meu último xingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chaga pulsa,&lt;br /&gt;perfurante sentir&lt;br /&gt;feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente malícia&lt;br /&gt;de ser entre curvas,&lt;br /&gt;aos olhos&lt;br /&gt;masculinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que dói&lt;br /&gt;na alma repartida&lt;br /&gt;é o sonho esbranquiçado,&lt;br /&gt;de mãos e corpos&lt;br /&gt;entrelaçados,&lt;br /&gt;na combinação&lt;br /&gt;que de amor&lt;br /&gt;chamam os loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos Românticos&lt;br /&gt;aos românticos,&lt;br /&gt;peço que parem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( - lágrimas em olhos&lt;br /&gt;de Mulher -&lt;br /&gt;não mais há tempo&lt;br /&gt;para donzelas,&lt;br /&gt;e nunca antes&lt;br /&gt;foi o tempo&lt;br /&gt;só delas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há descanso&lt;br /&gt;em filmes azuis&lt;br /&gt;cinema cor encanto&lt;br /&gt;- mentira! -&lt;br /&gt;tonalidade bebê.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos Românticos&lt;br /&gt;digo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No rebolado&lt;br /&gt;dos quadris&lt;br /&gt;- ingênuos! -,&lt;br /&gt;há uma gota,&lt;br /&gt;triste e escondida&lt;br /&gt;no sal da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[correção - um erro de ortografia crasso: minha especialidade!]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-6766941546016227594?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/6766941546016227594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=6766941546016227594&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6766941546016227594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6766941546016227594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/02/no-s-aos-romnticos.html' title='Não só aos Românticos'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1007572475772387588</id><published>2008-02-01T11:40:00.000-02:00</published><updated>2008-02-01T15:13:48.029-02:00</updated><title type='text'>Haikais</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Haikai para ler poesia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro de poesias é um ano&lt;br /&gt;Incrustado na impossibilidade&lt;br /&gt;De viver tudo de uma única vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Haikai da (in)definição&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ser humano vai ser&lt;br /&gt;Multiplicação do zero&lt;br /&gt;Pelo infinito, nem sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1007572475772387588?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1007572475772387588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1007572475772387588&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1007572475772387588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1007572475772387588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/02/haikais.html' title='Haikais'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5785066836410821501</id><published>2008-01-27T15:48:00.001-02:00</published><updated>2008-01-28T12:41:48.633-02:00</updated><title type='text'>Autentecidade (?)</title><content type='html'>Essa criança é extrovertida, sentimental e intuitiva! Daí, no meio de um monte de loucas constatações (talvez nem tão confiáveis assim), diz -se que gente dessa laia costuma gostar de escrever.&lt;br /&gt;Bingo! Eu gosto de escrever.&lt;br /&gt;Gosto, desde muito criança. Preferia inventar histórias sem pé nem cabeça, que contava para mim mesma, a ter com qualquer coisa de sol e suor, como costumam as brincadeiras infantis. Isso é fato, não nada digno de drama. E como tal aponta o óbvio: quem muito imagina não o faz enquanto joga bola com a molecada, sobe em cima de árvores, ou estora os joelhos para frear um carrinho de rolimã.&lt;br /&gt;E vai ver que é por isso que desde aí eu já poderia me enfiar em um refrão dos Beatles, com direito a depressivos cellos e a voz de moleque do Paul daqueles tempos. Ah, look at all the lonely people!&lt;br /&gt;Me expliquem, então, por que, afinal o rótulo “extrovertida”?&lt;br /&gt;Não, tenho de ser sincera. Acho mesmo que preservei a mania de imaginar, só que aprendi que não se pode gozar dessa loucura de pensar possibilidades impossíveis (porque existentes apenas em caracteres!) sem que se caia em uma outra forma de imaginação, muito mais letal. Já falaram na tal imaginação sociológica, e eu diria que não é a ela que me refiro (deixemos a contemplação estudiosa a quem tem paciência para estudar – porque eu não tenho, para mim ou se sonha ou se vive, e eu acho mesmo é que vivo sonhando). Na verdade, estou falando da imaginação sociopática – e me dou a licença de usar essa palavra do jeito que quiser, porque este texto é meu!&lt;br /&gt;Pois bem, saibam que para mim, nós, seres sociais, somos todos sociopatas! Primeiramente, porque ser nessa loucura que chamam de convívio social já é em si só uma espécie de patologia – que as inteligentíssimas amebas, muito mais evoluídas em sua simplicidade, conseguem garantir com a sua reprodução por cissiparidade. Nós, seres humanos, simplesmente para espalharmos a nhaca (faço questão de não usar “aspas” para coroar essa palavra!) contida em nossos genes, temos lá de nos atracarmos uns aos outros – o que não é ruim, mas, convenhamos, não existisse, também não sentiríamos sua falta (ninfomaníacos, desculpem-me...).&lt;br /&gt;Voltando (antes que me perca em outra digressão, muito provavelmente inútil): nossa sociopatia é aquela coisa, mesmo muito ridícula, de sermos não sendo. Lispector me entenderia, e só para imitá-la (porque é isso que fazem os medíocres, imitam!), eu diria que nem mil tempestades tocadas em um trágico noturno ao piano poderiam por fim a esse vazio. (Mui piegas, não?)&lt;br /&gt;Queres entender? Então, responde, rápido! Rápido.&lt;br /&gt;Quando foi a última vez em que mentiste?&lt;br /&gt;Eu te digo que foi agora, agorinha mesmo, enquanto pensavas que nada há de mal nisso, porque todos mentimos. Mentiste a ti mesmo por não chamar-te na própria consciência de mentiroso, que és. Vês? Estás sendo na imagem que te fazes de ti (inocente!), sem que de fato sejas (és culpado!).&lt;br /&gt;E assim é a sociopatia. É a apatia de achar natural dizer gostar de um amargo copo de cerveja enquanto se prefere algo bestamente infantil e ridículo: como algodão doce, por exemplo. Lembrei-me agora do grande blasé (e às vezes um pouco chato) Renato Russo. Mas você só quer algodão doce, ele reclamou. E quem é que não quer, meu brasiliense falecidamente frustrado?&lt;br /&gt;Eu confesso.&lt;br /&gt;Tenho a arma na mão, engatilhada contra mim mesma. Adoro açúcar. Lambo os lábios lascivamente quando penso em açúcar. Fosse a minha vida inteira feita de açúcar! Fossem todos os meus dias chumaços coloridos de algodão doce. Que droga!&lt;br /&gt;Cá estou eu a despejar um bom tanto da minha adocicada amargura. Extrovertida, sim? Pois sim, do contrário me trancaria entre as paredes rosa do meu quarto de princesa de lugar nenhum, sonhando minhas historinhas romanticamente bobas de menina ingênua. De fato, eu sou menina ingênua, e não fosse, não me chamaria a mim mesma algo tão delicado quanto uma Pétala.&lt;br /&gt;Não... não...&lt;br /&gt;Minha extroversão me chama à sociopatia. E socialmente me faço forte. Tanto que até acredito. Como era mesmo que pensaria Nietzsche? Humana, demasiado humanamente, tanto finjo a força, que até acredito que a tenho.&lt;br /&gt;Pois olhem para mim. Consigo o que quero, não consigo! Pareço confortável com meu interminável repertório de dizeres sarcásticos?&lt;br /&gt;Pois estou sendo, e esse meu ser é não ser. Não ser como não se pode ser a imagem que se pinta em uma tosca aquarela de péssima qualidade, que vai desbotar!&lt;br /&gt;E nesse quadro, ao lado de um rosto aparentemente forte, está lá, a Pétala. Caidinha, tímida e sensível como uma espécie de felino ferido. E quem é que repara nos detalhes, para ver que o mais natural do quadro é o que se encontra bem naquele cantinho, delicado em tons lilases: cores frias, talvez um pouco tristes.&lt;br /&gt;A sociopatia ensina: se não podes ser feliz, desdenha a felicidade. E eu a mando à merda, com gosto. Ah, eu me faço amarga, não é? Meu medo me faz amarga, não?&lt;br /&gt;Espera... Ouviste bem, eu disse medo, não foi?&lt;br /&gt;Sim... Pois bem, cheguei no miolo da questão. Bem ali, de onde sai o néctar da flor de que um dia já me projetei antes que me caísse em uma pintura triste. Ouço um zum zum de abelhas. Será que vou me irritar com esse barulho?&lt;br /&gt;Não... tão perto, o cheiro doce não permite as asperezas do espírito. Alguma coisa platônica fala pouco mais alto em mim. Baixinho, baixinho, baixinho, estou escutando. E não há que se temer a ausência de outras cores, se o miolo ali é amarelo, e se encontra bem firme em verdes folhas.&lt;br /&gt;De fato, tudo isso um dia apodrecerá. Há de morrer. E aí deixarei de ser não sendo. Simplesmente não serei por não ser, e aí chegará o que de mais coerente pode haver entre as gentes humanas. Ali, bem ali, porém, eu não tenho medo.&lt;br /&gt;Será que voltei para o meu quarto cor de rosa?&lt;br /&gt;Não! Não houve enganou. Extrovertidamente, não estou imaginando, estou relatando (minha vida cara à cara com o mundo – um melodrama em doses homeopáticas de histérica lucidez! – não, não estará nos cinemas!). E quando relato, revivo. A sensação lilás da Pétala caída. E o vermelho firme a emoldurar um rosto altivo. Eu disse que Lispector me entenderia. Talvez também ela se achasse Pétala, e de Pétala se fizesse fria e inacessível, uma estátua de mármore escuro cujo toque de gelo só faz lembrar. Faz lembrar que tem de haver que em ser não se brinca.&lt;br /&gt;O que eu chamo de sociopatia não se pode fazer em estupidez. Ela sabia. Eu, estou aprendendo, e há icontáveis vírgulas entre sujeito e verbo!&lt;br /&gt;Aprendendo a não temer os toques. Dedos ávidos podem despedaçar o pequeno traço de flor que se cai em suspiro. Então que a flor, para ser flor, seja simplesmente. E mostre que em seu lilás há um colorido letal! Morre quem de flor não puder sentir o frescor (e me desculpo pela acidental rima interna de péssimo gosto!). E o que de flor se faz, que se dê a si força (mesmo a que pensa não ter), que é para alertar: o quão trágica é a vida sem perfumes vegetais de leveza, que não são só do aparelho reprodutor, intímo porém externo,dos súditos do reino plantae.&lt;br /&gt;Talvez Pétala, para ser cheia, tenha mesmo de ser vazia.&lt;br /&gt;Mas Pétala é.&lt;br /&gt;Eu sou.&lt;br /&gt;E não há Nietzsche que me possa volver da minha demasiada humanidade.&lt;br /&gt;Acabo de me convencer de que acreditar no que finjo - é a minha salvação: desde que eu saiba que o meu fingimento não se deve fazer por medo, mas por ser fortaleza, o que só em delicadeza se faz autenticidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5785066836410821501?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5785066836410821501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5785066836410821501&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5785066836410821501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5785066836410821501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/01/autentecidade.html' title='Autentecidade (?)'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1721871463926903093</id><published>2008-01-26T18:27:00.000-02:00</published><updated>2008-01-29T15:44:05.539-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Amor Inconformado</title><content type='html'>Agora é tudo pior, muito ardor...&lt;br /&gt;Porque tudo o que sinto é pura dor!!&lt;br /&gt;A mulher, a saudade e o meu desejo...&lt;br /&gt;É tudo aflição que vem em sobejo!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dói, no coração de um amador,&lt;br /&gt;Aquilo a que ele não pode fim pôr:&lt;br /&gt;À dor do amor que só eu tão bem vejo,&lt;br /&gt;Pois sou o amo deste louco latejo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o quê, em face de tanta beleza?&lt;br /&gt;Viver de quê, se és tão-só tu quem eu almejo?&lt;br /&gt;Se és tu quem mantém minha chama tão acesa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se até mesmo o que tens de mais feio, o molejo,&lt;br /&gt;Com toda a franqueza, só me lembra uma alteza?!?&lt;br /&gt;Não vivemos... Não te rogo... Sim! Te apedrejo!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1721871463926903093?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1721871463926903093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1721871463926903093&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1721871463926903093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1721871463926903093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/01/soneto-do-amor-inconformado-agora-tudo.html' title='Amor Inconformado'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8352414887930809047</id><published>2008-01-24T10:43:00.000-02:00</published><updated>2008-01-24T10:50:23.993-02:00</updated><title type='text'>Inquisição poética</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:65%;"&gt;&lt;em&gt;Eu canto as monstruosas mentiras dos poetas antigos&lt;br /&gt;Nunca vistas pelos olhos humanos, quer agora quer então.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;– Ovídio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Morte aos poetas imundos&lt;br /&gt;Que da sujeira não são&lt;br /&gt;Nem nunca foram bem limpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilhotina às poetisas&lt;br /&gt;Que gozaram tantas vezes&lt;br /&gt;No silêncio de entrelinhas,&lt;br /&gt;Obliterando as vergonhas&lt;br /&gt;Com tão frígidas estrofes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de ninfas do Tejo&lt;br /&gt;– Pois as ninfas não existem&lt;br /&gt;Das pedras pelo caminho&lt;br /&gt;– Caminhos não são de pedras?&lt;br /&gt;E da imensidão salgada&lt;br /&gt;– Seja teu choro ou teu mar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que explodam em cataclismos&lt;br /&gt;Os pastorzinhos restantes,&lt;br /&gt;Adoradores dos ventos,&lt;br /&gt;Dos vastos verdes dos bancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta assimetria em versos!&lt;br /&gt;São tantas razões impuras&lt;br /&gt;Que não mais reluz, nem ouro,&lt;br /&gt;O tesouro dos sonetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos mapas desenhados&lt;br /&gt;Com proporções duvidosas.&lt;br /&gt;Mundo a partir de outro mundo&lt;br /&gt;Um mesmo mundo há de ser&lt;br /&gt;Terrivelmente infiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Queimem tudo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8352414887930809047?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8352414887930809047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8352414887930809047&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8352414887930809047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8352414887930809047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/01/inquisio-potica.html' title='Inquisição poética'/><author><name>JJ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16097619002792031632</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-6251707885520676934</id><published>2008-01-21T17:22:00.001-02:00</published><updated>2008-01-21T17:30:27.565-02:00</updated><title type='text'>A felicidade...</title><content type='html'>Para aqueles que não conhecem ou conhecem pouco (categoria em que me enquadro) o poeta francês &lt;em&gt;Paul Fort (1872 - 1960),&lt;/em&gt; um poema belíssimo &lt;em&gt;:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Le bonheur&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Le bonheur est dans le pré. Cours-y vite, cours-y vite.&lt;br /&gt;Le bonheur est dans le pré. Cours-y vite. Il va filer.&lt;br /&gt;Si tu veux le rattraper, cours-y vite, cours-y vite. Si tu&lt;br /&gt;veux le rattraper, cours-y vite. Il va filer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dans l’ache et le serpolet, cours-y vite, cours-y vite,&lt;br /&gt;dans l’ache et le serpolet, cours-y vite. Il va filer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sur les cornes du bélier, cours-y vite, cours-y vite, sur&lt;br /&gt;les cornes du bélier, cours-y vite. Il va filer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sur le flot du sourcelet, cours-y vite, cours-y vite, sur&lt;br /&gt;le flot du sourcelet, cours-y vite. Il va filer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De pommier en cerisier, cours-y vite, cours-y vite, de&lt;br /&gt;pommier en cerisier, cours-y vite. Il va filer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saute par-dessus la haie, cours-y vite, cours-y vite.&lt;br /&gt;Saute par-dessus la haie, cours-y vite ! il a filé !&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-6251707885520676934?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/6251707885520676934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=6251707885520676934&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6251707885520676934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6251707885520676934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/01/felicidade.html' title='A felicidade...'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8570391400318278822</id><published>2008-01-16T13:41:00.000-02:00</published><updated>2008-01-16T13:56:35.940-02:00</updated><title type='text'>Semi genérico de feminilidade</title><content type='html'>Sou,&lt;br /&gt;vespertina estrela que não fui,&lt;br /&gt;futuro que não saberei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saia rendada&lt;br /&gt;em voltas,&lt;br /&gt;salto alto,&lt;br /&gt;sandálias vermelhas,&lt;br /&gt;ombros cansados,&lt;br /&gt;juventude queimada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho&lt;br /&gt;espelho,&lt;br /&gt;não penso:&lt;br /&gt;sinto!,&lt;br /&gt;bolhas nos pés&lt;br /&gt;- é preciso&lt;br /&gt;descanso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso&lt;br /&gt;paciência&lt;br /&gt;tecnologia de ponta&lt;br /&gt;para aprisionar&lt;br /&gt;os espasmos da&lt;br /&gt;saia rodada rendada,&lt;br /&gt;das sandálias vermelhas amarguradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso&lt;br /&gt;brinquedo,&lt;br /&gt;mais que unhas&lt;br /&gt;cumpridas&lt;br /&gt;cintiladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes fosse apenas&lt;br /&gt;preciso&lt;br /&gt;brilho de estrelas&lt;br /&gt;afiadas,&lt;br /&gt;mas falha à memória&lt;br /&gt;tempo em que com&lt;br /&gt;tão muito&lt;br /&gt;o pouco de alma&lt;br /&gt;se acalmava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser estrela -&lt;br /&gt;poder ser nada&lt;br /&gt;sentindo-se&lt;br /&gt;tudo:&lt;br /&gt;o grande absurdo&lt;br /&gt;que se vê em barra&lt;br /&gt;de saia&lt;br /&gt;a tragédia&lt;br /&gt;da renda esgarçada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8570391400318278822?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8570391400318278822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8570391400318278822&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8570391400318278822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8570391400318278822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/01/semi-genrico-de-feminilidade.html' title='Semi genérico de feminilidade'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2880374731677090193</id><published>2008-01-09T17:56:00.000-02:00</published><updated>2008-01-09T18:01:26.528-02:00</updated><title type='text'>Soneto da vida ou da morte (depende de ti)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Para minha amada,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;na vida ou na morte.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um presente divino de seda mui fina&lt;br /&gt;Por mulher consagrada, tecida e bordada&lt;br /&gt;E no ventre gerada, dos vivos é sina&lt;br /&gt;Sem sentido, vos digo na falta da amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da vida, desgraça de morte&lt;br /&gt;Para longe te quero, Ó corsário malvisto&lt;br /&gt;Entretanto te chamo, que enfrente tal sorte&lt;br /&gt;Sem a amada pra amar, vou contigo Mefisto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a face da morte eu jamais temerei&lt;br /&gt;Quando deita e adormece em meu peito em apuro&lt;br /&gt;Quando os olhos da amada nos meus repousar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso a vida lhe falte, meu amor, eu te juro:&lt;br /&gt;Que vivendo sem ti, morrerei pra te amar&lt;br /&gt;E morrendo contigo, eu porém viverei. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2880374731677090193?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2880374731677090193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2880374731677090193&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2880374731677090193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2880374731677090193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/01/soneto-da-vida-ou-da-morte-depende-de.html' title='Soneto da vida ou da morte (depende de ti)'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-954157000056001209</id><published>2008-01-06T10:13:00.000-02:00</published><updated>2008-01-06T10:34:59.338-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Reis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pessoa'/><title type='text'>Não resisti...</title><content type='html'>... E vou postar agora Ricardo Reis.&lt;br /&gt;Por muito tempo fui reticente. Sempre temi que qualquer poesia de Pessoa jogaria no limbo todas as tentativas poéticas deste blog. Não mais temerei.&lt;br /&gt;Fiquem agora com duas Odes maravilhosas que Ricardo organizou para o que chamaria de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Livro primeiro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rosas amo dos jardins de Adónis,&lt;br /&gt;Essas volucres amo, Lídia, rosas,&lt;br /&gt;Que em o dia em que nascem,&lt;br /&gt;Em esse dia morrem.&lt;br /&gt;A luz para elas é eterna, porque&lt;br /&gt;Nascem nascido já o sol, e acabam&lt;br /&gt;Antes que Apolo deixe&lt;br /&gt;O seu curso visível.&lt;br /&gt;Assim façamos nossa vida um dia,&lt;br /&gt;Inscientes, Lídia, voluntariamente&lt;br /&gt;Que há noite antes e após&lt;br /&gt;O pouco que duramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XVII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queiras, Lídia, edificar no spaço&lt;br /&gt;Que figuras futuro, ou prometer-te&lt;br /&gt;Amanhã. Cumpre-te hoje, não sperando.&lt;br /&gt;Tu mesma és tua vida.&lt;br /&gt;Não te destines, que não és futura.&lt;br /&gt;Quem sabe se, entre a taça que esvazias,&lt;br /&gt;E ela de novo enchida, não te a sorte&lt;br /&gt;Interpõe o abismo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-954157000056001209?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/954157000056001209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=954157000056001209&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/954157000056001209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/954157000056001209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/01/no-resisti.html' title='Não resisti...'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5179732528048996763</id><published>2008-01-02T14:13:00.000-02:00</published><updated>2008-01-02T20:20:20.286-02:00</updated><title type='text'>Cantiga (com ressalvas) de ano novo</title><content type='html'>Novo ano é vaga que vem&lt;br /&gt;Em borbulhas vem sonhando&lt;br /&gt;Livre e solto no mar brando&lt;br /&gt;Com a vida que não tem.&lt;br /&gt;– Ide logo! Desta água aproveitai!&lt;br /&gt;– Ide logo! Rumo à vaga que esvai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo ano faz primavera&lt;br /&gt;Das flores e cheiros tantos&lt;br /&gt;Dos risos, festas e cantos&lt;br /&gt;Das noites sem fim, quem dera...&lt;br /&gt;– Apressai-vos! O degelo começa!&lt;br /&gt;– Apressai-vos! Pelos prados, depressa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo ano é potro selvagem&lt;br /&gt;Belo corcel indomável&lt;br /&gt;Coiceando – formidável!&lt;br /&gt;Ditadores da pastagem.&lt;br /&gt;– Cuidado! Não vades tentar domá-lo!&lt;br /&gt;– Cuidado! Não sois o amo do cavalo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo ano é céu de mistério&lt;br /&gt;De regentes e ascendentes&lt;br /&gt;Dos planetas complacentes&lt;br /&gt;Com berçário e cemitério.&lt;br /&gt;– Preparai-vos! Marte vai pra Plutão!&lt;br /&gt;– Preparai-vos! Lá vem o escorpião!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo ano é chuva que cai&lt;br /&gt;De altas nuvens de algodão&lt;br /&gt;Expurgando almas do chão&lt;br /&gt;Graças, em nome do Pai.&lt;br /&gt;– Perdoar não está no imperativo!&lt;br /&gt;– Perdoar não é verbo compulsivo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo ano de ano não passa&lt;br /&gt;Como o velho assim também&lt;br /&gt;Muitos anos, nada além&lt;br /&gt;E a vida? Que sem graça!&lt;br /&gt;– Vivei! Todo ano tem a mesma idade!&lt;br /&gt;– Vivei! Pois viver é continuidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5179732528048996763?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5179732528048996763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5179732528048996763&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5179732528048996763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5179732528048996763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2008/01/cantiga-com-ressalvas-de-ano-novo.html' title='Cantiga (com ressalvas) de ano novo'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-7626874108612892717</id><published>2007-12-18T23:55:00.000-02:00</published><updated>2007-12-19T00:11:17.564-02:00</updated><title type='text'>Poema da Passagem (ou um poema frustrado)</title><content type='html'>A morte que não me chama&lt;br /&gt;ao Tempo&lt;br /&gt;negro felino&lt;br /&gt;de amarelo observar.&lt;br /&gt;Tão hoje vi teu retrato&lt;br /&gt;que na tua vista&lt;br /&gt;de agora, me vi passado.&lt;br /&gt;Me declarei a ti&lt;br /&gt;o que amei&lt;br /&gt;e hoje a mim&lt;br /&gt;me tenho acabado.&lt;br /&gt;As suas mãos&lt;br /&gt;não mais tatearão&lt;br /&gt;velhas paredes de pedra&lt;br /&gt;tão menos pedra&lt;br /&gt;se fez meu sentir.&lt;br /&gt;Quando que me lembro&lt;br /&gt;que na sua partida&lt;br /&gt;será parte a minha&lt;br /&gt;ida, a não além&lt;br /&gt;que eu não possa&lt;br /&gt;ver agora.&lt;br /&gt;E tanto que te choro&lt;br /&gt;a tua ida&lt;br /&gt;para mim sem hora&lt;br /&gt;e tanto que me imploro&lt;br /&gt;muralha azul&lt;br /&gt;de fortaleza celeste!&lt;br /&gt;Tanto que meu cantar&lt;br /&gt;os acordes do fim...&lt;br /&gt;Tanto que me fino&lt;br /&gt;no teu fino sorriso&lt;br /&gt;de não me saber&lt;br /&gt;caber no teu peito&lt;br /&gt;o que preciso.&lt;br /&gt;Que já agora não pedi&lt;br /&gt;nem perdi&lt;br /&gt;a ardência embriagante&lt;br /&gt;minha garganta arranhar.&lt;br /&gt;Tão agora que tua ida&lt;br /&gt;me move&lt;br /&gt;a te aguardar&lt;br /&gt;e saber que não virá.&lt;br /&gt;Tanto que agora&lt;br /&gt;a cauda me toca&lt;br /&gt;os pés pasmos&lt;br /&gt;- os olhos que não sei definir&lt;br /&gt;se não em cor&lt;br /&gt;a sua amarela mensagem,&lt;br /&gt;que não me achei a mim&lt;br /&gt;a minha passagem&lt;br /&gt;do encontro que lacei&lt;br /&gt;em largos tragos&lt;br /&gt;da abstinência silenciosa&lt;br /&gt;do teu curioso afago.&lt;br /&gt;Se é o Tempo&lt;br /&gt;ou você&lt;br /&gt;que a ti tanto&lt;br /&gt;me alucinei...&lt;br /&gt;Se é mentir&lt;br /&gt;dizer da sua boca&lt;br /&gt;que tão longe&lt;br /&gt;tanto a amei...&lt;br /&gt;Se é fugir&lt;br /&gt;que para onde ir&lt;br /&gt;já me abandonei...&lt;br /&gt;Que entre Arcadas&lt;br /&gt;de anos lavados&lt;br /&gt;nos levamos e paramos&lt;br /&gt;longe&lt;br /&gt;onde lenta tentativa&lt;br /&gt;nos tenta levar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-7626874108612892717?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/7626874108612892717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=7626874108612892717&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7626874108612892717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7626874108612892717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/12/poema-da-passagem-ou-um-poema-frustrado.html' title='Poema da Passagem (ou um poema frustrado)'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5607216703762083748</id><published>2007-12-16T10:46:00.000-02:00</published><updated>2007-12-16T10:49:44.173-02:00</updated><title type='text'>Rascunho não é...</title><content type='html'>A sugestão da semana é um site interessante sobre literatura.&lt;br /&gt;Tenho que confessar: eu mesmo não tive tempo suficiente de conhecê-lo bem. Fiquei na superfície. Espero que o gelo não derreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rascunho.rpc.com.br/index.php"&gt;http://rascunho.rpc.com.br/index.php&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5607216703762083748?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5607216703762083748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5607216703762083748&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5607216703762083748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5607216703762083748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/12/rascunho-no.html' title='Rascunho não é...'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-847130149643995364</id><published>2007-12-14T03:51:00.000-02:00</published><updated>2007-12-30T13:00:02.623-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Soneto do Amor Apático</title><content type='html'>Ai! Eu sinto que te amo tanto!&lt;br /&gt;E toma-me uma dor o peito...&lt;br /&gt;De forma tão vil, te garanto,&lt;br /&gt;Pois sei que o que tenho feito,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz só sentir-me louco e em pranto!&lt;br /&gt;E disso não tiro proveito.&lt;br /&gt;Pois sem esse teu belo encanto,&lt;br /&gt;Viver é tudo o que eu rejeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah.. e sempre que eu te queria,&lt;br /&gt;Não sei o porquê do imperfeito,&lt;br /&gt;É porque quando tu sorrias,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-me o homem eleito,&lt;br /&gt;A transformar-te em poesia...&lt;br /&gt;Porém, não beijaste o meu leito!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beteto 13/12/2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="80" width="300"&gt;&lt;param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/XrHT84p4ae/aus=false/"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://media.imeem.com/m/XrHT84p4ae/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="80" width="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-847130149643995364?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/847130149643995364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=847130149643995364&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/847130149643995364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/847130149643995364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/12/soneto-da-apatia.html' title='Soneto do Amor Apático'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-3314007387345697179</id><published>2007-12-10T17:01:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T03:05:37.062-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Soneto da Incompreensão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/R12Nq94adrI/AAAAAAAAAt8/uez63KVBz6A/s1600-h/veado+louco_resize.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/R12Nq94adrI/AAAAAAAAAt8/uez63KVBz6A/s400/veado+louco_resize.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142422118832174770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Oh, que loucura tem essa mulher?&lt;br /&gt;Diz asneiras.. que não posso senti-la...&lt;br /&gt;Ouço, onusto de uma dor beluína,&lt;br /&gt;Que os frutos deste amor não vou colher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, soubesse ela como é bom viver,&lt;br /&gt;Ter prazer sendo a minha alta pupila...&lt;br /&gt;Que amor vivido assim jamais oscila,&lt;br /&gt;E nem quando há um atro anoitecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo o pior é: me ama também...&lt;br /&gt;E não poderei jamais possuí-la?&lt;br /&gt;Ah, pudera eu lhe mondar o desdém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o tempo cheira a despedida.&lt;br /&gt;Como um cadáver pálido, porém,&lt;br /&gt;Digo adeus sem volta: sou um homicida!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beteto 17/06/2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-3314007387345697179?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/3314007387345697179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=3314007387345697179&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/3314007387345697179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/3314007387345697179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/12/soneto-da-incompreenso.html' title='Soneto da Incompreensão'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/R12Nq94adrI/AAAAAAAAAt8/uez63KVBz6A/s72-c/veado+louco_resize.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1918539931672130306</id><published>2007-12-09T10:59:00.000-02:00</published><updated>2007-12-09T11:10:27.039-02:00</updated><title type='text'>Para degustação</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A TRAGÉDIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;NOITE&lt;br /&gt;1ª PARTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FAUSTO &lt;em&gt;(Intranquilo, ele está sentado num alto mocho ao lado de sua escrivaninha. O quarto em que se acha é pequeno e abobadado)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Estudei ardentemente tanta filosofia,&lt;br /&gt;direito e medicina&lt;br /&gt;E infelizmente muita Teologia,&lt;br /&gt;Tudo investiguei, com esforço e disciplina,&lt;br /&gt;E assim me encontro eu, qual pobre tolo, agora&lt;br /&gt;Tão sábio e tão instruído quanto fora um dia!&lt;br /&gt;Primeiro fui assistente e em seguida doutor;&lt;br /&gt;Dez anos ensinando; autêntico impostor&lt;br /&gt;A subir e a descer por todos os lados&lt;br /&gt;Estudantes à volta em mim sempre grudados&lt;br /&gt;E chego ao fim de tudo ignorante em tudo!&lt;br /&gt;Coração a ferver! Para que tanto estudo!&lt;br /&gt;Não supero em saber os tolos e doutores,&lt;br /&gt;Nem sei mais do que os Mestres, padres e escritores.&lt;br /&gt;Dúvida? Escrúpulo? De tudo já dei cabo.&lt;br /&gt;Não mais me assombra o Inferno, e nem mesmo o Diabo;&lt;br /&gt;Fugiu todo o prazer da minha adolescência,&lt;br /&gt;Não me interessa mais do Direito a ciência,&lt;br /&gt;Nem a tarefa árdua de ensinar,&lt;br /&gt;Aos homens converter e doutrinar.&lt;br /&gt;Não ganhei dinheiro, quase não tenho nada,&lt;br /&gt;Nem a glória do mundo e seus doces prazeres;&lt;br /&gt;Por que viver como se fosse um cão!&lt;br /&gt;Apego-me à magia. É uma salvação.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fausto, &lt;/em&gt;de J. W. Goethe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1918539931672130306?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1918539931672130306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1918539931672130306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1918539931672130306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1918539931672130306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/12/para-degustao.html' title='Para degustação'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1393102092002828792</id><published>2007-12-08T20:55:00.000-02:00</published><updated>2007-12-08T21:19:49.157-02:00</updated><title type='text'>Completude da ausência</title><content type='html'>Não tens piedade&lt;br /&gt;e não vens para gracejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos pensa enganar&lt;br /&gt;com teu precioso olhar&lt;br /&gt;de pedra transparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;és bela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;és quase tragédia&lt;br /&gt;em teus matizes de rosa&lt;br /&gt;alegria desesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto mais distante&lt;br /&gt;posso olhá-la além&lt;br /&gt;tão mais cínico&lt;br /&gt;se faz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teu desesperado gargalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que na tua presença&lt;br /&gt;sei odiar-te amando&lt;br /&gt;tua volúpia louca&lt;br /&gt;de ser incompleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A completude da tua ausência&lt;br /&gt;- não quero nem imaginar!! -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio-te por te fazeres plena&lt;br /&gt;quando te esvais&lt;br /&gt;em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;trêmulos&lt;/span&gt; anos de procura,&lt;br /&gt;de presente que se vai passando,&lt;br /&gt;enquanto sei que em futuro&lt;br /&gt;te irás passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio-te, pureza,&lt;br /&gt;enquanto tão mais aurora&lt;br /&gt;tu te farás em silêncio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida&lt;br /&gt;que de tão magníficos&lt;br /&gt;sentires e olhares,&lt;br /&gt;se afasta em instante só&lt;br /&gt;e és na treva de si mesma&lt;br /&gt;tanta luz&lt;br /&gt;que no seu ser escuridão&lt;br /&gt;- solidão, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;impresente&lt;/span&gt; frieza -&lt;br /&gt;te chamam-te morte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1393102092002828792?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1393102092002828792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1393102092002828792&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1393102092002828792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1393102092002828792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/12/completude-da-ausncia.html' title='Completude da ausência'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-740119452788259720</id><published>2007-12-08T10:35:00.000-02:00</published><updated>2007-12-08T10:54:36.299-02:00</updated><title type='text'>Café da tarde</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aquela mesa de verdades&lt;br /&gt;Com sábios bules&lt;br /&gt;Xícaras honestas&lt;br /&gt;Colheres, facas e garfos&lt;br /&gt;Fiéis serviçais de tantos anos&lt;br /&gt;Dá abrigo cegamente&lt;br /&gt;Aos pãezinhos inocentes&lt;br /&gt;À manteiga incapaz de fazer mal&lt;br /&gt;Ao chá de boa índole&lt;br /&gt;Ao café de família tradicional&lt;br /&gt;Ao leite sem antecedentes criminais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babel de muitas frutas&lt;br /&gt;Todas de boa reputação&lt;br /&gt;Exceto pela maçã&lt;br /&gt;Procurada internacionalmente&lt;br /&gt;Por transgressão delinqüente&lt;br /&gt;E seqüestro de ventre&lt;br /&gt;(Ela é ilha comunista)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vila camponesa&lt;br /&gt;De profissionais liberais&lt;br /&gt;Da broa perfumada&lt;br /&gt;Que se entrega fácil&lt;br /&gt;Do sagrado mel&lt;br /&gt;Que nos cura de tudo&lt;br /&gt;Da goiabada chorosa&lt;br /&gt;Longe de seu queijo protetor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outros moradores&lt;br /&gt;Todos bem apessoados&lt;br /&gt;Como a torta de morango&lt;br /&gt;A mais direita que conheço&lt;br /&gt;O doce de leite criança&lt;br /&gt;Com sotaque moroso&lt;br /&gt;Ou o bolinho de coco&lt;br /&gt;Seduzindo muitas bocas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Latino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menção honrosa&lt;br /&gt;Para a avó mafiosa&lt;br /&gt;Cabeça pensante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desta violenta operação&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-740119452788259720?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/740119452788259720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=740119452788259720&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/740119452788259720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/740119452788259720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/12/caf-da-tarde.html' title='Café da tarde'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1201800555481495533</id><published>2007-12-06T09:52:00.000-02:00</published><updated>2007-12-06T09:54:46.261-02:00</updated><title type='text'>Beijo da língua</title><content type='html'>Quis amar de muitas formas&lt;br /&gt;Como feijoada e samba&lt;br /&gt;Com gols e braços abertos&lt;br /&gt;Com tiros cordiais&lt;br /&gt;Pelos morros e florestas&lt;br /&gt;Pelos campos&lt;br /&gt;Doces&lt;br /&gt;De saudáveis grãos&lt;br /&gt;Ou cheios de vitamina C&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis amar incondicionalmente&lt;br /&gt;De terra no olho&lt;br /&gt;Cerrado&lt;br /&gt;Os amantes sem amor&lt;br /&gt;Nômades&lt;br /&gt;Os profetas João&lt;br /&gt;Vão bem&lt;br /&gt;Obrigado&lt;br /&gt;Os camaradas de sangue&lt;br /&gt;Ah camaradas de sangue&lt;br /&gt;Os irmãos do bezerro de ouro&lt;br /&gt;Bem-aventurados sejam eles&lt;br /&gt;Os vegetarianos dos trópicos&lt;br /&gt;As plantas carnívoras&lt;br /&gt;Do plano e do alto&lt;br /&gt;Eles todos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis amar à força&lt;br /&gt;Até tristeza em alto-mar&lt;br /&gt;Poesia e fado&lt;br /&gt;Raparigas e retretes&lt;br /&gt;Deus e Camões&lt;br /&gt;Que nunca se entenderam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não amei&lt;br /&gt;Nem me amaram&lt;br /&gt;Não há sujeito oculto&lt;br /&gt;Nem indeterminado&lt;br /&gt;Na gramática do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o beijo de língua&lt;br /&gt;Com gosto de &lt;em&gt;Champagne&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na tela de cinema&lt;br /&gt;É minha república em greve&lt;br /&gt;Meu te amo traduzido&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Français, Je parle français&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1201800555481495533?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1201800555481495533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1201800555481495533&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1201800555481495533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1201800555481495533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/12/beijo-da-lngua.html' title='Beijo da língua'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-4175790719755038311</id><published>2007-12-03T22:58:00.001-02:00</published><updated>2007-12-03T23:45:56.586-02:00</updated><title type='text'>Melopéia de São Paulo sustenido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Sarjeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cinzenta, concreto suspiro:&lt;br /&gt;travesseiros de pedra,&lt;br /&gt;corpos estendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre escolha imposta&lt;br /&gt;da liberdade marginal&lt;br /&gt;não ter de ser&lt;br /&gt;por não poder ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E mãos atiradas às moedas&lt;br /&gt;doídas de pedir e de viver.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheiro paulistano&lt;br /&gt;dos corações arrebentados,&lt;br /&gt;amarelo sujo&lt;br /&gt;de corpos cansados&lt;br /&gt;e almas caladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canção empoeirada&lt;br /&gt;de mortes ignoradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto se canta tão mal&lt;br /&gt;aclamada&lt;br /&gt;miséria das ruas,&lt;br /&gt;tão comentada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(miséria das vidas:&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;maldição ignorada.)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tenho minhas dúvidas. Não sei se esse é um bom poema, mas foi o primeiro que me veio a essa  cabeça de vento quando pensei em postar algo neste blog. De fato, não me importo em pisar aqui com pé esquerdo, já que a confusão que acabo de escrever foi colocada em papel por uma mão também esquerda. E se piso no terreno dos Arautos da Má Notícia, antes de esparramar qualquer coisa flor, deixo um pouco  dos agouros ruidosos da minha rotina.&lt;br /&gt;Por enquanto me despeço. Até mais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-4175790719755038311?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/4175790719755038311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=4175790719755038311&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4175790719755038311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/4175790719755038311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/12/melopia-de-so-paulo-sustenido.html' title='Melopéia de São Paulo sustenido'/><author><name>Laura C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12693578107148100601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1152387338054493958</id><published>2007-12-02T11:19:00.000-02:00</published><updated>2007-12-03T17:37:12.110-02:00</updated><title type='text'>Recomendação, a mais forte</title><content type='html'>Talvez muitos não conheçam ainda. Depois deste &lt;em&gt;post,&lt;/em&gt; nada de escusa caso encontrarem-me na rua.&lt;br /&gt;Assistam ao documentário "Vinícius", dirigido por Miguel Faria Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu avisei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve o Poetinha!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1152387338054493958?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1152387338054493958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1152387338054493958&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1152387338054493958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1152387338054493958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/12/recomendao-mais-forte.html' title='Recomendação, a mais forte'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5037522552409550621</id><published>2007-11-28T10:58:00.000-02:00</published><updated>2007-11-28T17:55:46.066-02:00</updated><title type='text'>Filhos, eu não os terei.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 1cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Escreverei sobre algo bom, assumindo toda a responsabilidade daquele que aponta verdades. Algo bom, após um ano sofrido. Decerto, para acontecer, coisas ruins não escolhem deliberadamente um conjunto definido de trezentos e sessenta e cinco dias nem qualquer outro período de translado celestial. Sabemos que divisões temporais, como outras tantas divisões, são produtos da razão. Esta sim é a única a gozar das simetrias que enxerga. Um ano ruim: metade razão, um ano, metade humano, ruim. Funciona exatamente assim: &lt;span class="GramE"&gt;esperamos,&lt;/span&gt; do ato de ter esperança, agora sem razão, que o ano ruim termine logo, como se na passagem de um dia para o outro, os ponteiros do relógio simplesmente anunciassem um fim terrível e um começo promissor. Infelizmente não sabemos todos, mas para mazelas do corpo e da alma, da condição humana, para estas, não há divisórias nem congruências. O tempo não é lógico, é anárquico e mal-educado. Não quero, com isso, evidenciar relações de causa e efeito, nem quaisquer outras, entre lógica, anarquia e educação. Vou além: é como um louco de quem se pode esperar tudo. Ele não tem caráter. É assassino em série sem padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 1cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O tempo. Só passa para aquele que o conhece, tal como a medusa que petrifica aquele que a vê. Enuncio, então, a regra, ora inquestionável: aquele que conhece o tempo, não o possui. Todavia, a criança, dentre todas as coisas boas, tudo possui. Nós já ouvimos: ela tem todo o tempo do mundo. Esta é uma verdade. Na infância, rotações e translações terrestres valem tanto quanto juros e inflação, ou seja, não passam de palavras ocas. Portanto, a criança não conhece o tempo, ela o possui. É isso que sinto quando olho para ela. A liberdade que &lt;span class="GramE"&gt;explode,&lt;/span&gt; a preocupação que se ausenta, a ansiedade que lhe falta. Não há sofrimento em uma criança. Não há morte. Com tudo ela se conforma, feliz, não em sua ignorância, mas em sua satisfação de saber o disponível. Quero deixar claro que criança não é um ser de nosso mundo. É de outra dimensão, fantástica, porque cria da imaginação. Infelizmente, a nossa dimensão é nostálgica, porque para a infância nenhuma ex-criança jamais regressou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 1cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Deveria escrever sobre algo bom. Perdoa-me. O tempo, este guardado para reflexão, fez-me mudar de idéia em dois parágrafos. E para quem é sua vítima, otimista não há de se tornar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 1cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembro-me de que fui criança. Tiraram-me o que tinha de mais precioso, sem o saber: todo o tempo do mundo. Fizeram-me conhecê-lo. Foi uma apresentação seca, sem pompas ou afagos: “Este é o tempo”, “Prazer em conhecê-lo”, “O prazer é todo meu”. Eu, a criança, ingênuo. Ele, o tempo, irônico. Deixara de possuí-lo. Passou a possuir-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 1cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Novamente questionarei o teor absoluto das próximas afirmações. É possível que o tempo seja pontual. Diz o ditado, “tudo tem seu tempo”. Acreditar nisto implica acreditar em algo a mais. Eis uma sabedoria que nos escapa. Para ilustrar, tomemos um exemplo da vida com outro ditado: a única certeza dos vivos é a morte. Não se sabe como nem onde. Nem o mais importante: quando? Morte e vida. Antônimos para muitos. Para outros, sinônimos perfeitos, se isso é possível. Questão gramatical de ovo e galinha, eu digo: morre-se para viver ou vive-se para morrer? “Só o tempo dirá”. Talvez para alguns, para os mais letrados e/ou astrológicos, o que digo não faça sentido. Para outros, profano um templo sagrado. O fato é que até mesmo tais dúvidas ou convicções acerca da pontualidade do tempo só despertam para aqueles que crianças não são mais e para lá não voltarão. Do tempo, todos somos escravos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 1cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desconfiado está o leitor mais sagaz, devorador de clássicos. Está certo, confirmo: não deixarei como herança o legado de minha miséria. De tempo, se me resta muito ou pouco, não sei. Sei que da criança nada sobrou. Desejo apenas que este ano logo termine e que o próximo seja muito melhor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5037522552409550621?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5037522552409550621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5037522552409550621&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5037522552409550621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5037522552409550621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/11/filhos-eu-no-os-terei.html' title='Filhos, eu não os terei.'/><author><name>JJ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16097619002792031632</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-6563797831593497648</id><published>2007-11-20T19:08:00.000-02:00</published><updated>2007-11-28T17:56:18.001-02:00</updated><title type='text'>O maior invento do mundo</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Moinho gira o engenho&lt;br /&gt;Soturno&lt;br /&gt;Cá não há o que eu não possa&lt;br /&gt;Eu posso&lt;br /&gt;Direito à sesta eu tenho&lt;br /&gt;Não durmo&lt;br /&gt;Desde que limpa a fossa&lt;br /&gt;Eu faço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descanso não mereço&lt;br /&gt;Nem peço&lt;br /&gt;Cava a pá, levanta o pó&lt;br /&gt;Grita o pé&lt;br /&gt;Reclamo, estremeço&lt;br /&gt;Tropeço&lt;br /&gt;Agradeço, não sou só&lt;br /&gt;Tenho a Sé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afundo em mar salgado&lt;br /&gt;Não choro&lt;br /&gt;Suor o corpo chora&lt;br /&gt;Orvalho&lt;br /&gt;Não peça amor, amado&lt;br /&gt;Imploro&lt;br /&gt;Sou senhora sem hora&lt;br /&gt;Trabalho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-6563797831593497648?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/6563797831593497648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=6563797831593497648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6563797831593497648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6563797831593497648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/11/o-maior-invento-do-mundo.html' title='O maior invento do mundo'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-1325487098185024405</id><published>2007-11-18T11:44:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T11:58:22.642-02:00</updated><title type='text'>Portal Literal</title><content type='html'>Acordado, enfim, de um longo período em câmara criogênica.&lt;br /&gt;Volto a aconselhar, pretensiosamente dos meus nulos 23 anos.&lt;br /&gt;Culpem, se for este caso para tanto, a ansiedade do recém-nascido.&lt;br /&gt;Siga o "coelho branco". Garanto: não haverá lamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://portalliteral.terra.com.br/index.htm"&gt;http://portalliteral.terra.com.br/index.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-1325487098185024405?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/1325487098185024405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=1325487098185024405&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1325487098185024405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/1325487098185024405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/11/portal-literal.html' title='Portal Literal'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-8767900535953998530</id><published>2007-11-11T01:25:00.000-02:00</published><updated>2007-11-24T01:27:12.819-02:00</updated><title type='text'>Saudade à brasileira</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="text-indent: 2.01cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;Muito se fala sobre a dificuldade de traduzir a palavra saudade. Não tenho dúvida nenhuma que ela traz consigo um sentido de difícil compreensão para povos que não falam a língua portuguesa. A dimensão da palavra saudade na língua portuguesa é gigante. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.01cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Porém, o que acabo de dizer não é nada novo. O que acrescento é que é novo: a palavra saudade, para nós brasileiros, tem um significado diferente, que vai além de sua acepção e significado para os portugueses. Sim, os portugueses vão me odiar por isto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.01cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acho que nós &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;compreendemos mais o significado dela para eles que o inverso. Exatamente porque a saudade brasileira é uma coisa paradoxal por se relacionar fortemente e alegremente com o futuro! E para eles, jamais!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2.01cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;A origem dessa palavra é quase tão incerta quanto a do universo. Entretanto, seu significado parece estar fortemente associado às navegações portuguesas, aos descobrimentos. A palavra descreve o sentimento das mulheres portuguesas deixadas em terra por seus maridos que saíam a velejar em busca do desconhecido, assim como o sentimento dos navegadores que se viam longe de seus entes queridos e envolto de um mar sem fim. Era uma saudade relacionada à incerteza, à solidão, ao desejo de rever e de possuir novamente, uma lembrança nostálgica e carinhosa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.01cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com o passar dos anos e as sucessivas crises enfrentadas por Portugal tal palavra passa a descrever, além daquele, mais um sentimento: algo carregado de pessimismo, um sentimento de que o tempo bom ficara no passado e jamais voltará. Sentimento este que vigora ainda hoje em tudo que relaciona os portugueses.. Extremamente saudosistas e pessimistas, vivem o presente para lembrar do passado, e jamais para construir um futuro. Talvez, jamais seja um pouco forte.... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.01cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No Brasil, nós temos este sentimento também, nós o compreendemos, mas nós não o acatamos completamente. Nossa saudade é paradoxal porque, junto a este sentimento, temos sempre o sentimento ou a expectativa de um futuro melhor, de que novas coisas virão, uma expectativa alegre e otimista em relação ao futuro. Está aqui a grande diferença: os brasileiros são otimistas, os portugueses não. Daí a diferença no sentimento de saudade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.01cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O mais importante não é a diferença, mas suas conseqüências, e é onde quero chegar. A nossa saudade ajudou a criar a bossa-nova, que é antes de tudo uma música alegre que pulsa no ritmo do coração, assim como o jazz. Enquanto a saudade portuguesa ajudou a criar o fado, que é uma das músicas mais tristes que já tive notícia. Aliás, o fado é pobre também por conta da saudade portuguesa ser muito mais bem definida, ou seja, não carregar consigo o paradoxo que a nossa carrega. Enquanto a bossa é rica também por conta da saudade brasileira ser dúbia, paradoxal, mais rica de sentidos. Saudade no Brasil é tristeza misturada com alegria, é tristeza à espera de alegria, é solidão que vislumbra o reencontro, é o coração apertado que carrega uma alma radiante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.01cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E assim as duas almas, portuguesa e brasileira, se diferem. E é exatamente por serem duas almas distintas que falam línguas também distintas, apesar de parecerem a mesma. Todavia não são a mesma, e jamais serão. É justamente a diferença entre as almas que explica o fato de se expressarem de maneiras completamente diferentes. Na música, por exemplo, o fado é, muito provavelmente, a maior expressão da alma portuguesa. Enquanto a bossa é a maior expressão da alma brasileira. E é esta pequena comparação que nos mostra qual alma é gigante... Podem até argumentar que o gigantismo da alma portuguesa está na literatura, mas como é a música a arte suprema, a comparação deve ser feita na esfera musical. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.01cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por fim, não existiria fado sem as navegações e sem a saudade portuguesa, assim como não existiria a bossa nova sem a saudade brasileira e sem o Rio de Janeiro, este que também não seria o mesmo sem as navegações..  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.01cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E o que nos resta? A música, a boa e velha Felicidade que tudo nos ilustra: o ritmo é alegre, o nome é feliz, e a letra é.. Bem, o primeiro verso diz tudo: "tristeza não tem fim/ felicidade sim". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 2.01cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Que coisa mais ambígua, não? Mas "isso é bossa nova e isso é muito natural". Isso é o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-indent: 2.01cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Por Belém Neto  e  JJ&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-8767900535953998530?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/8767900535953998530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=8767900535953998530&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8767900535953998530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/8767900535953998530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/11/saudade-brasileira.html' title='Saudade à brasileira'/><author><name>JJ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16097619002792031632</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-6071959782938120785</id><published>2007-10-31T20:44:00.000-02:00</published><updated>2007-11-08T12:45:45.850-02:00</updated><title type='text'>Erosão contemporânea</title><content type='html'>O tempo é o contratempo&lt;br /&gt;O tempo e o contratempo&lt;br /&gt;Tempo e contratempo&lt;br /&gt;Tempo contratempo&lt;br /&gt;Tempo contra tempo&lt;br /&gt;Tempo, tempo&lt;br /&gt;Tempo&lt;br /&gt;Tem&lt;br /&gt;Pó.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-6071959782938120785?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/6071959782938120785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=6071959782938120785&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6071959782938120785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6071959782938120785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/10/eroso-contempornea.html' title='Erosão contemporânea'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-7631832518983313358</id><published>2007-09-07T22:26:00.001-03:00</published><updated>2008-06-04T18:26:33.806-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto'/><title type='text'>Star Wars: uma nova abordagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Louco e radical, chamar-me-ão aqueles que chegarem ao final deste texto. Entretanto, não é isso que me inibirá. Venho aqui expor o porquê do filme Star Wars ser um filminho fantástico. Ou, para os cinéfilos, uma analogia: um pequeno grande filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar por desmerecê-lo. Não passa de uma ficção-científica bobinha. Muitos efeitos especiais e nada mais. Não passa de uma grande jogada de marketing, afinal quais são as seqüências que tiveram sucesso no cinema? Quero dizer que como o filme começou da metade garantiu aos primeiros (parte 1, 2 e 3), pelo menos, o mesmo sucesso dos últimos. Se George Lucas os lançasse em ordem, o sucesso, muito provavelmente, decresceria, como nos mostra a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a história do filme é razoavelmente intrigante, contudo, é também maniqueísta e racista, o que a torna deplorável. Porém, prefiro não entrar nessas questões, pois há outros textos que já trataram o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomando, há os que dizem que não existia a tecnologia necessária para filmar as três primeiras partes, mas eu digo que também não havia para filmar os três primeiros lançados. Mesmo assim foram feitos. Posto isso, só me resta concluir: a seqüência escolhida foi uma grande jogada de marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também há os que dizem que o filme marcou uma revolução tecnológica no cinema. Eu concordo. Todavia, cinema não é, em si e para si, tecnologia. Muitos dos melhores filmes nasceram exatamente na lógica oposta, ou seja, com baixo orçamento e pouca tecnologia, tão pouca que mal se podia iluminar. Me refiro, em tom de brincadeira, ao cinema noir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo é o mestre Chaplin. Continua genial, e qual era a "super-tecnologia"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vejam bem, não sou contra a tecnologia, só acho que ela não torna um filme bom ou ruim. E no filme que comento aqui, se se tirar a tecnologia e o marketing, sobra só a música, que também não é das melhores, mas diverte. E música também não faz cinema, complementa.. Logo, Star Wars é um filme vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o que ninguém poderia esperar é que ele representasse o mundo de uma maneira tão brilhante e ressalto: inconsciente. Inconsciente porque tenho certeza que Geroge Lucas não tinha a menor intenção de mostrar o mundo como tentarei demonstrá-lo, brevemente, logo a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo que descreverei não está por detrás do filme, está no filme. O que mostrarei é a essência, e o que fica do filme, para a maioria, é a aparência; porém as duas estão intrincadas, e não sobrepostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, vamos ao que interessa: existe uma teoria que diz que a taxa de lucro, desde que existe lucro (o que nos remete ao ínicio do século XIX), tende a cair. Isso se aplica ao mundo capitalista, pois é onde existe lucro. A teoria é bastante razoável e não vem ao caso discuti-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomado tal príncipio, significa dizer que o mundo tende a uma crise, pois se a taxa de lucro declina as empresas reagem, aumenta-se o desemprego entre outras coisas. Enfim, tem-se uma crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saída para esse mundo caótico - chamo de caótico um mundo com lucro declinante, ou seja, "mercados enfurecidos", "inflação descontrolada", "desemprego maciço" - são as ditaduras e as guerras. Principalmente quando combinadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vale uma explicação: não é nada genial, é simplesmente óvbio que as guerras destroem as coisas, as construções, as pessoas, as riquezas, e obriga a humanidade a reconstruir tudo. A ditadura facilita que se entre e se mantenha em guerra. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;C'est-à-dire&lt;/span&gt;: as guerras são como uma máquina do tempo que só leva ao passado. Após uma guerra, as sociedades envolvidas regressam a um estágio inferior ao que estavam imediatamente antes dela e, dessa forma, voltam a conviver com taxas de lucro menos próximas de zero e, assim sendo, o mundo torna-se menos caótico, apesar de destruído e banhado a sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente por isso que Star Wars é genial. Ou seja, por ser uma grande alegoria da nossa sociedade capitalista. E não me acusem de comunista ou socialista, ou anti-capitalista, pois estarão se auto-acusando de cegos. Afinal, só quem vive no completo breu para negar as duas guerras mundiais, a guerra fria - que se não destruiu, pelo menos obrigava a produzir mais - a guerra do Vietnã, da Coréia, as duas do Iraque, a guerra das Malvinas, dos Balcãs, da Argélia, dos seis dias, entre tantas outras que contabilizam, pelo menos, 65 grandes guerras desde o ano de 1800.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo torna-se ainda mais interessante ao pensarmos nos EUA como o motor da economia mundial - o que é difícil negar -, pois, sendo assim, o resultado de um corte total nos gastos militares de tal país (que foi de U$529 bilhões em 2006) representaria, provavelmente, o colapso da economia mundial. Tal fato significa simplesmente que a guerra é necessária na sociedade em que vivemos. Sem ela temos o caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, pois, que Star Wars nada mais é do que nós. Aquele mundo que só vive de guerra é o nosso. O maniqueísmo de George Lucas ao dividir o mundo entre "o bem e o mal" é nosso também e, principalmente, da grande potência hegemônica, ou seja, os EUA. Mas não porque o mundo esteja realmante dividido entre bonzinhos e mauzinhos, mas porque sua essência é a necessidade de guerras e o maniqueísmo a justificativa para tal. Todavia, seria muito melhor se nossas guerras também fossem interestelares, assim gastaríamos muito mais com as guerras, teríamos uma taxa de lucro muito mais elevada, o caos econômico seria muito menor, e a destruição seria mais diluída no espaço, ou seja, seria quase perfeito!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-7631832518983313358?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/7631832518983313358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=7631832518983313358&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7631832518983313358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7631832518983313358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/09/star-wars-uma-nova-abordagem.html' title='Star Wars: uma nova abordagem'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-41073999938307966</id><published>2007-09-05T21:37:00.001-03:00</published><updated>2007-09-06T18:53:51.986-03:00</updated><title type='text'>Arrivederci!</title><content type='html'>Morre (06/09/2007) Luciano Pavarotti.&lt;br /&gt;Dia de luto neste blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-41073999938307966?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/41073999938307966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=41073999938307966&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/41073999938307966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/41073999938307966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/09/vazio.html' title='Arrivederci!'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-7806733114363591155</id><published>2007-08-28T22:27:00.000-03:00</published><updated>2007-08-28T22:35:35.308-03:00</updated><title type='text'>Haikai de uma função circular</title><content type='html'>Chuva entristece.&lt;br /&gt;Triste, eu choro&lt;br /&gt;Chorando, chove.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-7806733114363591155?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/7806733114363591155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=7806733114363591155&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7806733114363591155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/7806733114363591155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/08/haikai-de-uma-funo-circular.html' title='Haikai de uma função circular'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-6582043100915621483</id><published>2007-08-26T20:59:00.001-03:00</published><updated>2008-06-04T18:26:48.537-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dicas'/><title type='text'>Cinema: Glauber Rocha</title><content type='html'>Para os que ainda não conhecem, segue o link do site do maior cineasta brasileiro de todos os tempos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.tempoglauber.com.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que o site ainda não está completo, pois a família do falecido diretor ainda tem a intenção de disponibilizar todos os documentos produzidos por ele, o que significa mais de 40 mil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços! E boa diversão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-6582043100915621483?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/6582043100915621483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=6582043100915621483&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6582043100915621483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/6582043100915621483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/08/cinema-glauber-rocha.html' title='Cinema: Glauber Rocha'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-5085840754839272542</id><published>2007-08-26T11:37:00.000-03:00</published><updated>2007-08-26T12:14:04.234-03:00</updated><title type='text'>Música de qualidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O post não se endereça aos apreciadores da música, pois eles devem ter melhores e maiores conhecimentos sobre a minha sugestão. Escrevo para os apreciadores aspirantes que ainda não conhecem as sinfônicas do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a grande &lt;strong&gt;OSESP&lt;/strong&gt; (Orquestra Sinfônica do Estado de SP):&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.osesp.art.br/home.aspx"&gt;http://www.osesp.art.br/home.aspx&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, a deliciosa &lt;strong&gt;Banda Sinfônica&lt;/strong&gt; do Estado de SP:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bandasinfonica.org.br/v1a/index.htm"&gt;http://www.bandasinfonica.org.br/v1a/index.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a &lt;strong&gt;Orquestra Jazz Sinfônica&lt;/strong&gt; do Estado de SP:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jazzsinfonica.org.br/"&gt;http://www.jazzsinfonica.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível ouvir trechos das músicas de vários CDS nos sites das três sinfônicas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para deleite de meu amigo Belém Neto, deixo aqui uma pequena demonstração da Jazz Sinfônica.&lt;br /&gt;Apreciem sem moderação!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jazzsinfonica.org.br/mp3/cyro50/poemaparajobim.mp3"&gt;http://www.jazzsinfonica.org.br/mp3/cyro50/poemaparajobim.mp3&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-5085840754839272542?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/5085840754839272542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=5085840754839272542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5085840754839272542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/5085840754839272542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/08/msica-de-qualidade.html' title='Música de qualidade'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-2096190889534836324</id><published>2007-08-24T23:12:00.001-03:00</published><updated>2008-12-09T03:05:37.403-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotografia'/><title type='text'>Imagem sonora</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/Rs-UhnK-1eI/AAAAAAAAAY0/UJrT2-_veKc/s1600-h/Castelo+p%26b+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/Rs-UhnK-1eI/AAAAAAAAAY0/UJrT2-_veKc/s400/Castelo+p%26b+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102460208005699042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Castelo Mouro, Sintra - Portugal. Fotografia de Belém Neto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="80" width="300"&gt;&lt;param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/i5J2CCBQNp/aus=false/"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://media.imeem.com/m/i5J2CCBQNp/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="80" width="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-2096190889534836324?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/2096190889534836324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=2096190889534836324&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2096190889534836324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/2096190889534836324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/08/blog-post.html' title='Imagem sonora'/><author><name>Belém Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16220885650615991623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/SdYI9KptY5I/AAAAAAAABHQ/o49kdMTTtbo/S220/paris1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rzq5x4uZMkM/Rs-UhnK-1eI/AAAAAAAAAY0/UJrT2-_veKc/s72-c/Castelo+p%26b+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9085710982942701011.post-3125753787667977323</id><published>2007-08-22T17:31:00.000-03:00</published><updated>2007-08-23T21:11:06.542-03:00</updated><title type='text'>O jogo do bicho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os dois eram os melhores amigos, daquela espécie quase extinta que nós raramente encontramos nos dias de hoje. Conheciam-se mais, um ao outro, do que suas próprias famílias os conheciam. Uma amizade que nasceu na infância, percorreu a juventude, transformou-os em compadres e até em avôs de um mesmo neto. Agora, a amizade havia amadurecido. Não precisavam de muitas palavras para alcançar o entendimento mútuo. Acima de tudo, respeitavam-se. Não havia registros de brigas, calúnias ou traição. Dava gosto de ver os velhinhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Naquela tarde, como em todas as outras tardes dos quarenta e sete anos precedentes, Seu Zé e Seu Osvaldo reuniram-se para especular, no botequim da esquina, as possíveis combinações do jogo do bicho para aquele dia. Se chegassem ao consenso, como era sabido pelos freqüentadores do local, nunca deixavam de ganhar um dinheirinho. No entanto, há quarenta e sete anos perseguiam, sem êxito, o primeiro prêmio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seu Zé disse ao amigo:&lt;br /&gt;─ Eu sonhei que o Alemão tinha morrido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Seu Osvaldo respondeu, angustiado:&lt;br /&gt;─ Não brinca, Zé! Eu também sonhei com morte. O problema é que o morto era você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prontamente, seu Zé pôs termo à conversa, batendo três vezes na mesa do boteco:&lt;br /&gt;─ Vira essa boca pra lá!&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui esclarecer um ponto importante que faz parte da ciência do jogo proibido: sonha-se com morte, joga-se no elefante. E eles jogaram. Foi assim, então, que os amigos ganharam aquela bolada bem gorda. Elefante na cabeça! Um prêmio para a insistência de anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É de conhecimento geral que o destino tem por hábito ser inconveniente. Naquela mesma tarde, no caminho de casa, sem tempo de anunciar a boa nova à família, Seu Osvaldo foi pego de surpresa por um ataque cardíaco fulminante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seu Zé não se conformava. Inconsolável, chorava mais que a mulher e os filhos do finado. Custou muito tranqüilizá-lo. Contudo, conseguiram fazê-lo dormir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A despeito de ter sido um sono curto, este foi revelador para Seu Zé. O velhinho sonhou com o amigo morto. Durante o transe, o finado Seu Osvaldo proferia ininterruptamente o seguinte aviso:&lt;br /&gt;─ O Burro, Zé! Amanhã é dia de Burro!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seu Zé entendeu o recado. No dia seguinte, tão logo acordou, foi ao botequim e, depositando extrema confiança no conselho do amigo, apostou todo o dinheiro que havia ganhado com o elefante da véspera. Após a aposta, era hora de velar o amigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante a manhã inteira, Seu Zé fitou o corpo sem vida, admirando, em seus pensamentos, aquele último gesto de carinho que o amigo tinha-lhe oferecido durante o sonho. Ele sabia que seria uma grande injustiça ver Seu Osvaldo partir sem uma despedida digna de rei. Afinal, o burro era uma barbada! O enterro seria no período vespertino e, portanto, seria possível saber o resultado ─ ainda que não precisasse, pois o amigo já havia adiantado ─ do jogo do bicho antes do evento. Com o prêmio, a homenagem a Seu Osvaldo seria grandiosa: carreata em carro de bombeiros, incontáveis coroas de flores e um último samba ─ tocado por orquestra, com violino e tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A hora havia chegado. Para dizer a verdade, o enterro já estava atrasado. Todos aguardavam angustiados pela chegada de Seu Zé, conhecido por sua pontualidade marcante. A tampa do caixão ainda estava aberta, esperando para que ele se despedisse do finado. Felizmente, não houve tempo para que aquele momento se convertesse em uma espera repleta de tensão. Seu Zé tinha chegado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi espanto geral. O amigo ainda vivo dirigiu-se, de cenho fechado, até o amigo sem vida e descarregou completamente a munição de sua arma no corpo estirado. O motivo: borboleta na cabeça. O burro não tinha aparecido sequer em um dos prêmios. Não se tratava de dinheiro. O fato era que Seu Zé tinha sido traído por Seu Osvaldo, o melhor amigo! Depois de tantos anos de amizade, não podia tolerar ou perdoar aquele desrespeito. Tinha sido sacanagem... E das boas! Quanta pequenez! Não havia desculpas. Não era dia do burro. Não ouviria de novo o nome do larápio. Matou para sempre o covarde amigo, que esperou morrer para ser morto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9085710982942701011-3125753787667977323?l=poematicos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poematicos.blogspot.com/feeds/3125753787667977323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9085710982942701011&amp;postID=3125753787667977323&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/3125753787667977323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9085710982942701011/posts/default/3125753787667977323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poematicos.blogspot.com/2007/08/os-dois-eram-os-melhores-amigos-daquela.html' title='O jogo do bicho'/><author><name>Dom Diego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00913259071750459226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
