domingo, 20 de abril de 2008

Depois da festa (com a cunhada)

A Nelson Rodrigues

Mercedes,

Tu és a água da minha vida:

– Insípida!
– Inodora!
– Incolor!

Mas mata minha sede
E eu não posso viver sem!

4 comentários:

Cecil disse...

Uau, que perigoso... festa com a cunhada... incisivo e poético, ventania. Gostei.

Hamilton disse...

lembrei agora de uma ocasião, no DJ, em que eu e o Thiago Leal estávamos brincando de nos xingar de água de reúso. Algo mais ou menos assim:

"-Seu água de reúso! Você não tem cheiro, não tem cor... só serve para limpar o chão!"

"-Seu não potável! Vê se te ferve, ô água suja!"

O sentido é totalmente o contrário do seu texto...

mesmo assim, haja falta de sensibilidade poética de minha parte!

bjs

Laura C. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Laura C. disse...

DJ é o locus de trabalho meu e do Hamilton, JJ. Locus que reune loucos, diga-se de passagem (e quem já passou por lá só pode confirmar!).
Falta de poeticidade do meu amigo, não sei não. Ele é o tipo de pessoa capaz de fazer um guia prático de trabalhos jurídicos preocupando-se em fornecer informações arquitetônicas sobre alguns pontos fundamentais da arquitetura do centro de Sampa. Aliás, ele me chamou de "literata" e comentou o esse poema pensando que fosse meu.

Conversa divertida essa interessante troca de insultos!

E vai um comentário meu sobre o pomea: JJ, você sabe - e se não sabe, que fique sabendo agora - que não sou exatamente fã de Nelson Rodrigues. Mas vez ou outra acho bom que a cara receba alguns tapas. Porque, como diria a Cecília, a vida/poesia é ventania, nem sempre brisa.